• @rgpatrickoficial

Clichê - Capitulo 12

No colégio no dia seguinte, eu faltei todas as aulas antes do intervalo, pois tinha treino de natação.

E nesta manhã o treinador pegou pesado, por volta de umas dez e cinquenta que fui para o vestiário, tomar uma ducha e ir comer algo.

De cabelo molhado, coloquei a camisa branca do uniforme, e as calças, o tênis. Vou abotoando a camisa no corredor, em direção ao refeitório.

Me servi somente um peixe, algumas verduras e uma água. As pessoas ainda estavam chegando, me sentei sozinho. Começo a comer e Fabiano passa ao meu lado;

- Ei, tudo bem? - Ele para dizendo.

- Sim, e você?

Ele se senta;

- Bem, notícias da sua mãe?

- Ela está bem.

- Que bom, esses dias ela me chamou de Heitor acredita, tipo o dia todo.

- Rsrs, ela faz sempre isso lá em casa.

- É a nova coleção, está deixando todos loucos naquela empresa.

- Primavera Verão?

- Sim, sua mãe pediu o dobro de empenho... Você bem que poderia ir dar uma força né Guto?

- Na boa Fabiano, a última vez que estive trabalhando na grife, meu pai fazia questão de mandar eu para a AFAIR.

- Eu não entendo seu pai Guto.

- Nem eu.

- Se não faz nada ele reclama, se ajuda sua mãe ele reclama, se ajuda ele, reclama!

- Acho que entende viu! É o que ele faz em relação a mim, “Reclama”.

Caio passa do outro lado, e assovio para ele, que olha e desvia o caminho, vindo a mesa;

- E aí cachorrão? - Ele me cumprimenta se sentando. - Oi Fabiano

- Oi.

- E como foi no domingo? - Caio se ajeita.

- Meu pai quer me matar, fiz merda mano. – Falo olhando ele ao lado.

No fundo o Samuel sentado sozinho;

- Por causa Do baile?

- Baile? - Fabiano se intromete.

- Nada Fabiano. De uma entrevista que eu dei.

- Ah sim. Ei Julia estava perguntando quando vamos sair, e pediu para falar com você.

- Haha vamos ter que desenrolar isso.- Respondo com um sorriso, e outra troca de olhares com o Samuel.

- Que tal hoje, podemos ir à praia?

- Não posso Caio, tenho aula em casa, e depois vou jantar com meus pais.

- Aula em casa? – Ele fala de boca cheia.

- Sim, estudo em casa também, quatro vezes na semana.

O Elias passa pela nossa mesa se sentando com os meninos do time, eu me viro encarando ele;

- Ei, chega aí. - Falo me virando.

- Não me misturo, como você Guto.

É muita frescura, na boa!

- Com licença galera. - Me levanto trocando de mesa.

- Que foi, aconteceu algo?

Eu me sento ao lado dele, a Marcela chega se juntando a nós;

- Se você é ingênuo de dar ideia para esses caras aí beleza, eu não sou.

- Qual é Elias, relaxa, Caio está no seu time. Dá uma chance para o cara.

- Ah sai fora maluco. - Ele se levanta deixando sua comida.

Até Marcela fica de olhos arregalados com a atitude dele;

- Gente será que ele está assim por causa da Bianca? - Marcela questiona.

- Por minha causa, acho que sei o porquê ele está mal. Vou falar com ele.

Me levanto saindo, seguindo até o corredor dos armários, e depois ao vestiário. Elias se trocava para treinar.

Eu entro, me sentando no banco, há uns dois metros dele;

- Sabe que está sendo infantil né? – Digo cruzando s braços, e colocando os pés no banco há frente.

- Infantil ou não, eu pelo menos sei quem sãos meus amigos Guto.

- Na boa, não to entendendo cara.

- Os caras chegaram não tem dois meses e você está de papinho com eles. Essa gente sabe onde é o lugar deles mano. – Ele gesticulava com raiva. – Você dá a mão, e querem o pé, o braço, tudo.

- Ei.... Vou me cuidar falou? – Estendo a mão para ele.

- Beleza.

- Só estou fazendo o que fizeram por mim cara, quando cheguei, me acolheram. – Falo olhando nos olhos dele.

- Você já era da família antes de vir para o Jaó, Guto.

- Valeu.

- Se liga.

- Pode deixar!

Ele colocou a chuteira para treinar e eu volto para o refeitório, o Caio já estava saindo, e o Fabiano nem estava por lá, mas o Samuel sim.

Me sentei na sua frente;

- Ei, como está? – Pergunto pegando uma batata.

- De castigo.

Sorrimos juntos e comento;

- Que foi, que não sentou conosco?

- Nada, estou bem.

- Tudo bem, está mesmo?

- Sim.

- Ok, tenho que ir.

- Até.

Saiu pegando em sua mão, seguindo deixo a mão subir até seu ombro.

Bem vamos lá, hoje era aula de economia aplicada, eu estava em casa, com meu professor particular ainda quando o meu pai chegou.

Ele passa com o meu irmão, e sobe as escadas, Heitor se aproxima;

- Por hoje é só Guto. – Meu professor se levanta.

Sai pegando na mão de Heitor, que se senta no sofá a minha frente ficando de pernas abertas e abrindo a gravata;

- Pensei que já estivesse se arrumando.

- Terminando essa matéria aqui!

- Se prepare, hoje será um daqueles, tipo festa de acionistas.

- Aff, ta falando sério? – Fecho meus cadernos.

- Sim. Papai está querendo atrair todos das empresas da mamãe para conseguir construir seu tão sonhado “Conglomerado”.

- Mamãe está precisando de férias.

- Mano, olha, eu acho que seria uma boa, assim ela ficaria mais preocupada só com a criação, e deixaria a gestão por conta de um Conselho. – Ele tira a gravata, dobrando ela.

- O conselho do papai, não entendem nada de moda, o que querem é os números da Grife. O dinheiro Heitor.

- Sim, Guto tem razão, seria um aumento significativo nas ações.

- Heitor, você sabe que to falando. – Me levanto pegando meu celular.

Ele sorri e diz;

- O que?

- Papai precisa da Grife afinal de contas, é maior que todas as empresas dele juntas, sempre foi e sempre será o dinheiro a frente de tudo e todos.

Ele se levanta, rindo;

- Burro é quem acha que você é idiota Senhor Augusto. Mas não tenho certeza se ele pensa assim. Vamos se arrumar.

- Você sabe que sim, mas vamos fazer o papel da família feliz, treinou o sorriso de hoje?

- Cala a boca.

Subimos, e o terno que eu iria usar, já estava sob a minha cama, eu tomei um banho rápido, aproveitei para lavei meu cabelo.

De toalha mesmo, vou ao quarto da minha mãe, onde a equipe de maquiagem dela estava, eu claro, aproveitei para arrumarem meu cabelo. Até meu irmão veio depois.

Logo depois de pronto eu desci para a sala, onde os seguranças estavam conversando, e meu pai desce em seguida, logo meu irmão;

- (...) vamos levar vocês juntos, a escolta terá três carros, temos uma equipe já aguardando no local, há jornalistas e curiosos na porta, alguma pergunta senhor?

- Separa os carros, e aumenta a escolta, vou sozinho com a Nice, os meninos seguem no carro atrás.

- Sim senhor.

Raquel aparece na sala, próximo a nós;

- Os senhores querem comer ou beber algo?

- Não, não querem, vamos sair logo. Raquel suba e fale para Nice que vamos deixar ela, que se apressem.

- Sim, senhor.

E assim seguimos, meu irmão foi no carro falando ao telefone, pelo que pareceu, mais trabalho.

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