• Richardson Garcia

Clichê - Capitulo 29

Fico pouco em silencio, e quando ele responde, me sinto pior ainda;

- Me desculpe! É que a forma com que eles me tratam, me incomoda demais cara, me trouxeram aqui só para me humilhar, é uma das brincadeiras deles.

- Não tem problema, eu te entendo.

- Me tirar do colégio, para vir aqui, para nada! Sério muito desnecessário, não vejo a hora de minha mãe separar dele.

No complexo havia um lugar para os funcionários, onde podiam comer, beber um café, agua, refrigerante, essas coisas, com TVs, e um pequeno jardim, um lugar realmente para poder fazerem uma horinha.

Nós paramos, e sigo é a cafeteria, pedi um café e o Camilo me seguindo;

- Posso chamar o carro? – Ele questiona.

- Pega um café, alguma coisa aí, depois preocupa com isso. - Falo a ele.

E ali havia vários funcionários, trabalhando e outros conversando, realmente era o lugar deles.

O Camilo pega um café e eu olhando em uma das me parecendo um cara conhecido.

Peguei meu café e dou a volta olhando, na mesa tinha uma garota ao lado de um cara e três caras do outro lado, o do meio eu reconheci.

Era o amigo do Luan que estava afim de mim na festa do Heitor.

Eu chego neles que estavam em um assunto aparentemente engraçado;

- Ei, com licença, e aí, tudo bem? Está lembrado de mim? – Falo estendendo a mão para ele.

Na hora ele abre um sorriso, o cara também era muito bonito por sinal;

- Claro que lembro viado, estou bem e você? – Ele diz pegando em minha mão e se levantando, como forma de educação.

- Estou bem, boa tarde pessoal.

Todos na mesa ficaram sem graça, na verdade incomodado, o Camilo chega ao meu lado, e ele questiona;

- Você trabalha aqui?

- Graças a Deus não. – Quando eu respondo até as outras mesas olham.

- Kleber, está falando com o Augusto Montanari é o filho do Doutor Machado! – A garota diz encarando ele.

Cara de lua, é a feição de Kleber, quando ela fala, praticamente para o lugar, todo mundo, todo mundo olha;

- É verdade? – Ele preocupado.

Eu faço que sim com a cabeça.

- Nossa me desculpe, não quis chamar você de viado, é que...

- Ei tudo bem, posso falar com você em particular? – Gesticulo para sairmos dali.

- Sim, claro. – Ele deixa o que estava comendo e se levanta prontamente.

Vou com ele até o parapeito onde havia a vista;

- Menino porque não disse, cara tem ideia da merda que eu fiz ali, que vergonha? – Ele comenta rindo.

- Foi mal, me desculpe.

O Camilo se aproxima e Kleber o encara;

- Está tudo bem... – Falo a ele.

- Gente do céu! Luan ficou com você! Meu Deus, tem ideia disso?

- Haha’ é eu tenho, ei e como ele está? – Seguro em seu braço.

- Luan? Olha está bem sabe, ainda sofrendo por causa daquele ex dele, acho que te falou.

- Sim, me disse sobre, mas ele disse algo sobre mim depois daquele dia?

- Sim. – Kleber fica meio vermelho, gesticulando com a cabeça e falando baixo. – Você beija bem, tem muita pegada para sua idade... e.... – Ele volta a olhar para o Camilo.

- Relaxa não temos segredos.

- E que você tem um belo dote.

- Ele disse isso? – Coloco a mão na boca rindo.

- Sim.

- Ah, eu vou terminar o meu café. – Camilo sai de perto.

- Se liga, quero sair com ele de novo acha que rola?

- Claro, quer que eu ligue?

- Sim, liga aí. – Falo olhando ele com o celular.

Kleber ligou e depois de duas chamadas ele atende. Com o celular no viva voz ele diz;

- Viado, estou trabalhando, sabe que não posso atender aqui.

- Amigo não acredita quem está aqui comigo!

- Com você? Quem?

- O Guto.

- Quem?

- Augusto, Luan. – Pegou o celular.

- Ah, oi Augusto, tudo bem?

- Sim, e você como está?

- Estou bem.... Olha me perdoa, mas ainda não reconheci a voz.

- Porra me tirando feio em. Festa na The Week Rio.

- Aí gente, é você, desculpa.

- Não tudo bem.

- Onde estão?

- No trabalho.

- Você trabalha com ele?

Kleber me olha, vendo se eu iria responder ele, e digo;

- Quero ver você novamente, poderíamos sair, fazer algo!

- Sim, seria ótimo.

- Hoje você pode?

- Hum, hoje... – Ele faz um gemido, para negar. – Tenho um compromisso.

- Festa da sua avó Luan? – O Kleber interfere.

- Sim, é hoje.

- Ué, porque não convida o Guto?

- Não sei amigo, colocar ele junto com aquele bando de loucos da minha familia. – Ele fala comigo ouvindo.

- Eu iria adorar.

- Então, está convidado, depois não vem dizer que não avisei, o Kleber pode te passar o endereço, enviei para ele ontem, tudo bem?

- Sim.

- Até mais tarde então!

- Até, beijo.

- Beijo.

- Onde moram? – Pergunto com ele desligando o celular.

- Realengo, será que tem algum problema?

- Não, sem problemas... mas posso te pedir uma coisa?

- Sim, claro.

- Deixe que eu conte a ele sobre isso? – Gesticulo mostrando praticamente tudo ao meu redor.

- Sem problemas, bico fechado. Aqui, salva seu número! - Kleber entrega seu celular.

Trocamos contato para que ele possa enviar a localização, e trocarmos mensagens se preciso.

- Augusto, ele curte? – Kleber olha para o Camilo que voltava a se aproximar.

- Haha, eu acho que não sabe! Nunca perguntei, mas posso me informar.

- Por favor, já tem meu número, rsrs.

- Pode deixar.

- Foi bom te ver.

- Foi bom te ver também Kleber.

De certa forma fiquei feliz de ter encontrado ele lá. Afinal eu tinha curtido o Luan, e sair um pouco da galera da escola e da minha casa seria excelente, pessoas novas, na verdade era o que eu estava precisando.

30 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia