• Richardson Garcia

Clichê - Capitulo 15

Bem com a aproximação da data de minha prova da OAB, eu estava fazendo somente meio período na padaria, e estudava durante a tarde.

E sim, fui praticamente obrigado pela minha mãe a ir na tal entrevista, ela insistia nisso.

Como um bom profissional coloquei um terno, me vesti ficando “apresentável”. E sai com uma hora de antecedência para não ter imprevistos.

O escritório era de um amigo do Thiago. Que também é formado em Direito, mas ele já com sua OAB e já exercendo a profissão.

Eu cheguei no endereço, e fui entrando atrás de um ar condicionado, até porque ninguém merece, estar de terno as 15:30 da tarde no Rio de Janeiro.

Logo que me identifiquei par a recepcionista, ela me encaminha para uma sala do local.

Entrou um senhor, que já veio fazendo brincadeiras e bem alegre, isso me deixou mais tranquilo em relação a entrevista.

Depois de algumas perguntas, ele me dá abertura para caso eu tenha alguma dúvida;

- Olha para mim está tudo certo, mas e o plano de carreira, hoje posso entrar de estagiário e....

Ele já estende as mãos, falando;

- Luan preciso da sua carteira da OAB, depois vou te passando pequenos casos, e assim vamos saberei como é o seu trabalho.

- Ótimo.

Ele não deixou nada certo, e sim aquele papo de ligar depois com uma resposta, eu agradeço o seu tempo e atenção e fui embora.

Depois de dois ônibus, e uma boa caminhada cheguei em casa com os pés doendo muito, e o portão estava fechado.

Liguei para minha mãe que adivinhem, estava na casa do meu primo. Era buscar a chave, ou ficar esperando ela, de terno na rua.

Dei a volta no quarteirão, e mano, eu estava aproximando e vejo o carro do Thiago encostar.

Cheguei a agradecer a Deus a cena que eu iria viver.

- Cara escuta, você pode e tem tudo para processar essa mulher, se sumiu, dentro da casa dela, pronto (...).

Ele falava ao telefone quando passo, Thiago olha piscando e eu entro.

Minha mãe e minha tia estavam conversando no quintal ao fundo, passo pela sala, corredor, copa e cozinha;

- Oi tia, benção. – Pego em sua mão.

- Deus te abençoe filho.

- Mãe a chave.

- Aqui Luan, já estou indo também.

- Vou tirar essa roupa.

- Como foi?

- Bem, graças a Deus, ele ficou de me ligar agora.

- Vou orar muito meu filho para que consiga esse trabalho. – Ela fala pegando em minha mão.

- Obrigado, tia depois eu venho com mais tempo, vou ir em casa tomar um banho.

Gente eu sai pelo portão o Thiago ainda estava no celular;

- Luan espera. – Ele fala encostado no carro.

De frente a casa, umas três casas o escroto do ex dele, junto umas meninas olhando para gente.

Ranço.

- Vai em casa? – Ele guarda o celular.

- Sim.

- Vamos, entra aí.

- Vai pegar suas coisas?

- Sim, para você me deixar em paz.

- Não tem ninguém por perto para você ficar fazendo cena Thiago.

- Entra logo.

Entrei só para passar na frente da casa de “vocês sabem quem”.

- Como foi lá?

- Foi bom, eu me esqueci o nome, mas o senhor que fez a entrevista...

- É o dono do escritório.

- Sim, foi bem educado e até engraçado... – Quando falo ele sorri. – Agora vou ficar aguardando o contato deles.

- Beleza, é um excelente lugar para trabalhar. Se lembra da nossa viagem para Angra? – Respondo que sim. – Pois então, eu fiquei todo perdido quando estávamos lá, por eles me chamarem para trabalhar com eles, mas fiquei com os meninos mesmo.

- Sim, sei como é.

- Você vai gostar. – Ele estaciona o carro.

Entramos, e deixo minhas coisas na sala, indo no quarto pegar uma roupa para me trocar.

Ele fica sentado na cama, pegando umas coisas dele ao canto sob uma mesinha.

A última vez que ele esteve em meu quart, foi para terminar comigo, a vontade era de matar aquele infeliz ali mesmo.

Eu volto para o quarto, guardando meu terno;

- Essa camiseta é minha. – Thiago fala.

Com raiva deixo o terno jogado na cama e tiro ela, entregando a ele;

- Então voltou para a academia foi?

- Sim.

- Só porque terminamos?

- Não, só que eu tinha que viver mais para mim do que para os outros.

O celular dele chama;

- Oi, sim.... Ótimo e o senhor? Haha estou aqui com ele, sim.... Ah que bom fico muito feliz e agradecido, obrigado.

Thiago desliga o celular me encarando, e com um sorriso no rosto;

- Que foi? – Pergunto.

Meu celular chama, número desconhecido. Bem eu atendi e ele estava rindo, porque recebeu a notícia da minha contratação primeiro que eu.

Nossa como era bom finalizar a semana com uma notícia boa, depois de tantas tretas.

- Parabéns.

- Obrigado.

- Ganho um abraço?

Eu abraço ele, sentindo aquele calor e seu cheiro de novo;

- Você merece viu.

Ele afasta beija minha testa, e eu dou mole, ao invés de me afastar, esse milésimo de segundo ali parado olhando ele, Thiago me beija.

E o idiota aqui retribui, fazendo assim ele me virar e cair sobre mim na cama. Nesses momentos nem uma amiga, ou amigo atrapalha, familiar ou forças de Deus, deixa a gente por lá, fazendo o que sei fazer de melhor “merda”.

#Samuel Faria

Pela primeira vez em meses consegui chegar mais cedo no colégio, e para fazer isso deixei para me maquiar na escola.

No banheiro, eu fiz uma sombra dourada com detalhes em preto, uma base de leve e um pó básico, depois um batom discreto. O cabelo estava comportado esse dia.

Quando sai do banheiro todo mundo seguindo para fora, no caso seguindo para o lado ao contrário das salas.

- Oi, aconteceu algo? – Pergunto a uma garota.

- Tem as eliminatórias de natação essa manhã, é para todos irem para o estádio.

- Obrigado.

Que ótimo, peguei meu caderno e fui para esse tal estádio então.

Aproveitar e terminar meu dever de casa por lá mesmo. Pessoal o colégio inteiro estava por lá, tinha muitas pessoas para competição, e muitos alunos também do colégio.

E eu no canto, fazendo meu dever, até o Caio enviar mensagem, me procurando.

Bem até ele me achar eu fechei meu caderno, pois eu que não entendia nada já estava gostando do esporte, era cada adolescente usando umas sungas que meu Deus.

- Chegou mais cedo hoje foi? – Caio senta do meu lado.

- Sim, vim fazer minha make aqui hoje, que achou?

- Essa eu curte.

- Valeu.

- Guto já entrou? – Ele pergunta deixando a mochila entre as pernas.

- Entrou.... Ah é mesmo, ele compete...

- Sim, rsrs, seu idiota, acha porque que estamos aqui.

- Eu me esqueci total.

Nós procuramos eles e nada, mas o cara do microfone anuncia nosso colégio, e gente, ai senhor! Não tenho maturidade para um cara assim.

Acho que ele tinha bronzeado, estava em um corpo invejável, de sunga branca, e uma touca branca com o brasão do colégio, o que deixava seus olhos tão claros.

Bem todos ficaram a postos, o cara ainda narrando, os meninos meio que se aquecendo, e alongando.

E quando eles ficam nas raias todo mundo começa a gritar e se levantam, eu começo a ficar nervoso na verdade. Um topo de juízes se aproximam deles, e então o sinal, algo baixo e rápido.

Os meninos pulam na piscina olímpica e todo mundo torcendo. Eu nessa altura já estava perdido, nem sabia onde ele estava mais.

E tipo, atravessam duas vezes a piscina, resultando em duzentos metros no total, eu cansei só de assistir.

No final era tanta gritaria pensei que iriam pular todos na piscina.

- Me explica, é tipo uma olimpíada? – Questiono Caio.

- Quase, ele tem que ganhar essa para se classificar para as finais estudantis. Aqui é metade do torneio.

Gente eu os percebi que o Guto tinha ganhado, por causa da torcida do colégio que fez uma bagunça.

Na gritaria, todos pulando, ele sai da piscina e corre para o outro lado do estádio.

Eu comemorando com o Caio vejo ele abraçar alguém. Pessoal o Guto estava abraçando a sua mãe.

Ela estava aqui no nosso colégio, eu tremi quando a reconheci, fiquei muito emocionado, serio, voltei a sentar com as mãos soando.

27 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia