• @richardsongaarcia

Caprichos do Acaso - FIM

#Henrique


Posso dizer e afirmar com todas as palavras, que ter filhos não é nada fácil, após Ayla vir morar de definitivo conosco, eu e Beto estávamos acostumados a ir na casa de Maria, e acompanhar até ela deixar o leite materno, mas a adaptação foi pouco desconfortável, choros durante a noite, o dia e assim vai.

Eu pensei que Beto teria mais dificuldade com Ayla do que eu porem estava enganado, eu estava com receio e ele todo ativo em relação a ela, Beto era a mamãe!

Ouvi o choro no quarto, era Ayla me levantei na madrugada e Beto estava dormindo tão profundamente que não quis acorda-lo.

Peguei ela e no colo um pouco percebi que estava com cólicas, dei um chá e fiquei com Ayla no braço, essa noite ela ficou bem desconfortável com essas cólicas, bem, noite mal dormida.


#Beto


Quando acordei no dia seguinte Henrique estava fora da cama, fui ver do lado de fora, ele estava com Ayla tomando um sol.

- Olha lá minha filha a mamãe acordou!

- Mamãe? (risos). Bom Dia meus amores.

Me abaixei do lado deles e fiz carinho em Ayla e beijei a boca de Henrique. Com a chegada dela nossos dias ficaram cheios de coisas para fazer, sexo então eram só rapidinhas e nada além disso, sem preliminares nada, estávamos daquele jeito, mas éramos recompensados com a Ayla.

Em alguns meses Gustavo veio para o Rio de Janeiro, eu sabia que ele estava de olho em Heloísa, ela ainda solteira, mulher mais velha, era o fascínio do garoto.

- Amor, vamos, vou te deixar no trabalho e vamos para o Café da Helo’, eu e Ayla.

- Já vou, espera um pouco.

Logo saímos e Henrique ficou no escritório, e fui para o Café, quando cheguei com Ayla, Gustavo estava no balcão;

- E aí cara!

- Fala Beto, e minha sobrinha linda? Como está.

- E você, no balcão Gustavo?

- Estou ajudando aqui, casa cheia, já sabe né!

- E Helo’.

- Na cozinha.

Ele ficou com Ayla pois não era seguro entrar em uma cozinha industrial com ela, Heloísa estava numa correria com os cozinheiros, me olhou e cumprimentou de longe, eu fui para o fogão, preparar um ovo para mim, coloquei em um prato, peguei fatias de bacon, e um suco, me sentei e Gustavo sentou comigo estávamos conversando quando Heloísa chegou, beijando meu irmão.

- Estão juntos?

- Sim.

- Morando juntos?

- Sim Beto. E a menina da dinda? Como está?

Com o movimento do Café eles se foram trabalhar, eu e Ayla ficamos ali, quando um cara se aproximou;

- Linda sua filha!

- Obrigado!

- Como se chama?

- Ayla Cristina!

- Mas que nome lindo, para uma princesa como você! E seu papai, também é muito lindo.

- É Obrigado, mas usar ela para me cantar não fica muito bem ok.

- Desculpe, mas foi automático, ela tem sorte de ter um pai assim como você!

- Ela tem sorte de ter dois pais, acho que não percebeu, mas sou casado!


#Henrique


Fui ao café encontrar Beto e chego e vejo Gustavo no balcão somente olhei e ele já retrucou;

- Só estou ajudando Heloísa.

- Haha’ tranquilo, Gustavo seu irmão, onde está?

- No fim Henrique.

Olhei e cheguei perto, não acreditei em quem estava em pé na mesa dele;

- Olá bom Dia. (Henrique).

- Henrique? (Julho).

- Julho, o que faz aqui? (Henrique).

- Se lembra de mim? (Julho).

- Sim me lembro. (Henrique).

Beto olhou com a cara fechada e eu tentei contorcer a conversa;

- Se conhecem Amor? (Beto).

