• @rgpatrickoficial

Clichê - Capitulo 19

O tal Heitor estava perto do palco, bebendo e rodeado de algumas pessoas, o cara era bonito, com uma postura seria.

Kleber se aproxima o cumprimenta, eu fiquei afastado, para ele ficar à vontade, mas ele me apresenta, pego em sua mão, agradecendo o convite ele é extremamente educado e gentil.

Nos afastamos e eu comento;

- Gente gostei, eu ficaria com ele.

- Haha’ você veio beber e dançar, deixa que do meu chefe cuido eu.

Seguindo para o bar;

- Amigo ele é gay?

- Não, acho que não, vou descobrir, afinal de contas trabalho a pouco tempo lá né.

Com dificuldade para chegar no bar, eu esbarro em um cara, fiquei até sem graça por ser culpa minha;

- Aí foi mal, desculpa. – Falo com a mão em seu ombro.

- Não tudo bem, relaxa. – Mano, sabe quem me respondeu.

Caio Castro me responde, eu trombei o Caio Castro na festa.

Ele fala saindo e eu e o Kleber parados babando, tipo babando mesmo;

- Me diz que não é quem eu to pensando. – Falo desesperado.

- Amigo, que homem é aquele.

- Gente vou ir lá, quero uma foto. – Falo pegando o celular.

- Luan, pelo amor de Deus. Deixa esse espirito de Realengo lá de fora, se comporte, vamos beber e depois caímos nos braços dele, ai que homem gostoso da PORRA.

Saímos iguais idiotas rindo. E vamos para a saga das bebidas, gente eu não sei explicar a dimensão do local que eu estava, da Rede globo eu vi uns 3 atores.

Um povo chique, umas mulheres perfeitas e um monte de homem cheiroso, serio, paguei pau para o Kleber nessa balada.

- Eu sou ou não sou o melhor amigo do mundo? – Ele diz me abraçando.

- Você é o melhor, rsrs.

Eu não sei como, subimos em um dos camarotes mais altos, tiramos algumas fotos. E a esse ponto eu estava dançando de tudo, sertanejo a funk, arrocha a rap. Uns dançarinos descendo do telhado, chova de papel e efeitos a todo momento.

Era o que eu estava precisando.

Até então eu iria beber e dançar, e pronto era o que tinha em mente e era o que estava rolando.

Em um momento da festa, o Kleber estava dançando comigo e de olho em uns garotos;

- Que foi? – Pergunto.

- Meu Gaydar está analisando aquele grupinho. – Ele fala rebolando.

Eu olho e começo a rir, serio;

- Amigo, ali não tem gay não, no mínimo um hetero curioso, mas gay não.

- Olha o de camiseta preta, e jaqueta, com tatuagem no pescoço, não para de olhar para a gente.

Estávamos dançando e eu olho, até encaro, e depois olho atrás de nós vendo se não há ninguém;

- Isso está errado, ou estamos com alguma sujeira na roupa ou na cara, ou ele viu que somos intrusos aqui. É bonito demais.

- Cala a boca Luan, ganhamos as pulseiras.... Vem, desce comigo.

Os dois descendo até o chão rebolando, e o Kleber sensualizando para o garoto.

Eu olho e ele pisca para a gente, eu começo a sorrir, e meu amigo já desespera;

- Meu Deus, não creio Luan, ele é perfeito, vai lá. – Ele me empurra.

- QUE? Eu não. – Volto quase caindo.

- Vai logo amigo, fala que eu curte ele.

- Porque não vai você Kleber? Você quem curtiu.

- Porque eu to fazendo cú doce, ele é lindo demais, tenho que me fazer de difícil.

- Ai meu Deus, porque não faz igual todo gay do vale, entra no Grindr e marca no banheiro.

- Luan vai lá, essa será pela pulseira.

- Se eu passar vergonha mato você.

- Máximo que podem fazer é te descer a porrada, mas você é todo machinho, não tem problema.

E lá vou com a taça na mão, seguindo para uma turma de caras, o que poderia acontecer era eu apanhar e ser colocado para fora jogado pelos seguranças, e ainda parar na capa de alguma revista.

Vamos lá, eram uns quatro a cinco caras, dançando, bebendo e fazendo brincadeiras idiotas.

Esse carinha era praticamente da minha altura, mas aparentava ser bem novo. De cabelo penteado para o lado esquerdo, formando um topete, sobrancelhas com cortes, piercing em ambos os lados do nariz, alargador, pequeno e preto nas duas orelhas, boca roca, como se usasse batom. Tinha um corpo legal, e quando me aproximo percebo seus olhos claríssimos. Ele realmente era muito bonito.

Quando me aproximei, ele saiu da rodinha, deixou o copo na bandeja de um dos garçons e já se serviu de outro. Ele avançou alguns passos até mim;

- E aí beleza. – Falo próximo por causa do barulho.

- Bem melhor agora, e você.

- Tranquilo.

Olha ele tinha um perfume, que não identifiquei, mas que era aquilo, senti quando eu falava próximo ao seu ouvido um cheiro forte, de homem, sabe aquele perfume que tu sente e identifica o “macho da turma”? .

- Escuta, aquele é o meu amigo, Klebe. – Eu aponto. - E ele está afim de te conhecer melhor. – Falo segurando a bebida.

- Ah saquei. – Ele mostra os dentes, em um puta sorrisão. – Olha seu amigo, Kleber é bonito, maneiro, mas eu estou afim de conhecer você melhor. – Ele encosta em meu ombro. – Ele não faz o meu tipo.

Ele fala isso com o Kleber aproximando de nós, então eu tiro o meu da reta rápido;

- Não vai rolar. – Falo mordendo os lábios, gesticulando que não com a cabeça. – Você não faz meu tipo. Desculpa. – Falo já com o Kleber do meu lado.

O meu amigo chega pega na mão dele, e eu já falo;

- Vou pegar outra bebida ok. – Eu me afasto.

- Tudo bem amigo.

No camarote onde estávamos, nesse segundo piso havia outro bar, onde eu fui e me servi, deixei eles conversando para ver se acertavam.

Eu peguei um copo e voltei para onde dançávamos, quando olho ele se afasta do carinha e vem em minha direção;

- E ai! – Questiono com ele sentando do meu lado.

- Luan ele gostou de você. – Ele coloca a mão em minha cintura.

- Não estou de boa Kleber.

- Ei, tudo bem, ele foi bem-educado na verdade, vai lá.

- Amigo falei que iria vir e beber e dançar, sem dor de cabeça de homem para o meu lado.

- Luan, você beija, dá uns amassos e pronto. Olha ele está vindo aí.

- Ai meu Deus... Kleber volta aqui. – Tento segurar ele.

Gente o garoto veio e se sentou do meu lado, de cara já fiquei desconfortável;

- Olha me chamo Augusto, pode me chamar de Guto, vi que não está afim, e de boa, foi algo que que fiz? – Ele pergunta abertamente.

- Não, não é isso.

- Já deixou claro que não está afim, mas eu posso perguntar o porquê?

O problema de tu recusar ficar com alguém em baladas, é o som, porque para conversar tem que se aproximar e tals, esse contato, o álcool, não é uma boa dupla.

- Meu amigo curtiu você Augusto.

- Não me disse seu nome!

- Desculpa, me chamo Luan.... Então, acho chato essa situação sacou.

- Eu te entende perfeitamente, mas ele mesmo me disse que tudo bem se eu beijasse você.

Eu abro um sorriso na hora, o cara tinha papo;

- Beleza, mas... – Ele me interrompe.

- Mas...

- É que você não faz meu tipo. – Dou outro fora nele.

- Bonito demais?

- Não idiota. – Começo a rir. – Novo demais.

- Qual é, tenho dezoito anos e já ficha suja na delegacia.

- Viu novo demais.

- Você tem quantos anos Luan?

- Vinte e dois.

- Não é uma diferença muito grande para duas pessoas que queiram ficar.

Eu abro outro sorriso, e ele diz;

- Então sei que tem outra desculpa, mas me fala, qual é a real razão? Porque sei que você me curtiu, eu curte você, não entendo o porquê não podemos ficar.

- Beleza, você quem está insistindo. Eu terminei a pouco um relacionamento de cinco anos e não estou na melhor hora de me envolver com ninguém.

Ele faz um biquinho, confirmando com a cabeça, minha sinceridade;

- Gostei, é verdadeiro, depois de eu insistir, mas ta valendo. Mas não quero me envolver com você, quero beijar sua boca, e entre uma coisa e outra ah uma boa diferença.

