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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

CLICHÊ - Capitulo 3

Já entra me beijando pela nuca e pegando em minha bunda, deitamos na cama, com ele tirando minha camiseta e beijando meu pescoço.

- Fiquei sabendo que está estudando no Jaó. – Ele fala tirando minha bermuda.

- Já estão falando isso na rua?

- Sim, Dona Berta ai da frente estava comentando hoje.

- Velha fofoqueira, rsrs.

Ele morde minha barriga eu começo a rir;

- Para Robert, caramba.

- Vem aqui então.

Ficamos sempre no Oral e masturbação, pois para mim era um máximo, tocar ele só para ouvir aquele gemido e suas pernas contorcerem depois, comigo continuando o movimento e seu membro pulsando em minha mão.

Ele se senta e me beija;

- Nossa boquinha de veludo. Quando vai me dar em?

- No sábado acho que vou estar de boa em casa.

- Ótimo, vamos no baile comigo.

- Está falando sério? Ir com você?

- Sim.

- Sim, eu vou, iria adorar. Só preciso falar com minha mãe.

Nos limpamos e lá vai eu novamente entrar em casa sem fazer barulho. Até consegui só que minha mãe estava desligando a TV quando entro;

- Onde você estava? – Ela liga a luz.

- Com o Robert.

Ela respira fundo, colocando a mão na cintura;

- Quantas vezes preciso dizer que não quero você com esse rapaz Samuel?

- Mãe não fazemos nada demais. Ele não é igual os outros.

- Samuel, não to falando que ele é mal, mas ele faz coisas erradas. Você sabe disso, assim como todo mundo na comunidade. Deus me livre a polícia chega lá e te pega com esse garoto, ou pior a facção, Samuel, tem ideia disso.

- Desculpa.

- Vai para a cama, você tem aula amanhã.

Odeio quando ela tem razão, sério!

No dia seguinte, eu cheguei no colégio quase atrasado, fui correndo para aula de redação, onde tínhamos uns trabalhos, depois laboratório de Química, só aí finalmente o intervalo, eu tinha que achar o Guto para marcar o trabalho.

Eu estava de frente a biblioteca olhando pelas prateleiras procurando ele, e Caio me chama vindo no fim do corredor;

- Ei tenho a última aula vaga, podemos estudar? – Ele se aproxima.

- Ah, sim. – Falo olhando pelos vidros.

- Procurando alguém?

- Viu o Guto?

- Sim, ele treina no intervalo.

- Natação?

- Não, na academia.

- Essa escola tem academia?

- Sim, no andar em cima do vestiário.

- Valeu. – Vou seguindo atrás dele.

- Depois da quarta aula em. – Caio grita seguindo outro sentido.

Gente se o céu para os gays existe, é em uma academia, serio, pernas grosas para um lado, bermudas finas marcando bundas, camisetas apertadas e malas bem marcadas.

Quando vejo a porta os equipamentos, vejo o tal Fabiano saindo de lá. De bermudinha e camiseta azul cavada, fones de ouvido. Ele sorri para mim, dizendo um;

- Oi.

- Olá.

Ele até meio que para um pouco, e eu continuo entrando. Treinando o bíceps lá estava ele, sentado em um dos bancos, com altere entre as pernas, e que pernas, uma delas estava com a bermuda puxada quase tinha a visão de sua cueca. De costas reta e fazendo a serie no braço direito. Quase que não atrapalhei, pois tínhamos uma barraca formada ali naquele tecido leve, linda de se ver;

- Guto preciso falar contigo. – Paro frente a ele, com os cadernos na mão.

Ele olha de baixo para cima;

- Está usando batom? – Se levanta.

- Sim.

- Olha tenho que admitir, você é corajoso. – Ele limpa o rosto com uma toalha.

Guto pega uma garrafa de agua do meu lado, e gente, mesmo soado, o cara tinha um cheiro, sei lá, de Homem! Vocês sabem, aqueles perfumes fortes, e característicos.

Mas voltando ao que ele havia falado, eu respondo, de cabeça erguida;

- Não tenho medo, eu estou feliz assim.

- Por isso estou dizendo, é corajoso. Veio por causa do trabalho? – Ele com uma mão na cintura me encara.

Eu já havia falado de ficar intimidado com ele, há momentos que ele te olha dentro da alma, seu olho claro era muito penetrante, o que me deixava desconfortável.

- Sim, o trabalho, tem feriado na próxima semana, temos pouco tempo para estudar. – Eu desvio o olhar, algumas vezes.

- Ei relaxa, pode hoje? – Ele pega o seu celular.

- Sim, que horas? – Pego minha agenda.

- As quatro.

- Pode ser, onde é sua casa? Fala o endereço. – Me ajeito para anotar.

