• @rgpatrickoficial

Clichê - Capitulo 31

Mas quem disse que adianta, eu esperei um pouco e quando estava saindo, eles estavam cumprimentando as pessoas da mesa da minha avó.

Eu passo direto, o Thiago me olha, mas não diz nada, agora o Felipe me encara de cima abaixo.

Me sentei na mesa fervendo de raiva;

- Tudo bem amigo?

- Ele está usando a camiseta que eu dei para ele acredita, aquilo é só para provocar.

Na porta havia alguns carros, como já estava de noite, o som do carro do Thiago não estava tão alto, até porque não convidamos todos os vizinhos.

Eu estava sentado, conversando com o Kleber, e a polícia passa na rua, duas vezes. Só estávamos esperando, eles pararem. Mas uma coisa estranha acontece, eles voltam andando, pelas calçadas, e colocam o carro na esquina sob uma das calçadas atravessado.

- Luan posso falar com você? – Thiago fala.

Eu estava olhando a polícia, nem me liguei que ele estava perto. Com a mão em meu ombro ele pergunta;

- Não, e tira a mão de mim beleza. – Falo me afastando.

- Luan por favor.

Então para dois carros na frente da casa, o primeiro um Rolls Royce todo preto com detalhes foscos em cima e nas laterais pintura normal, maravilhoso.

Atrás uma BMW preta também, dela desce um cara, não muito velho, de terno, e abre a porta do Rolls Royce.

Gente tinha mesas na rua, mesas na calçada, foi um evento ver aquilo, todo mundo parou.

De boné preto, camiseta preta normal, e calça branca com alguns detalhes, e tênis vermelho, desce o Guto. Ele fala com o cara de terno que abriu a porta, aponta para alguns lados e Thiago que estava do meu lado diz;

- Que ele está fazendo aqui.

Thiago vai até o Guto, e eu sem entender merda nenhuma do que estava acontecendo.

Ele foi se aproximando e o outro cara que subjuguei ser segurança abre a porta do carro de trás, ficando de olho na aproximação de Thiago. O que estava com Guto olha ele de cima abaixo.

Thiago pega na mão do cara o cumprimentando e depois estende a mão para o Guto que não corresponde, ele sem graça diz;

- Posso te ajudar? Acho que está perdido.

Guto ri, passando a mão no rosto e responde;

- Acho que não, sou convidado do Luan. – Ele diz me olhando e ergue a mão de longe.

Eu correspondo com uma incógnita na cabeça. Augusto literalmente deixa o Thiago falando sozinho e vem em nossa direção, ele passa nas primeiras mesas e diz cordialmente;

- Boa noite, boa noite. – Até pega na mão de um dos meus primos.

Ele chega na mesa, o Kleber se levanta trocando de lugar, para ele se sentar no meu lugar;

- Oi. – Ele me diz com aquela cara lerda.

Ele tirou os piersings do nariz, deixando um brinco de cruz na orelha direita e um alargador preto bem pequeno na esquerda.

- Oi.

- Boa noite, prazer Augusto. – Ele diz estendendo a mão para minha mãe.

Eu apresento eles e ele se senta;

- Esse é seu amigo! – Ela diz, surpresa e eufórica.

- Sim mãe, é sim.

O Thiago volta passando pela mesa com um olhar de fogo, literalmente.

- Guto tem coxinha, quibe, um monte de salgado, e a janta está quase pronta, fica à vontade. – Kleber oferece.

- Obrigado, mas vou aceitar uma agua agora.

- Eu busco para você. – Ele se levanta.

- Para mim também por favor. – Minha mãe pede.

- Guto podemos conversar rapidinho? – Falo me levantando.

- Claro.

- Não demora Luan, logo vão cantar parabéns para sua avó. – Minha mãe diz.

Eu vou levando ele pela mão na rua, nós atravessamos as calçadas e eu paro dizendo;

- Que porra é essa? Que foi isso?

Ele olha para os lados e diz;

- Vem comigo. – Guto pega em minha mão levando até um dos carros.

Ele se aproxima e o cara abre a porta, entramos no banco de trás e ele tira o boné segurando em minhas mãos;

- Tem uma coisa que não te contei na noite que nos conhecemos.

- Sim, estou vendo.

- Bem vamos lá, eu me chamo, Augusto Afonso Montanari Petrini. Esse é o meu nome.

- Calma. – Eu me ajeito no banco. – Petrini? O que você é de Nice Petrini?

- Ela é minha mãe.

Eu abro a boca e fico encarando ele, levo a mão no rosto, até conseguir dizer alguma coisa;

- Meu Deus, porque não me disse antes?

- Não tive a oportunidade.

- Meu Deus!

- Isso mudaria alguma coisa? – Ele me olha.

- Não, de forma alguma, mas é estranho, eu não sei dizer. Porque veio aqui?

- Eu curte você aquela noite, e te chamei para sair, mas você me convidou primeiro.

- Ai que vergonha, olha onde fui trazer você.

- Haha’ não tem problemas. E me desculpe por não ter falado antes, realmente não tive a oportunidade.

- Certo, mas tem algo que precisa saber, já que veio até aqui.

- Sim, diz ai.

- O cara que foi te cumprimentar.

- Sim, o Advogado.

- Conhece ele?

- Trabalha para minha família.

