• @rgpatrickoficial

Clichê - Capitulo 18

Como as pessoas e sentimentos mudam em uma semana. Bem para começar eu estava em guerra em casa, minha mãe não deixou de forma alguma eu usar os saltos, com um monte de teorias conspirando contra mim. O Caio sumiu 3 dias do colégio, estava com problemas em casa, e eu como um bom amigo estava ajudando ele, com as matérias que estava perdendo. Não me perguntem como, mas eu estava mais próximo do Guto que o normal, almoçávamos juntos, eu acompanhava ele nos treinos de natação, ensinei ele a jogar “FREE FIRE”, comigo e minha prima e Caio. Mas com isso, eu percebia que Marcela, Elias e Fabiano iriam se afastando de certa forma, e para mim soava muito estranho, se realmente eram amigos dele, ou se diziam amigos, porque essas atitudes. As primeiras aulas do dia foram as melhores, Historia. Mas como eu me enrolei nos armários, o Fabiano tomou meu lugar, ficando puxando saco de Guto. Depois do intervalo eu estava trocando meus cadernos e livros nos armários, quando o Caio se despedir; - Estou indo, só quatro aulas hoje. – Ele diz do meu lado. - Ainda tenho Física aqui no laboratório. – Falo puto. - E ai irmão. – Caio cumprimenta o Guto nas minhas costas. - Oi Samuel. – Ele pega em minha nuca. - Hum, só me viu agora é? – Falo me virando. - E qual foi? – Ele cruza os braços. - Ciúmes é? – Caio diz sorrindo. - É ele não pode me ver com o Fabiano que fica assim. – Ele me abraça. - Aí sai fora, vocês dois, tenho que ir para aula. – Falo escapando de Guto. - Não espera aí. – Ele pega sua mochila. Entrega para o Caio que segura e ele a abre; - Para você e você. Ele entrega duas caixas pequenas pretas; - Que é isso? – Eu a abro. - Pulseiras e cartões para a festa do meu irmão no sábado. Vocês não podem perder isso de jeito nenhum. - Ei tem quantos aqui? – Caio devolve a mochila. - Foi mal mano, um para cada, talvez minha mãe vai a segurança está daquele jeito Caio. - Não, de boa, só perguntei por causa das meninas saca. - Desculpa cara. - É a “The Week Rio”? – Mostro a logo. - Sim, mas a noite ela será exclusiva. Por isso estou dizendo não perdem esses acessos, se não nem comprando conseguem. Eu tenho que ir, beleza. - Obrigado Guto. - Valeu mano. Ele sai no corredor e eu dou um sorriso para o Caio; - Que foi? – Ele já faz aquela cara. - Já sabe né, vai pedir minha mãe? - Não conta a verdade para ela Samuel, a tia é muito de boa, ela vai entender, e se quiser te pego lá, mas conta para ela. - Ai, tudo bem, eu falo. #Luan Arthur No fim da primeira semana no escritório, eu já começava a entender que não era aquilo que eu queria para minha vida! Por entender realmente vivenciando o dia a dia dos advogados do meu trabalho. Advogar não seria comigo, teria que me descobrir em outra vertente dentro do direito. No sábado eu fiquei até o meio dia, eu mesmo fechei o escritório, e peguei o ônibus para casa. E logo no ponto, quando eu desço o Thiago envia mensagens perguntando se eu tinha planos para hoje, responde que iria estudar e estava sem saco para sair, para ele não inventar nada. Ele então não disse mais nada. Quando eu viro a esquina de casa o Kleber atravessa a rua gritando e pulando; - AMIGO. AMIGO. AMIGO. Luan eu não te conto. – Ele pula em mim. - A gente vai cair, que isso Klebet? - Hoje é o melhor dia da minha vida. – Ele fala todo excitado. – Fui promovido, agora trabalho com a equipe do Heitor Montanari, tem ideia disso? - Sei, é o tal dono? - Não o filho. - Ah amigo, parabéns. – Passo a mão em seu pescoço. - Ainda tem mais. - Fala. - Olha isso. – Ele sacode duas pulseiras verdes escuras. - Que é? - Entradas para a festa de aniversário dele. – Kleber diz dançando na rua. – Você vai comigo Luan. - Não, vou ficar em casa estudando. - Amigo a prova da OAB é na próxima semana, você passou meses estudando, sair um dia para beber, e relaxar não vai te atrapalhar. - Eu não posso