Beleza, não resiste e eu abro outro sorriso, dessa vez dando mole para ele;

- Então o que está esperando para me beijar? – Digo colocando o copo de lado.

- Atitude, aí sim, boto fé.

Sinceramente? Eu estava caidinho na dele só pelo sorriso, já tinha me ganhado.

Ele deixa o seu copo de lado, eu me aproximo e ele faz o mesmo, com uma mão na minha coxa e outra em meu rosto, seu polegar passa nos meus lábios inferiores, Guto morde levemente, fechando com seus lábios molhados.

É difícil quando o beijo é complexo, porque entre os lábios, língua, eu sentia seus dentes passar em meus lábios, como mordidas “disfarçadas”. E também muito tempo beijando uma boca só, não tinha um grau de comparação.

Tive que afastar quando chupei a língua dele e o cara desce beijando meu pescoço, pedi um minuto para respirar, e beber um gole de cerveja, que fogo era aquele.

Ele com um sorriso no rosto, e eu pergunto;

- Que foi? – Afasto o copo.

- Nada. – Ele volta a me beijar.

Sim, fiquei excitado com aquele novinho, entre os amassos ele pega uma de minhas pernas coloca sobre a dele, e percebe que estou “duro”.

Ele afasta com uma mordida que puxa meus lábios, olha para baixo, e com aquela boca rosa diz;

- Se liga.

Ele abre as pernas mostrando o volume, nós rimos juntos e Guto olha ao redor;

- Chega aí. – Ele se levanta.

Eu me levando tentando disfarçar o volume, e sigo ele que passa ao lado dos banheiros, o som o funk muito alto, passamos por algumas pessoas, e ele para de frente a uma sala, ao lado a fica dos banheiros.

Guto tira a chave do bolso, e abre a porta, com algumas pessoas na fila perguntando se era banheiro a tal “sala”. Ele diz que não, e entramos, ele liga a luz fechando a porta.

Era um estilo de camarim, mas que não era usado, por ter muita coisa nos cantos, a direita uma mesa com um bolo de aniversário, possivelmente do tal Heitor. A esquerda um sofá de três lugares escuro, e uns instrumentos e caixas ao fundo.

Eu coloco o copo na mesa, e sento no sofá, falando;

- É o bolo do ani... – Eu não termino de falar ao ver ele sem camisa.

Ele deixa de lado vindo para cima, mano o cara me pegou de jeito naquele sofá. Eu meio que deitado e ele veio me beijando sem camisa, com o joelho apoiado no sofá, juntos aos mãos.

A calça deixando a mostrar sua cueca, aquele perfume, aquela língua que estava bem molhada, e ele abusava dela, passando pelo pescoço, e orelha, eu respirava e perdia o folego em certos momentos.

Me sarrando forte com aquela calça, quase que estourando o jeans. Minhas mãos pelas suas costas, e passando por dentro da calça até sua bunda, que era bem dura, forçando sua “sarrada”.

Guto fica nos joelhos, ereto, e puxa minha camiseta. Nunca na vida me arrependi tanto de não ter me “preparado” para uma festa.

Ele ajuda a tirar a camiseta, com isso eu sentado, com aquele pacote na minha frente, vocês sabem né, “Está no inferno abraça o capeta”.

Beijei sua barriga, e em sequência abrindo sua calça, mordendo próximo ao seu umbigo, ele pega o copo e se levanta, tira o celular e deixa junto a umas chaves na mesa, descendo aquela calça jeans, revelando a cueca branca. E eu tirei a minha, depois de beber ele volta a me beijar e a sarrar.

Que era aquilo, as mãos, o beijo e o corpo quente. Quando se está sob o efeito de álcool, o som muito alto, aquele ambiente, tudo fica a flor da pele.

Estávamos quase pelados alguém mexe na porta, olhamos e eu pergunto;

- Alguém mais tem a chave?

- Não.

Ele estava deitado sobre mim, e os dois olhando para a porta, e então a muda troca, nesse momento é possível ouvir a chave sendo introduzida. E ela se abre, nesse tempo ele se levanta e segura antes de alguém entrar;

- Ei. – Ele exclama.

- Guto sou eu, deixa eu entrar. – Alguém fala ao lado de fora.

- Não. – Ele faz sinal com as mãos para mim.

Que já estava me vestindo;

- Calma aí Fabiano.

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