• @rgpatrickoficial

Clichê - Capitulo 20

Guto coloca uma cadeira travando a porta, eu jogo a sua roupa e ele começa a se vestir.

#Augusto

Fecho minhas calças, e coloco o tênis de qualquer jeito, com o Luan olhando o seu cabelo no meu celular.

Abro a porta com o Fabiano e Bianca, impacientes, (Bianca namorada de Elias).

- Que demora. – Ele fala entrando.

Se liguem na cena que Luan fez.

O Fabiano já olho para o cara e ficou assustado, a Bianca de olhos arregalados, afinal o cara é lindo para caralho.

Luan limpa a tela do meu celular na roupa, soa o nariz, como se estivesse incomodado, e faz um movimento com as mãos, dizendo;

- Guto se quiser aquela parada lá, só me dizer. – Ele me entrega o celular.

Os meninos encarando ele, e Luan pega o copo para sair da sala, eu coloco o pé entre a porta impedindo, e falo;

- Não me passou seu número.

Desbloqueio o celular entregando a ele, e os meninos de braços cruzados olhando, Bianca vidrada nos braços dele e Fabiano encarando a bunda do cara.

Luan entrega o celular saindo, e eu fecho a porta;

- Que querem?

- É o traficante mais lindo que vi na vida, meu Deus. – Bianca diz.

- Respeita beleza, é só um conhecido. – Falo afastando da porta.

- Vamos levar o bolo. – Fabiano diz.

- Beleza, vou falar com o DJ.

Deixei eles e quem disse encontrar o Luan novamente, acho que ele havia descido atrás do amigo, mano que isso, fiquei hipnotizado no beijo do cara.

Então nós cantamos parabéns para o Heitor e o bolo pelo jeito foi somente por simbologia, pois ele nem se ligou.

- Mano, melhor aniversario da vida. – Ele fala me abraçando.

- Você merece pô.

- Eu te amo Guto, muito... – Heitor começa a chorar.

É que meu irmão não bebe, então, sempre foi assim, rsrs. A Marcela me ajudou a consolar ele até porque, tínhamos uma presença mais que VIP a contratada mais foda da noite subiu no palco depois dos parabéns.

Todos eram DJ’s, e eu consegui a Ludmilla para um show particular, no caso para meu irmão.

Eu ainda dei umas voltas na casa de shows, e nada, depois de trocar algumas vezes o copo, vejo o Camilo fazendo a ronda com a segurança.

Cheguei nele perguntando e passando os traços do Luan, ele confirma o cara ter ido embora.

Então voltei para curtir a festa. Eu havia colocado o Caio e o Samuel no palco, em um estilo de camarote que lá havia, sentei bebendo e comendo algo com eles.

O Caio as três da manhã já tinha beijado 4 que eu contei. Já Samuel estava bebendo pouco além da conta.

- Vem, sobe! – Ele me puxa para cima da mesa.

Os dois, dançando funk, com risco de cair e se machucar.

Ele usava calça jeans preta, camiseta de manga longa com detalhes de branco, estava maquiado e de salto, ele estava muito lindo, como ele mais gosta, chamando muita atenção.

É claro que dançar funk, tem a proximidade, o rebolar, a sarrada. Foram momentos que ficamos muito juntos.

Buscamos bebidas abraçados para o Caio.

Depois do show da Ludmilla, entrou o ultimo DJ da noite, que continuou com uma playlist de Funk.

Eu desço da mesa, para ir ao bar;

- Vai onde?

- Pegar uma bebida, quer algo?

- Não! Ei, me espera, preciso te falar uma coisa. – Ele ainda me segura.

Ele aproxima e dançando junto de novo, aproxima muito, tipo, ficamos corpo a corpo;

- Fala, que foi? – Pergunto em seu ouvido.

O Caio do nosso lado conversando com a garota e eu praticamente abraçado com o Samuel;

- Eu gosto de você. – Ele grita em meu ouvido.

Eu abro um sorriso e correspondo;

- Eu também gosto muito de você. – Falo em seu ouvido, segurando em sua cintura.

