• @rgpatrickoficial

Clichê - Capitulo 25

E não estava mentindo.

Rio de janeiro, estava calor sabe, eu fui de bermuda, camiseta cavada branca, pochete vermelha, e somente um colar prata.

O Camilo sobe as escadas e encontro ele nos corredores;

- Conseguiu o carro?

- Sim.

Despedi da minha mãe saindo, e prometendo me comportar essa noite, rsrs.

Quando saímos o Camilo ao lado da BMW.

- Que isso? – Pergunto aproximando.

- Você pediu um carro.

- Não isso chama muita atenção, e vou com o Samuel e Caio.

- Você não disse.

- Cadê a Evoque? Vou com ela.

- Está no estacionamento.

Desço com ele, e ele foi pilotando até a casa dos meninos, o outro segurança acompanhando a gente no carro de trás.

- Os outros seguranças não enchem seu saco não Camilo? – Pergunto com ele pilotando.

- Por causa do Palmeiras?

- Haha, não, isso eu te encho. Porque é meu segurança, sabe com meu pai e meu irmão em casa, e minha mãe também.

- Eles têm inveja Guto. – Ele fala feliz.

- Como assim?

- Com você vou na favela, praia, baladas, e delegacias, rsrs. Eles ficam no escritório e na sua casa, quando fazem uma viagem internacional.

- Haha filho da puta! Sacanagem.

- Mas é, tenho muito trabalho com você. E não é reclamando, graças a Deus tenho esse trabalho.

- Valeu! Hoje você não terá história para contar, vai ser um rolê bem tranquilo, vamos levar o Caio para sair um pouco, ele está com problemas em casa.

- Que ótimo, porque estou só com um cara, e posso perder meu emprego.

- Como assim?

- Augusto, a Raquel, ganha para cuidar da casa e da família, o trabalho dela é deixar a casa de certa forma harmoniosa para vocês, é o papel de uma governanta, manter a ordem.

- Sim.

- O meu salário é para manter sua integridade física. Tenho clausulas especificas em meu contrato, de proteção total a você, acredite não passamos por treinamentos mensais à toa, seu pai investe e muito em segurança.

- Eu sei, parece ser algo bem complexo.

- Sim, vai além da sua família. Parte do investimento vem do conselho.

- Ai nem me fale, muda de assunto.

- Caio ou Samuel primeiro?

- No Caio.

- Beleza.

Bem na casa do Caio, eu bate na porta ele demora uns segundos para abrir;

- E ai, entra ai mano, só vou escovar os dentes.- Ele volta correndo pro banheiro.

Caio estava de roupa preta, calça, camiseta e tênis o único com detalhes em vermelho.

- Vou pegar uma agua aqui. – Vou a cozinha.

Ele fala algo, como estava escovando não entendi.

- Ou tem outro perfume aí? Sai correndo e esqueci. – Falo olhando seu guarda-roupas.

- Pega esse.

- Coffee Man? Não conhecia esse. – Falo cheirando.

- Claro só usa franceses.

- Cala a boca.

Bem nos saímos e ele já trancando a porta diz;

- Ué deu folga para os amigos Camilo? – Caio diz.

- Eu não queria Caio, foi ordens.

Gente eu dou a volta no carro e entro, e o Caio no banco de trás;

- Que está fazendo viado? – Falo colocando o sinto.

- Ué acostumei.... Vamos casa do Samuel por favor. – Ele finge colocar o cinto.

Até Camilo ficou rindo atrás. Ele vem para a frente;

- Sabe que não pode pilotar né? Tem que deixar eu dirigir.

- No Samuel tu pega o volante.

- Beleza, aí mano obrigado viu, estava precisando sair um pouco. – Ele se estica no banco.

- Eu sei, como estão as coisas em casa?

- Cauã jurado de morte, ele some três dias e volta para casa, ninguém sabe se é drogas ou treta nas facções, minha mãe sem dormir, e eu já me envolvi demais mano.

- Serio Caio, queria poder ajudar, serio mesmo mano.

- Relaxa.

Na casa de Samuel, nós descemos, até porque iriamos falar com sua mãe, seria a primeira vez que eu conheceria ela.

O Caio bate no portão e ela que abre.

- Oi Caio.

- Oi tia. - Ele beija ela.

- Você deve ser o Augusto?

- Pode me chamar de Guto.

- Rosana prazer. Entra moço. – Ela fala ao Camilo. – A casa é simples e humilde mas limpinha, rsrs.

- Samuel está pronto? – Caio pergunta.

- Quase, está caprichando hoje.