- Sim, na viagem ao sul que fiz a um tempo atrás se lembra, julho é o proprietário da empresa que assinamos. (Henrique).

- Assim. (Beto).

- Aí caramba, vocês dois? É?

Com cara de assustado ele olhou e apontou o dedo para mim, perguntando e entendeu que nós erramos casados, quando realmente havia percebido ficou muito sem graça.

- Mas o que faz aqui julho, se conhecem? Não espero estar dando em cima de Beto. (Henrique).

- Isso mesmo. (Beto).

- Vou indo nessa, com licença foi um prazer revê-lo Henrique, até mais. (Julho).

Me sentei com Beto meio que sem entender nada, foi aí que ele explicou, caralho ainda bem que ele já estava fora do prédio pois eu fiquei puto. O café foi ficando mais tranquilo e Heloísa e Gustavo se sentaram conosco para jogar conversa fora.

- Gustavo vai morar comigo gente. (Heloísa).

- Na sua casa? (Henrique).

- É Henrique para morar comigo tem que ser na minha casa. (Risos). (Heloísa).

- Há’ engraçadinha. (Henrique).

- Já estão assim, vocês têm certeza disto? (Beto).

- Sim, né amor. (Heloísa).

- Desejo tudo de bom para vocês então. (Henrique).

- Eu também, sorte para você meu irmão, essa aí é peita e arrota igual a um homem! (Beto).

Em meio a bagunça da conversa marcamos um almoço na casa de Heloísa no Domingo para comemorar e tudo mais.


#Beto


No dia em questão estava muito calor eu e Ayla estávamos brincando com água, até quando o chato do Henrique ver, e brigar conosco;

- Beto, já está esfriando, vai tomar um banho e dar banho na Ayla, antes que ela pegue um resfriado. (Henrique).

- Já vou mãe. (Beto).

Entramos e tomamos um banho, como havíamos levado algumas roupas para casa de Heloísa, troquei Ayla que dormiu e Henrique e Heloísa estavam bebendo, eu e Gustavo sentamos junto com eles e ficamos jogando conversa fora, já anoitecendo e a bebida destes dois havia acabado;

- Vamos comprar mais? (Heloísa).

- Vamos, eu dirijo. (Henrique).

- Nem vou falar nada, Heloísa fica aqui, e você nesta situação dirigir Henrique, não cria vergonha não rapaz. (Beto).

- Foi mal amor, desculpe. (Henrique).

Disse ele me beijando, Henrique não estava bêbado, mas tinha álcool no sangue então sem cogitação de sair dirigindo.

- Vamos eu vou lá, vamos Henrique. (Gustavo).

- Vamos. (Henrique).

Gustavo pegou a carteira e Henrique foi entrando no carro, logo eles saíram rindo com o som bem alto e Henrique com uma garrafa no carro.

Heloísa estava me contando de Gustavo, que estava gostando muito dele, e tudo mais, disse também que eles trocaram umas ideias depois que ele havia ido embora a um tempo atrás e que estavam de ideia de se casar na igreja, eu rindo dela disse que não acreditava que veria ela se casar, em conversar e papos, eu decidi beber, quando peguei uma garrafa de ice, fui aproximando dos lábios Ayla dá um grito de dentro do carrinho que estava a alguns metros de nós, eu levei um susto, pensei que ela havia caído, sai correndo e acalmei ela, provavelmente foi um pesadelo, até que descobri que não seria tão simples, o meu celular chamou era o número do Henrique;

- Fala amor! (Beto).

- Boa Noite quem fala!

- Beto, mas quem é você cadê o Henrique? (Beto).

A voz dele soou como uma buzina de navio em meus ouvidos, a cabeça doeu quando terminei de ouvir ele.

- Meu nome é Carlos, sou paramédico do SAMU, e o Henrique sofreu um acidente de carro, ele e mais o condutor está sendo levados para o pronto socorro, peço a sua parecença lá por favor. (Paramédico).

- Leve eles para o hospital particular, já chego lá. (Beto).