amigo. – Paramos de frente a sua casa. - Por favor Luan, não tenho ninguém para ir comigo e a galera do escritório vai estar lá, preciso me enturmar. E também você vai ficar em casa esperando o Thiago chegar da noitada dele para ficarem. - Não faço mais isso. - Ah Luan, sabe que não precisa mentir para mim, estes dias vi ele chegando de madrugada na sua casa. Amigo vamos, você sai, não precisa ficar com ninguém, a gente conhece gente nova, bebe e dança. - Só bebe e dança. – Aponto o dedo para ele - Fechado. Ai não acredito, vou ver se minha calça branca está limpa, e vou ir cortar meu cabelo. As dez eu passo na sua casa. - Fechado. Em casa eu almocei, e peguei meus materiais indo para a padaria, que no sábado à tarde tinha um movimento mais devagar. Eu parei por volta de umas seis da tarde, e como estava sozinho em casa eu tomei um banho e peguei no sono, com a TV ligada na Netflix. - Eu não acredito, ACORDA Luan. – Grita o Kleber. Abro meus com ele de pé na minha frente, ligando as luzes, um perfume forte; - Vai aonde? – Questiono. - Não brinca comigo, já são dez e vinte, e você nem se arrumou. - Ai amigo, foi mal. - Vamos vou te ajudar. – Ele me puxa para o quarto. Coloquei uma calça preta uma camiseta cor de salmão, e um colar de couro, a única coisa que arrumei foi meu cabelo, esse não tinha como sair. Escovando os dentes com o Kleber falando na minha cabeça. Saímos de casa onze e dez da noite. Chegamos depois da meia noite no local. Gente quando o UBER virou a esquina, a primeira coisa que eu falei; - Amigo é esse lugar mesmo? Os dois olhando quase atravessando o vidro. Havia muitas pessoas na calçada, tipo muitas mesmo, e uns flash fortíssimos do meio da galera, e muita polícia e carros parando o transito. - Quando está assim é porque tem celebridade aí. – O motorista comenta. - Adoro, obrigado moço, é aqui mesmo. Descemos do carro, ficando ali do outro lado da rua parado vendo aquela bagunça, o Kleber atravessou a rua na minha frente, eu logo em seguida. Quando pisei na calçada ele se vira; - Aqui, coloca a pulseira. – Ele fala apertando em meu braço. - Amigo, vamos embora, olha isso, nem sei se está certo. – Eu olhando as pessoas entrando. - Eu mereci essa pulseira, ele entregou somente para cinco pessoas do trabalho e eu fui uma delas, então a gente vai entrar Luan. - Se eu for preso mato você Kleber. - Não vai amigo, fica tranquilo. Eu não acreditava de forma alguma nessa de pulseira ganhada, e piorava a minha desconfiaça quando íamos aproximando da porta. A segurança era muito, mas muito forte, havia algumas grades para afastar os curiosos e a quantidade de fotógrafos que lá estavam, eu na frente não vi nenhum famoso. Quando o Kleber chegou na grade o segurança aproxima falando; - Tem que se afastar. Ele falou e meu amigo levanta o pulso, o cara olha, com uma máquina checa e ele faz o mesmo comigo e diz; - Desculpem, pode passar, sejam bem-vindos. O Kleber segura em meu braço me puxando, e ele já entra pulando, lá dentro a bilheteria estava fechada e também não havia caixa; - Ué como vamos beber. – Kleber reclama. - Moço, o caixa está fechado, tem comanda nos bares? – Pergunto a um dos seguranças. - Essa festa é privativa, Open bar e Open Food senhor. - Obrigado, muito obrigado. – Respondo até pegando no cara. Puxo o Kleber falando; - Tem comida de graça Amigo. - Ai não acredito. Quando eu vejo o bar puxo ele e Kleber me puxa para o outro lado; - Ali cerveja. – Eu aponto. - Amigo deixa eu falar com meu chefe agora que estou sã, depois que eu beber quero nem passar perto. Se você não conhece The Week Rio, é a melhor casa de show do Rio de Janeiro, só os melhores DJ’s dos Brasil e do mundo tocam aqui, é maravilhosa para quem curte uma boa noite de dança e bebidas. Em um lugar gigantesco com dois andares de camarotes e um palco bem grande.

40 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia