• Richardson Garcia

Clichê - Capitulo 32

Eu fiquei sem graça, o meu tio se levanta pega o baralho e junta as pessoas para jogar truco. E Guto se prontifica, fazendo par com meu tio, Thiago e Kleber a outra dupla.

Eu e minha mãe ajudamos a minha tia a guardar as coisas, levar e organizar a bagunça, pois algumas primas ainda estavam dançando, eles jogando e a gente ali;

- Eu amei ele, é bonito, parece ser muito inteligente e parece que gosta de você. – Minha mãe fala.

- Calma, a gente está se conhecendo.

- Eu sei, e só estou dizendo que gostei dele.

- Eu te conheço mãe.

- Eu também gostei, sem contar no partidão que é. Podre de rico, pode resolver a sua vida e da sua mãe né Luan. – Minha tia entra na conversa.

- Não temos nada, e se chegar a ter não quero um real dele.

- Desculpa eu só falei.

Minha mãe abriu a boca para falar algo, mas começou uma gritaria na área.

Mano que era aquilo, Kleber e meu tio estavam fazendo um escândalo e Guto entrou na onda, não sei se sabem jogar truco, ou já assistiram, mas é uma bagunça.

Bem terminamos de arrumar as coisas e fui com minha mãe até o carro, ela levou uma agua aos seguranças, que estavam já dentro da casa da minha tia;

- Vocês jogam? – Ela puxa assunto.

- Sim.

- Então senta aí.

- Estamos trabalhando senhora.

- Ficam até que horas? – Pergunto.

- São horários de 24 horas. Eu e o Matheus revessamos, mas em alguns momentos trabalhamos juntos.

- Se ele ficar a noite inteira ali, vocês ficam aqui? – Minha mãe pergunta.

- Sim, ganhamos para manter a integridade dele, independentemente do local, momento ou situação. Normalmente são 5, mas ele conseguiu diminuir.

- Porque tanta gente para um garoto da idade dele? – Ela vai investigando.

- É complicado explicar, o pai e a mãe dele são pessoas importantíssimas e fundamentais nos negócios e no mercado. Ambas empresas tem um percentual dentro do PIB do pais. Petrobrás e AFAIR são hoje um retrato da economia do nosso pais.

Eu deixei eles conversando, pois, o truco acabou, e os meninos se levantaram. Thiago ficou tão interdito em ganhar que Felipe foi embora e ele nem se despediu.

Thiago saiu para a rua, e Guto vai falar com os seguranças. Eu saio e ele questiona;

- Mora longe?

- Não, do outro lado da rua.

Os seguranças se afastam indo nos carros, e questiono;

- Liberou eles?

- Por mim nem vinham hoje, mas, já desiste de mandarem eles para casa, não adianta. – Ele segura minha cintura e me beija.

- Luan quero falar com você. – Thiago volta na calçada.

- Já falei não temos nada que conversa. – Já me viro para sair.

Ele não estava bêbado, sim havia bebido, mas tinha consciência.

- Esse pau no cú só quer te comer e vai deixar você de lado. – Thiago fala.

- Mais respeito irmão. – Guto fala.

Nós iriamos entrar, mas ele abre a boca;

- Não estou trabalhando, não lhe devo respeito, muito menos seguir ordens suas. – Thiago o encara cruzando os braços.

- Gente para. – Kleber diz.

Guto segurava a minha mão, e fez questão de responder ele;

- Além de seguir ordens, como um empregado que você é de minha família, se eu não me engano no seu contrato deve haver uma clausula, logo na primeira página, onde diz que deve respeito e ética além da profissão exercida e como empregado tanto a mim quando a minha família, então se comporte como tal.

- Não pode falar assim comigo na minha casa. – Thiago se aproxima.

A cena foi tão rápida, mas tão rápida que na verdade nos assustamos.

Ele deu um passo em direção a mim e a Guto falando isso, e Camilo já o empurra, ficando em nossa frente;

- PARA TRÁS. – Ele fala.

- Camilo relaxa. – Guto diz.

Mas sem efeito, ele fica na mesma posição, com uma mão na cintura e a outra na direção de Thiago;

- Chega de vergonha né Thiago. – Kleber tira ele, levando para dentro.

- Que está acontecendo aqui? – Minha mãe sai.

- Nada só o Thiago tendo um ataque de ciúmes. – Falo a ela.

- Bem por mim já deu por hoje. – Guto se despede.

- É está pouco tarde, desculpa por isso.

- Não tudo bem.

Ele se aproxima e me beija, estávamos na frente da minha mãe e do Camilo, não tinha como ter amassos naquele momento.

#Samuel

Sabem quando você acorda se sentindo diferente, com um tesão diferente pela vida.

Logo que meu celular despertou mais cedo, para eu poder me maquiar, arrumar cabelo e tudo mais, eu o desliguei e voltei a dormir.