Sentei no chão naquele momento, eu sou moreno claro fiquei branco, acho que a “pinga” de Heloísa curou quando me viu naquela situação, só falei para ela;

- Corre e pede um táxi, rápido Heloísa. (Beto).

Ela percebeu que estava acontecendo alguma coisa e saiu correndo, peguei Ayla e um bolsa com as coisas para ela e entramos no táxi, no percurso eu contei o que havia acontecido com eles, gaguejava muito e tremia, no caminho liguei para a baba de Ayla que estava em casa e logo foi para o hospital chegamos ela estava do lado de fora, entreguei nossa filha e ela foi para minha casa com o táxi, eu iria ligar e dar notícias a ela.

- Somos parentes dos rapazes que deram entrada por acidente de veículo. (Beto).

- Só um momento senhor. (Secretaria).

A garota deu um telefonema e desligou passando a mão no rosto.

- Senhor preciso que se acalme, acabaram de chegar ainda não tenho nenhuma notícia para os senhores, sentem-se por favor. (Secretaria).

Abracei Heloísa e começamos a chorar, eu estava impaciente andando de um lado par o outro sem para.

Me encostei na parede olhando ao fundo e vejo Henrique vindo de cadeiras de rodas, com um curativo na altura nos olhos, ele chorava com a mão no rosto, e podia esperar o pior daquela noite.


#Beto


Corri como louco ao encontro de Henrique, Heloísa veio desesperada juntos a nos, ele se levantou nos abraçando, a Heloísa chorando perguntou;

- Cadê o Gustavo? Pelo amor de Deus, Henrique me diz que ele está bem? (Heloísa).

- A única coisa que eu vi foi sangue, muito sangue... (Henrique).

- O outro rapaz, está na sala de cirurgia, o procedimento é demorado, ele várias lesões e teve uma pequena fissura na coluna vertebral, vocês tem que aguardar de toda forma. (Medico).

- É muito grave doutor? (Heloísa).

- O estado é delicado, peço que aguardem. (Medico).

Henrique se sentou na cadeira e veio mais um enfermeiro e acompanhou eles, acho que iriam fazer mais alguns exames, Heloísa sentou em um banco próximo e somente chorava, eu me tremia todo, ela nem conversava, eu estava abraçado a ela para dar força, porem dar forca que eu não tinha. Ficamos lá sentados por muito tempo, acho que horas, estávamos exaustos quando próximo a recepção o médico vem até nossa direção, outra chama de esperança se ascende;

- São os familiares de Gustavo Tavares? (Médico).

- Sim, como ele está doutor? (Heloísa).

- Gustavo sofreu algumas lesões, a cirurgia foi um sucesso, ele agora precisa de repouso, está no quarto, porém ainda sedado com a anestesia. Posso liberar a entrada somente de uma pessoa. (Médico).

- Vai você. (Beto).

Ela acompanhou o médico eu fui ao banheiro lavei o rosto, e quando voltei Henrique saia de uma sala, já andando, me abraçou chorando, ele já sabia que Gustavo estava bem,

- E Ayla? (Henrique).

- Está com a baba, Henrique o que aconteceu? (Beto).

- A única coisa que lembro, de nos despedindo e uma luz muito forte, depois disso acordei dentro da ambulância, com os paramédicos reanimando Gustavo, é somente disso que lembro. (Henrique).

Não havia mais o que fazer, fomos para casa peguei algumas coisas e voltei para o hospital, a Heloísa Iria dormir lá, levei suas coisas que iria precisar, Gustavo já havia acordado, e estava bastante triste mas como Henrique não se lembrara de nada e Henrique já estava bem, em casa com Ayla. Em dias Gustavo estava em casa, e em meses estava 100%, Henrique e ele não se lembravam de nada que aconteceu, porem mudaram totalmente a forma de se portarem.

Meses depois...

Eu deixei Ayla com Henrique dentro da igreja, e fui para fora esperar Heloísa, eu entraria com ela em seu casamento com Gustavo, minha família e poucas pessoas da família de Heloísa estavam lá, havia o pessoal do Café e amigas, pessoas especiais para todos eles, meu irmão tremia igual uma vara verde, Henrique que já havia se casado comigo chorando como um bebe, isso porque nem havia começado a cerimonia.

Quando a limusine eu aguarda em frente à igreja;

Quando ela desceu eu quase empurrei ela para dentro novamente;

- Isso era a surpresa? (Beto).

- Sim, gostou? (Heloísa).

- Heloísa quando me disse que não queria ajuda para escolher o vestido, eu pensei que iria exagerar na cauda, ou no decote, Heloísa você está mostrando as pernas neste vestido. (Beto).

- Aí Alberto, atualiza essa mente sua, quero estar linda em meu casamento. (Heloísa).

- Heloísa, suas costas estão abertas? (Beto).

- Sim. (Heloísa).

- O vestido é bege? (Beto).

- Vamos logo. (Heloísa).

- Sabe que vai matar minha mãe né. (Beto).

- Adoro. (Heloísa).

A marcha nupcial soou de dentro da igreja eu estava segurando a mão dela que soava toda, realmente estava perfeita, não apropriada para noiva, mas estava deslumbrante.

- Ah! Estou de batom vermelho. (Heloísa).

- HELOÍSA... (Beto).

As portas se abriram, e eu passando a mão na boca dela, para tirar o batom, todos estavam em pé, minha mãe olhou até forçou o olhar para ver o vestido, Gustavo sorriu lindamente, Henrique olhou como qualquer gay olha para uma garota bem vestida e causando, kkkkk’.

Eu estava rindo por dentro minha mãe iria desmaiar vendo ela daquele jeito, me dispersei quando olhei Heloísa estava borrando a maquiagem, chorando, eu disse a ela para quando entrar somente fixar seu olhar em Gustavo, porque era muito difícil andar por aquele tapete vermelho, por experiência própria, entreguei ela para o meu irmão e fiquei com meus pais, e foi o mais inusitado casamento que já fui, algumas pessoas tiravam fotos, outras em seus celulares mesmo, depois que o padre deu seu veredito final até Heloísa forçou, ela pegou o celular com Gustavo e tirou uma fotos minha e das madrinhas dela,

A festa, foi uma coisa de louco caramba, só tinha pessoas de nossa idade então as músicas comidas e bebidas todas combinaram, a festa foi até virar a noite, eles viajaram como diz a tradição após o casamento.


#Henrique


Beto sempre se preocupava com tudo, o casamento de Heloísa foi quase todo organizado por ele, e Ayla tomando um tempo nosso, que perdemos com a chegada dela, aos seus 1 ano e 6 meses, as palavras Papai Beto e Papai Rick’ já haviam saído de sua boca, cabelos grandes loira como eu, estava bastante esperta e inteligente, sempre que eu podia levava ela comigo para o trabalho, Beto levava ela para a praia, nos intercalávamos horários dessa forma para aproveitarmos o tempo com ela.


Posso dizer que não vivo uma vida perfeita, porque se fosse perfeita qual seria a graça de viver, todos nós temos problemas, porem algumas pessoas sabem enfrentar de cara e outras procuram meio para burlar isso, meios e métodos que são em vão como bebidas e drogas ou algo do tipo. Beto sempre foi preguiçoso e espaçoso, não se preocupava com o futuro, por sua família ter dinheiro ele nunca se importou com o que fazer da vida, e se apoiou mais ainda comigo, pois também trabalho e possuo dotes, também não sou perfeito, sou perfeccionista e me preocupo muito antes da hora, faço o que as pessoas mandam, mesmo elas não sendo importantes, eu cuido da empresa de meu pai porque ele mandou, queria continuar com a vida de modelo, porem sou fraco para isso, defeito meu. Na medida do possível levo minha vida que agora se tornou nossa vida a minha a de Beto e a de Ayla, a medida da nossa Família.

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