- Guto, eu gosto de você. – Ele afirma.

Eu afasto, encaro ele, que estava alterado;

- Oi?

- Eu gosto de você.... Estou curtindo você. – Ele explica, gritando por causa da musica.

- Como assim? – Gesticulo para Samuel, compreender que eu estava perdido na conversa.

- Eu estou apaixonado por você. – Ele fala em meu ouvido.

Sinto um mega aperto na garganta, minha cara se fecha na hora, sem saber o que fazer;

- Você está bêbado, depois a gente conversa.

- Eu precisava te contar.

- Tudo bem, mas é inconveniente você falar isso no aniversario do meu irmão.

- Não escolhi isso, é só dizer que não gosta de mim Guto, é fácil.

O Caio olha e se levanta, porque o som obrigava a gente gritar um com o outro, eu afasto de Samuel;

- Como assim? Você só pode estar maluco? – Falo alterado com ele.

- Eu não sei, só estou sendo sincero.

- Mas nunca tivemos nada, somos amigos.

Nessa atura da conversa o Caio já estava ouvindo e estava do nosso lado;

- Eu não sei explicar, só gosto de você, gosto de estar com você, eu te amo Guto. – Samuel vem me abraçar.

- Não, tá maluco? – Já falo muito puto. – Sou seu amigo, gosto de você, mas não tenho sentimentos assim por você não Samuel.

Falo com ele tentando pegar em mim, sabe, colocando a mão e eu tirando;

- Beleza já chega, deixa ele Guto. – Caio entra no meio, literalmente.

- Não, deixa a gente, ele precisa saber a verdade. – Samuel fala.

- Não tem o que dizer mano, não sei de onde tirou isso! – Eu gritando.

O Caio meio que me empurra, na verdade me afasta do Samuel e ele estava correto;

- Ele está bêbado mano, deixa o cara. – Caio me encara.

- Não, ele está louco, que papo é esse. – Vou para cima deles.

- Cara ele está bêbado, não está falando coisa com coisa, sai fora Guto, não é hora de ter esse tipo de conversa. – Caio estava alterado.

- É verdade, e porque não gosta de mim? Só queria me usar? – Samuel fala alto.

- Que papo é esse, está maluco? Usar o que garoto?– Grito alto demais.

Nessa altura eu não estava mais em mim, e para piorar o Caio me empurra, para afastar deles, então a segurança chega muito rápido.

Já foram para cima dos dois, afastando e segurando eles, e me protegendo;

- Ei, EI, EI. Tira a mão! – Vou gritando com eles em direção aos meninos. – TIRA A MÃO, estou mandando, solta eles!

Nessa hora, parte da festa já havia parado. O Caio me olhava com fogo nos olhos. O Camilo aproxima correndo;

- Está tudo bem? – Ele chega do meu lado.

- Sim. – Respondo.

- Vamos embora. Vem eu te ajudo. – Caio apoia Samuel.

- Eu não quero ir embora. – Samuel repetia.

- Cala a boca Samuel. – Ele pega suas coisas.

- Arrume um carro e acompanhe eles até em casa. – Falo a Camilo.

- Não precisa, a gente se vira. – Caio diz me encarando.

- Estou tentando....

- O cara está bêbado, não está bem! E você veio fazendo cena, sai fora cara.

- Caio eu só fiquei pilhado mano. – Tento me explicado.

- Foda-se Guto.

Parte dos seguranças acompanharam eles até de fora, e o Caio não quis falar comigo, e com razão é claro.

Eu insiste novamente que ele aceitasse a carona, mas pegou um UBER e foi embora.

O carro sai, e antes de eu entrar o Elias aparece com alguns meninos, me entregando uma cerveja;

- Que foi mano? – Ele pergunta pelo tumulto.

- Eu fiz merda como sempre. – Falo abrindo a garrafa.

- Ei, aproveita, depois tu conversa com a favela. – Ele segurava em meus ombros. – Se liga, chega aí. – Ele segue para o estacionamento da balada.

- Vai onde? – Pergunto com os meninos.

- Meu atacante aqui disse que não ganho do Mustang dele. – Elias abraça um dos meninos.