Nós entramos e a Tv estava ligada com o “Mudo” ativado, o Camilo ficou mais atrás, e eu e Caio de pé na cozinha;

- Poderiam esperar para jantar, é horrível sair de barriga vazia. – Ela mexia nas panelas.

- Tudo bem tia.

- E olha. – Ela aponta para Caio. – Eu não preciso falar mais nada né?

Ele sorri dizendo;

- Não, mas da última vez eu trouxe ele viu.

- Que bom que dormiram aqui. Escuta Guto, ele gosta de sair assim. – Ela faz gestos com a mão passando no seu cabelo. – Montado! Eu tenho muito medo, mas filho, vou confiar em vocês, e ele me explicou, fico mais tranquilo por estarem acompanhados. – Ela aponta para o Camilo.

- Meu trabalho senhora é manter eles em segurança.

- Olha já fico tranquila só de ouvir isso.

- Nós vamos cuidar dele. – Digo olhando nos seus olhos, passando confiança.

E então sai aquela Deusa do quarto;

- Calem a boca para babarem no meu look. – Ele grita.

Todo de branco com um top que cobria parte dos braços, peito e deixava os ombros a mostra, imitando um “tomara que caia”, barriga a mostra, e uma calça branca de elástico, com listras fortes, um salto Nice Petrine. E unhas bem destacadas.

- Que acharam? – Ele dá uma volta.

- Está foda. – Eu falo.

- Eu pegaria. – Caio sorri.

- Não fico com irmão gatinho... na última vez eu sai mais ou menos encontrei Ludmilla, Caio Castro, e todo o colégio, hoje quero ver. Que isso Guto?

- O que?

- Vai para o carnaval?

- Não.

- Está de bermuda, mas que brega.

- Eu achei que ele está lindo. – Rosana diz.

- Obrigado.

Bem despedimos e saímos, Samuel atrás e eu no passageiro, e o Caio no volante;

- Guto vai confiar?

- Sim, rsrs.

- Caio eu ainda não tenho silicone, pelo amor de Deus, não tenho “airbag” se bater esse carro.

- E eu não tenho dinheiro... Como se passa marcha nesse carro pelo amor de Deus Guto.

- Aqui, você pode sair, e aqui é a ré, “ponto morto”, e o Turbo.

- Meio sem graça, rsrs, só acelerar e frear.

- Pobre reclama de tudo. – Samuel fala atrás.

Então, seguimos para uma balada que o Camilo havia comentado, uma nova boate aqui em Ipanema no Rio.

Bem ele foi na frente guiando o Caio, e Samuel puto comigo por ter feito aquela cena de mais cedo com ele. E nos dois conversando sobre a coleção e tals;

- Chegamos? – Pergunto a Caio.

- Sim, não aguento mais vocês dois falando de roupas.

Eu empurro ele e o Samuel já fica bravo. Bem descemos e um lugar de esquina e com uma fachada em madeira, o Camilo aproxima;

- Vamos entrar?

- Mas não tem ninguém. – Caio fala.

- Pode ser que está cedo. Eu nunca vi falar desse lugar. – Digo olhando.

Havia algumas pessoas entrando, mas não aquele movimento que estamos acostumados.

- Eu não acredito Camilo, olha para mim, tem ideia do tempo que levei para colocar essa peruca? E essa maquiagem amor? E você me traz aqui sem ninguém para me ver? – Samuel puto.

- Desculpem, achei que iriam gostar. – Ele fala sem graça.

- É tequila grátis para as 50 primeiras mulheres. – O outro segurança diz se aproximando.

- Tequila? Aí gente vamos, rápido, será que tem quantas lá dentro em? – Samuel sai na frente.

Nós chegamos na portaria, o Camilo pega as entradas e vai conosco até a entrada. Uma garota na recepção com uma prancheta estava colhendo os nomes;

- Olá boa noite, nomes por favor!

- Moça que promoção é essa? – Samuel questiona.

- É shots de tequila para primeiras cinquenta mulheres.

- Ótimo, coloca aí... Alicia... Alicia Barcelos. – Samuel diz olhando a moça anotar.

Eu olho para o Caio e ficamos quieto, sem pudor algum, sem problemas ou vergonha ele disse isso com a voz normal de “Samuel”.

Ela anotou e entramos.

Gente o lugar tinha umas vinte pessoas, estava vazio, serio. O palco a direita, o bar a esquerda, algumas pessoas em mesas e quatro dançando. Para terem ideias os barmans estavam sentados.

- Mano você é péssimo para escolher balada. – Falo a Camilo.

- Se liga, vem Guto. – Caio me puxa ao ver umas garotas.

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