Acordei minutos depois, coloquei uma calça jeans, um tênis que veio junto com os da Nice. A camisa branca do uniforme, coloco as mangas nas alturas dos cotovelos e paro de frente ao espelho, me encaro por alguns segundos;

- Hoje será sem maquiagem. – Falo ao reflexo.

Coloco meus óculos que uso para “descanso”, passo um laque no cabelo, deixando com um topete. Abro uns botões da camiseta, ficando igual a o padrão que a sociedade tenta impor.

Eu abro a porta do meu quarto, minha mãe saindo para o trabalho, me olha muito assustada;

- Que aconteceu?

- Nada.

- Porque vai assim para escola?

- Acordei atrasado.

- Ata. – Ela esboça, mas sem comentários.

Bem, vocês conhecem o meu caminho para o Jaó. Na escola quando cheguei, os seguranças e professores estavam mandando todo mundo para o refeitório.

Parece que nesse ano houve um recorde de alunos que conseguiram bolsas nas faculdades mais renomadas do mundo. E eles estavam oferecendo um café da manhã como comemoração e homenagem.

Havia algumas famílias e o diretor iria fazer um discurso para os alunos.

Eu vou procurando uma mesa para sentar e vejo o Caio de longe. Me aproximo e sento do seu lado;

- Está ocupado. – Ele fala sem olhar.

Caio estava com um pirulito na boca, ele me olha e chega a babar, tira o pirulito da boca fazendo bagunça;

- Que porra é erra? – Ele questiona.

- Não me enche. – Coloco minha mochila de lado.

- Porque está assim, que aconteceu?

- Acordei atrasado.

Ele não engole minha desculpa. E então a cena que eu queria mesmo ver.

Poucas mesas tinham lugares disponíveis, a minha e do Caio era uma delas.

Augusto chega acompanhado de Fabiano e Marcela.

Eles vão até a frente e seguem pelos corredores, vindo em nossa direção.

Ele estava com a mochila de natação de lado, na altura das coxas, com a alça passando em seu peito, e usava óculos escuro.

A uns cinco metros, ele encara Caio primeiro, percebi, pois, ele tirou os óculos para me olhar. Ele até diminui a velocidade, e muda o olhar totalmente.

- Viado! – Fabiano passa pela mesa me encarando.

E eu fazendo a egípcia, ignorando ele é claro.

Guto senta na minha frente, e óculos na mesa e mochila no chão;

- Que aconteceu?

- Ai meu Deus, todo mundo agora vai ficar perguntando.

- Perguntei a mesma coisa. – Caio fala.

- Eu acordei atrasado.

- Inventa outra Samuel, sem migue para nosso lado. – Guto me encara.

- Só quis me sentir diferente, só isso. Vão me julgar?

- Não. – Ele responde.

Ao mesmo tempo Caio diz;

- Sim.

Nós olhamos para ele, mas o diretor começou a falar, e ele usou isso como desculpas.

Durante a tal palestra Caio me olhava, em alguns momentos.

Ok.

Liberaram o café da manhã, a gente se serviu e voltamos para a mesa, a conversa rola sob Cauã;

- (...) Ela está meio aérea, e tipo as vezes troca o meu nome pelo dele.

- Normal Caio, minha mãe já me chamou de Raquel. – Guto diz. – Mas e você, como está?

- Bem, com dificuldade para me concentrar mas bem, Samuel me ajudou e muito com as matérias, agora é estudar para as provas saca.

- Sei sim, vou te ajudar também, sempre que puder vou na sua casa, e estudamos juntos falou!

- Valeu.

- Você não disse estudar em casa? Porque Caio não estuda com você? – Eu pergunto.

- Estudo francês, inglês e economia aplicada em casa Samuel, acho que não se enquadra no que ele precisa.

- Não sabia.

- Liguei para tu ontem, desapareceu, que foi? – Caio o pergunta.

- Sai com um carinha aí que estou conhecendo, fui fazer moral com a família dele saca.

- Sim, de boa, Julia estava perguntando de você mano.

- Hum, aquela lá, não pode se dispensar.

Eu olho para ele e fico meio bravo, não tive como não comentar;

- Engraçado, iria gostar de estar ficando com alguém e essa pessoa ficando com outra?

Ambos responderam que não;

- Pois! Muito cara de pau, você falar isso. Fica iludindo o cara e ficando com a garota, e vice e versa.

- Não tenho nada sério ainda. E não vou pressionar o cara, quando acontecer, se acontecer, ai beleza. Mas não sou comprometido Samuel.

- Beleza, beleza Guto, sempre está certo né. Parabéns para você. – Pego minha bandeja saindo.

Deixo na bancada e saio do refeitório, indo pegar minhas coisas pois tinha aula em seguida.

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