- Puta merda, só piora.

Ele sorri do meu palavrão;

- Que tem ele.... Ah ele é seu ex!

- Sim.

- Que ele faz aqui?

- É meu primo.

- Bem isso é novo para mim.

- Se quiser ir embora eu vou entender sabe. Não queria te trazer para essa situação.

- Olha eu não vejo problema, você quer que eu vou?

- Não, mas também não quero que fique incomodado de certa forma sabe.

- Eu estou bem Luan, vim aqui para te conhecer melhor, como disse queria estar com você novamente. E será interessante fazer isso com sua família junto.

- Me desculpe viu.

- Não tem oque desculpar.... Vamos voltar? Tenho uma janta esperando.

- Rsrs, idiota.

- Mas antes... – Ele se aproxima e me beija.

Algo a se destacar, nem é comentar! O beijo dele não se compara a de ninguém que já beijei, era muito gostoso.

Saímos do carro e pergunto;

- Eles ficam sempre por perto? – Aponto para os seguranças.

- Normalmente são cinco, consegui vim só com eles, e esse aí quer pôr tudo nesse mundo ficar lá do meu lado.

- Ué deixa ele.

- Não quero parecer invasivo.

Nós voltamos para a festa e a mesa que eu estava tinha outra cara, acreditam que minha tia, colocou uma toalha de mesa, aquelas coloridas, e encheu a mesa de comida e bebida, como se fosse a mesa para as pessoas servirem.

Ela estava de pé ao lado da mesa quando voltamos;

- Fiquei sabendo que temos uma celebridade aqui na minha casa, seja bem-vindo. – Ela estica a mão.

Ele a cumprimenta, eu apresento eles, e nem sei quem disse, ou espalhou sobre.

A gente se sentou para comer e a todo momento vinha alguém na mesa, ou passava olhando, gente eu passei muita vergonha. Tiravam fotos de longe, de outras mesas, e tipo, nem para tirar o flash, para disfarçar.

Além de tudo isso, foi divertido, conversamos muito, minha mãe apaixonou em Guto, serio, melhores amigos.

A gente bebeu um pouco, o Kleber estava dançando com minhas primas. Vocês sabem, depois que o álcool sobe e toca funk, não tem para ninguém.

Então após a meia noite, minha avó estava saindo e passou por nossa mesa para despedir, ela cumprimentou todo mundo, e quando chegou em Guto;

- Não lembro de você filho.

- Sou Guto, amigo do Luan. – Ele diz segurando as mãos dela.

Ela me olha e eu pisco, a velha já abre um sorriso;

- Mas você melhorou demais Luan, trocar o Thiago por esse rapaz lindo.

Mano ela disse meio alto, a gente não segurou o sorriso, e nessa hora o Guto ficou sem graça;

- A senhora me acha bonito?

- Sim, rapaz forte e charmoso.

- Ah obrigado, feliz aniversário para a senhora. Olha eu não sabia o que trazer, me desculpe, mas...

- Não... – Ela o interrompe. – Só de estar fazendo ele bem já é um presente, olha para mim filho, ele é muito importante, tanto para mim quanto para a mãe dele, promete cuidar direito?

- Sim, deixa comigo.

Ela abraça bem forte ele, que senta dizendo;

- Adorei sua avó.

Eu olho fazendo careta para ele.

Bem próximo uma da manhã, minha mãe e Kleber levou janta para os seguranças, que estavam de certa forma trabalhando. E como sobrou poucas pessoas da família, os mais próximos é claro.

Juntamos e ficamos em uma mesa só, bebendo e comendo, e conversando, com o som mais baixo. Meu tio, pai de Thiago contava algumas piadas e historias, para nos divertir.

E no meio das conversas a minha tia pergunta;

- Onde se conheceram em Augusto.

- Pode me chamar de Guto. – Como ela estava a três cadeiras ele estava falando alto, e todo mundo olha. – Foi na festa que eu fui preso. Aniversario do meu irmão... Espera, como vocês estraram? – Ele me olha.

- Eu trabalho com seu irmão. – Kleber diz todo pomposo.

- Com Heitor?

- Sim.

- Olha boa sorte.

Algumas pessoas riem e minha mãe pergunta;

- Você também não trabalha na empresa da sua família?

- Não, eu participo de alguns compromissos que não tenho como escapar, mas trabalhar não. – Ele responde seriamente.

- Trabalhar para que, se aquilo tudo algum dia vai ser dele mesmo. – Minha tia diz rindo.

- Se depender do pai não. – Thiago exclama olhando.

- Você tem total razão. – Guto encara ele. – Meu pai não tem compaixão, não tem caráter e nem ética! É um cara autoritário e que acha que sempre está certo. Ele, não estaria sentado em no meu lugar conversando com vocês como eu estou. É extremamente frio e soberbo.

- E o que leva a você achar que não está seguindo o mesmo caminho? Afinal é seu pai. – Thiago continuava a provocar.

- Eu tenho caráter, respeito e vergonha na cara com as pessoas que estão do meu lado. – Guto me olha segurando em minha mão.

Silencio por alguns segundos e Guto me solta a seguinte pergunta;

- Mas e vocês como se conheceram?

Direciona para Thiago e Felipe. Na hora todo mundo riu, afinal, conhecia a história e já saíram do papo, na hora.

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