Guto tem um sorriso sarcástico irritante, de lado, e mostra poucos os dentes, os lábios se abrem e sua língua passa no canto. Junto um movimento quase que imperceptível de sua cabeça;

- Mando um motorista te buscar. Seu celular! – Ele puxa o aparelho da minha mão.

Ele me olhou, e digita no celular;

- Se bloquear meu telefone vai me dar outro....

Gente, o cara vira a tela do celular desbloqueada, ele conseguiu acessar meu celular;

- Como fez isso? – Falo surpreso.

Guto me devolve o celular, com a conversa dele aberta no whatsapp. Salvo como “Guto Jaó”;

- Você é previsível demais.

- Eu sou o que garoto? Como desbloqueou meu celular? Isso é invasão de privacidade sabia! E eu não sou previsível.

- Toda semana usa a mesma camiseta do Pink Floyd, você canta “Wish You Were Here”, na aula de história quando o professor sai. Quando peguei seu celular com a capa do disco de proteção de tela, e a senha ser quatro “letras”, só digitei as iniciais. W, Y, W e H. Viu Previsível. Me envie a localização até as duas da tarde ok.

Ah, mas eu fiquei puto da vida, que garoto mais arrogante.

A tarde quando eu estava saindo da escola e pegando meu ônibus, ele me envia mensagens;

“- Cadê a localização, já passou das duas!!!”

Minha vontade era deixar ele no vácuo, mas tinha muita nota em jogo, falei que estava chegando em casa e que iria enviar.

Ele não diz nada, só visualiza, cheguei depois de meia hora e faço o que Guto pediu, adivinhem o que ele respondeu?

- Eu falei duas horas e não duas e quarenta.

Eu não disse nada, não iria ficar pilhado com ele.

Depois do almoço o Robert chama no portão de casa, graças a Deus, foi depois que minha mãe havia saído para o trabalho;

- Vai onde assim?

- Fazer um trabalho na casa de um amigo, da escola.

- Hum, é um rolo? – Ele cruza os braços.

- Não, graças a Deus. – Até ergo a mão.

- Está de pé o baile no sábado?

- Acho que não, minha mãe me pegou voltando para casa ontem, me colocou de castigo.

- Saquei, boto fé.

- Foi mal.

- Não relaxa, tenho que ir. – Ele olha quando uma moto para frente à sua casa.

Eu estava de camiseta preta, calça mais clara e um tênis normal, usando um cinto com a camiseta por dentro.

Eu dei passos para entrar, mas gente, o que estava acontecendo na rua da minha casa era inédito.

Frente à minha casa tem alguns tijolos na frente, e um monte de areia, o vizinho estava em reforma e minha mãe deixou ele colocar por lá. Em frente há a maior arvore da rua, e a que causa mais tretas. Onde morava a Dona Berta, quase anciã da rua, mas creio que da cidade viu. É a vizinha fofoqueira, cheia de filhos, de família enorme. Ficam todos sob essa arvore olhando a vida alheia.

Mas voltando, como disse eu iria entrando, quando um “Alpha Romeo”, para na frente da minha casa, vocês têm ideia disso? Eu nunca tinha visto um carro desse tão proximo na vida.

Saiu um rapaz até bonito de dentro, todo com um terno impecável, não tinha uma pluma na roupa dele, o sapato até brilhava, de óculos escuro, e uma postura firme.

Fiquei até com pena, por causa daquele sol que estava no Rio;

- Samuel Faria?

- Sim. – Respondo até receoso.

- Senhor Augusto me enviou. Podemos? – Ele se aproxima sua mão da maçaneta.

- Sim, vou só pegar minha mochila.

Eu entrei em casa correndo, e olhando no espelho, peguei meus óculos mais discreto, um laranja que eu tenho que é muito “Bafo”, e sai.

Mano o cara abriu a porta para mim entrar, vocês têm noção disso? Eu me acostumei quando ele me chamou de senhor, rsrs. Pobre não pode ter segundo de riqueza que já quer usufruir.

Minha vizinha Berta a frente, estava quase tirando o celular para gravar, porque eu estava à frente das suas fofocas. Entro colocando o cinto, e ele fecha a porta entrando;

- Para onde estamos indo? – Pergunto todo curioso.

- Para a residência dos Petrini, senhor.

- Sim, mas onde fica?

Ele me olha pelo retrovisor e diz;

- Desculpe, mas não tenho autorização para responder essa pergunta.

- Ah tudo bem, desculpe.

Pensei comigo, que idiota né, afinal de contas, eu iria ver todo o caminho e saber para onde estava me levando.

Idiota eu no caso! Porque subimos uns morros e eu nem sabia qual deles que era mais, só tinham murros de pedras antigos dos dois lados, em um lugar estranho, ruas cheias de curvas.

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