• @rgpatrickoficial

Clichê - Capitulo 35

#Augusto

Nossa sai da casa da mãe de Julia com as pernas “bambas”;

- E então, que acha? – Caio pergunta.

- Que elas estão certas, vou fazer o que disse. Mas cara eu já te falei mil vezes, e como reforcei, usamos camisinha.

- Acho que não tem com o que se preocupar.

- É vou tentar ficar mais de boa, hoje tenho a festa dos meus pais e amanhã feriado.

- Vai ficar no Rio mesmo?

- Sim, porque vai viajar Caio?

- Não, só perguntei.

- Seria bom sair, boa ideia. Vou fazer a linha do filho que meu pai quer hoje e quem sabe a gente passa o feriado fora.

- Aí cara, eu não gosto do meu pai, agora você, realmente odeia o seu.

- Você sorri porque não conhece ele. Me lembro de criança, brincar com meu irmão, naquela fase de ser sapeca saca...

- Sim.

- E eu sempre fui mais levado! Ele aproveitou uma viagem de minha mãe para França e mandou eu junto, que assim ele poderia colocar o Heitor na sua cola o dia todo sem eu para atrapalhar.

- Mas sua mãe morou por lá?

- Não, ela estava expandindo para a Europa e viajava muito para lá. Meu pai a convenceu me colocar em um colégio por lá, que seria melhor.... Minha mãe estava umas seis vezes ao lá em Paris e eu vinha no Brasil no natal, passar com meu irmão. Vivi por anos assim.

- Ele sabe que tu é bi?

- Haha’ só daria o gostinho para ele me chamar com mais convicção de aberração.

- E tem gente que reclama de seus problemas. – Caio abre o portão.

- Não é me vitimando, ou que tenha problemas piores que você ou outra pessoa. Só tenho os meus e estou aqui para enfrentar eles.

- Sim, e relaxa, pode ser que o exame da Julia esteja errado.

- Espero. Ei vou aqui no banheiro antes de ir.

- Falou.

Volto com o Caio na sala, ligando em algum jogo na televisão;

- Mano, se eu chamar o Samuel e um cara que estou afim para viajar, todo mundo junto, pega mal?

- Depende.

- De?

- Eu vou? Rsrs.

- Você quem deu a ideia.

- Então acho que não, mas dá ideia nele, vê o que ele diz.

- Vou falar com ele mais tarde... Caio valeu irmão, vou nessa mano! Só não te chamo para hoje porque você nem beber pode, é ficar com a galera nojenta da escola, que vão estar todos presentes.

- Da escola?

- Elias, Marcela e Fabiano.

- Deus me livre, deixa eu em casa.

- Pois então. Vou nessa.

- Com Deus mano.

Cumprimento ele saindo. Impossível não ficar de cabeça quente depois dessa tarde.

Eu sou de uma família muito antiga. Como gostam de falar “Família de Nome”. E como qualquer uma temos tradições, uma delas é a festa anual, em que fazemos todos os anos na última sexta-feira de Abril.

Meu pai conseguiu pegar essa tradição e formatar um estilo de negócio sob ela, a desse ano de 2018, marcaria sua ascensão! A junção de todas as empresas em nome da nossa família, isso colocaria ele em um patamar inalcançável como “homem de negócio”.

Meu pai e meu irmão estavam usando smokings de alta costura, minha mãe, em um vestido meio verde limão, extraordinário. Não sei como me deixaram usar uma camisa de botões branca, com mangas curtas, abotoada até o ultimo na altura do pescoço. Calça em alfaiataria cinza e um sapato Nice Petrini.

No caminho, todos no mesmo carro, eu do lado do meu irmão, de frente com meu pai e minha mãe de frente a Heitor;

- (...) Então está feito?

- Sim filho, os papeis foram assinados essa tarde, todas as empresas agora estão sob o comando da Montanari. – Meu pai segura a mão da minha mãe.

- Espero que a senhora esteja ciente do que fez mãe. – Falo olhando ela.