- Não ganha não mano, aquela sua BMW não pega o “mustangão” do Pai aqui não.

- Ganha não mano. – Eu concordo com o cara.

Eles gritam zoando o Elias;

- Qual é Guto, está me tirando? – Ele fica bravo.

- To falando sério, ganha não, mas minha Ferrari sim.

- Aposto meu relógio que não. – O cara levanta a blusa.

A gente se aproxima olhando seu pulso e comento;

- Está ligado que esse relógio é mais caro que seu carro?

- Sim, por isso estou dizendo que não consegue.

- Vamos para a Ponte, se eu perder fica com meu carro. – Falo passando em sua frente.

Eu, Elias, os meninos viemos de carros próprios por causa da quantidade de jornalistas que estavam quando chegamos, sim, era para se amostrar mesmo.

Eu havia ganhado essa Ferrari ah um ano e sim, já apostei alguns rachas com ela e não aceitaria desafio de um Mustang.

Os meninos foram nos carros deles, a Ponte Rio Niterói ficava a dois quilômetros da balada então. Em quatro carros, chegamos estacionando, para decidir como seria.

Isso era por volta de cinco da madrugada, descemos e o Elias diz;

- Se liga, é somente ida, até o pedágio... Precisa de quanto tempo para diminuir a velocidade? – Ele me pergunta.

- Uns duzentos metros eu consigo de boa. – Respondo terminando a cerveja.

- Por mim está ótimo. – Concordamos.

- Vamos para o pedágio, quem chegar primeiro ganha. – Elias diz.

Eles entraram em um dos carros, saíram, ficaram uns meninos em outro veículo.

Eu e o cara colocamos os carros a postos e os meninos pararam atrás de nós, colocando o triangulo na via, como se o veículo estivesse quebrado, assim todo mundo desviava da pista que estávamos.

Elias envia mensagem dizendo estar pronto, e então entramos, já apertando o acelerador, termino a cerveja jogando a garrafa ao lado de fora. Um dos caras passa a frente dos carros, outros filmando e então ele ergue as mãos.

Os motores roncando muito alto e em um milésimo de segundo ele abaixa as mãos, o Mustang saiu quase que tirando os pneus da frente do chão.

E eu deixei que ele saísse na frente, pensava eu que estaríamos sozinhos, mas em meio quilometro encontramos carros na pista.

Era desviando e manobrando, para manter a alta velocidade, e um ao lado do outro, vemos as placas de valores do pedágio, que significava a aproximação da “linha de chegada”.

E então tínhamos a visão do pedágio, eu passo ele com um pouco de dificuldade por causa da quantidade de carros na pista.

Eu olhando no retrovisor e encarando ele ficando para trás não percebi o tamanho da merda.

A polícia estava com o Elias, eu fui diminuindo a velocidade, mas de qualquer forma, nós fomos vistos de longe, o cara já deu um cavalo de pau, voltando contramão, e na proximidade eu fiz o mesmo, mano de frente ao pedágio, dou meia volta na Ferrari derrubando alguns cones e os duas motos da polícia já vindo para cima.

No que passei a marcha uma das motos para na minha frente com uma arma apontada para o carro, com o barulho do motor era impossível ouvir ele falar algo.

Eu estava muito perto, novamente viro o volante, e sigo para a passagem de “Aderentes”. Foi a pior escolha.

Porque eu consegui passar, mas havia um posto da PRF do outro lado. Mano nove carros da polícia atrás de mim em menos de três minutos.

Me liguei logo nas possibilidades e em todas as vias que eu entraria iria ser pego.

Sentido São Gonçalo havia menos curvas e era menos perigoso eu parar a frente. Nessa altura os carros estavam perto, nas curvas eles ficavam o meu lado. Foi quase três minutos de perseguição, até a pista ficar deserta e eu parar.

Eles cercaram o carro de metralhadoras, coisa mais louca, rsrs.

Passo a mão no rosto, eles mandam desligar as chaves, um deles pega ela no vidro do meu lado, abre a porta, mandando a todo momento eu deixar as mãos a mostra.

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