- Sim filho, será mais seguro para você e seu irmão no futuro.

- Talvez assim seja uma forma de você não colocar fogo em nosso dinheiro como faz com o seu. – Meu pai me encara.

- Nem eu nem meu irmão somo como o senhor. Não iremos levar esse seu negócio como você quer! Na primeira oportunidade que eu tiver retiro a grife de suas mãos, não está interessado na empresa e sim no dinheiro que ela faz. Pena que a senhora não percebeu isso.

- Não fale assim querido.

- Ousa a me atacar me olhando nos olhos garoto! Eu sou seu pai, independentemente de sua idade eu mando em você. Então tenha um pingo de respeito moleque.

- Dá para parar os dois, nem parece que estamos indo para uma festa de família. – Heitor fala.

- Que família? – Esboço olhando pelo vidro.

O carro parou, a segurança ajudou acompanhando todos, para as fotos e depois para dentro do evento. Eu abri a noite de discursos, depois veio meu irmão, minha mãe e meu pai. Que liberou o jantar.

Depois de comer, algumas pessoas estavam dançando, outras conversando e eu na mesa, sentado teclando com o Samuel.

- Quem é você e que fez com o Augusto? – Heitor fala se sentando na minha frente.

- E aí.

- Serio, aqueles caras do bar precisam e muito de você. – Ele rindo, tentando me animar.

- Não parecem muito animados não.

- Assim como você! Diz ai que foi? Foi por causa da conversa no carro?

- Doutor Machado precisa muito mais para me deixar para baixo.

- Que foi então.

- Nada.

- Qual é Guto, sou seu irmão, diz ai.

- Fiz uma merda cara, e acho que dessa vez é das grandes.

- Que foi? Deu outra entrevista sem saber? Haha.

- Não tem graça.

- Que foi então.

- Fiquei com uma menina e acho que ela está gravida.

O idiota fica igual a uma estátua na minha frente, depois que eu falei ele ficou parado;

- Fala alguma coisa. – Empurro ele.

- Papai mata você, a garota e a criança.

- Eu sei.

- Ela já fez exame de sangue?

- Não irá fazer na próxima semana, feriado agora né.

- Espera, pode ser que dê negativo.

- Sim, espero, mas também usamos camisinha.

- Ah que susto Guto. Porra! Então está se preocupando sem necessidade, relaxa mano. É um alarme falso.

- Espero.

- Fica tranquilo. – Ele pega em meu ombro.

- Não vai contar para ninguém... Nem para Marcela.

- Ela vai querer para ela a criança, quer pôr tudo nessa vida engravidar.

- Conversaram sobre?

- Estamos tentando. Muito rsrs, mas não rola. Ela tem uma consulta com a medica dela, para fazer uns exames.

- Relaxa mano, não vai ser nada.

- Sim, já pensou eu que sempre sonhei em ser pai e você ser primeiro.

- Nossa vira essa boca para lá Heitor.

- Então, mamãe vai trabalhar e o papai nem precisa dizer, que vai fazer no feriado?

- Estou pensando em ir para a casa de Floripa, que acha?

- Hum, boa, to precisando passar uns dias longe viu.

- Vamos?

- Vou ver a agenda de amanhã, se puder cancelar eu até que vou.

- Vou chamar um cara que to afim. – Falo bebendo um pouco da sua bebida.

- Eu já te falei, mas repito que inveja de você Guto, queria aproveitar a vida assim.

- Olha o tanto de caras aí, rsrs. – Falo rindo dele.

- NÃO, não é isso seu panaca! É aproveitar mesmo sabe, quando saio com pessoal do trabalho só falam de mais trabalho.

- Pois então, vamos, vou arrumar uma galera para ir e você vai também, precisamos de um tio na turma.

- Está engraçadinho hoje em.

- Haha’, você precisa beber sem pensar no dia seguinte.

- Sim, vai prepara um Dry Martini para mim lá então.

- Vou só porque esse está ruim para caralho.

38 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia