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Caprichos do Acaso - Capitulo 8

~BETO


Joel abre um sorriso irônico;

- Porque esse fascínio no Henrique em?

Pensei em ele estar bêbado, para perguntar isso, mas ah tempos queria responder ele sobre. Avanço pouco, me afastando dele, e com o mesmo sorriso que Joel abriu para mim, eu retribuo;

- Não é fascínio, é algo que você talvez não conheça.... Se chama.... Como é o nome mesmo? – Olho para cima. – Ah me lembrei, é amor! Nesse caso paixão. Não estou com Henrique por status, não estou com ele para mostrar a amigos.

- Não vão ficar juntos Beto.

- Quem é você para dizer que sim ou que não garoto? Se liga. – Falo alto com ele. – Mano como Henrique não vê por trás dessa máscara!

- Ele sabe e pensa igual, só não sabe.

- Está tudo bem aqui? – Henrique pergunta aparecendo no corredor.

- Sim, tudo ótimo, vim me secar, eu e o Joel nos molhamos todo né? – Dou um tapa em suas costas, fazendo ele até dar uns passos para frente.

- Ata. Joel o Paulo está te procurando. – Henrique diz desconfiado.

Voltei para onde estava, conversando com uns meninos, o som alto, umas meninas dançando. E vejo o Paulo chegando em Henrique.

Sério, não sei o porquê fico tão incomodado ao ver aquele cara perto.

Heloisa, que me conhece se aproxima, disfarçando entregando um copo;

- Qual é a da cara de cú? – Ela senta na minha frente.

- Acredita que Joel falou na minha cara que não vou ficar com Henrique?

- Rsrs, Aí e eu achando esse romance de vocês meio “xoxo”. Está igual novela da globo. Não engoli aquele menino desde o início. – Ela olha com cara de nojo.

- Heloisa, mas você estava cheia de papo para o lado dele.

- Beto, eu estava sendo falsa né amigo, se liga. Tira isso da cabeça, Henrique gosta de você, é o que importa. Agora uma coisa é fato, vai ter que ficar de olho, a cobrinha não vai descansar até conseguir o que quer.

- Tenho que cortar o barato dele, logo, logo.



~HENRIQUE




Depois desse fim de semana, todos meus colegas da faculdade estavam falando de Beto, praticamente duas semanas depois, ainda tinha comentários sobre a festa em Angra.

Só tinha umas pessoas que ainda não faziam ideia de que eu estava namorando, e duas pessoas importantes. Meus pais.

E depois de ter conversado com ambos, minha mãe propôs um jantar, para assim eu conhecerem o Beto. Marquei com ele, e até então OK.

Na terça-feira, pouco antes do jantar, eu havia terminado de me arrumar, coloquei uma calça social e um suéter, pois conheço meus pais. Minha mãe estava em seu quarto se arrumando e meu pai ainda não havia chegado do trabalho.

Eu desci as escadas, e vejo um movimento na cozinha e copa, eu me aproximo olhando a mesa que estavam preparando;

- Porque tantos lugares? – Olho para as pessoas.

- Ordens da senhora sua mãe. O jantar para Sete convidados.

- Não, são três. – Falo com a governanta.

- Esqueci de falar filho.... Chamei o Governador para jantar conosco. – Ela fala descendo os degraus.

Quando eu olhei, ela estava com um vestido de brilhantes, um novo que eu ainda não tinha visto;

- Mãe, que roupa é essa?

- Não posso usar qualquer coisa, é um dia especial não acha?

- Mãe, era um jantar informal, para conhecerem o Beto, a senhora transformou em um evento.

- Foi ideia do seu amigo, o Joel e eu achei uma excelente ideia.

- Meu Deus. – Vou saindo ligando para o Beto.

Mas nada, ele não atendia de forma alguma, viu o WhatsApp fazia mais de duas horas. Pronto, ele vai me matar.

Para piorar a situação, o Governador chegou de terno, todo bem vestido, com sua mãe e o Paulo, todos vestidos para um jantar de gala.

Cumprimentei eles, soando de nervoso. Joel chegou junto ao meu pai.

Todos na sala, sentados, conversando, e bebendo champanhe, são amigos de datas.

Quando consegui um minuto, puxei o Joel dali, no corredor da cozinha ele vem todo feliz;

- Que porra você foi falar para a minha mãe? – Seguro em seu braço.

- Está me machucando Henrique.... Eu só falei que seria uma boa ideia ela chamar o....

- Meu Ex? Para conhecer meu atual? Que você tem na cabeça?

- Que tem demais amigo.

- Filho, seu namorado vai demorar? O jantar está quase pronto. – Minha mãe passa por nós.

- Não, já está chegando. – Volto para o celular ligando para ele.

Que noite, não tinha como piorar.

A campainha toca, eu me prontifico para abrir. Deixo o celular na mesa, e segurando a taça abro a porta.

Meu Deus!

Beto estava de boné, camiseta do Flamengo, bermuda e tênis. Gente, porque?

Por um segundo pensei em nem deixar ele entrar, iriam crucificar o garoto;

- Mas gente, você está lindo demais. – Ele me agarra pela cintura, me abraçando.

- Você também. – Beijo sua boca. – Beto só tem uma coisa... – Antes de eu terminar de falar o Joel termina de abrir a porta.

- Olha quem chegou! – Ele grita, chamando a atenção de todos.

Fechei até os olhos, Beto entra batendo forte nas costas de Joel;

- Obrigado por ser bem discreto. Olá, boa noite a todos. – Ele vai entrando.

Juro, eu vi todos os julgamentos possíveis que minha mãe estava fazendo. Paulo estava se segurando para não cair na risada com a cena.

Segurei na mão de Beto, aproximando de todos;

- Beto esse é meu pai, e minha mãe. Roberto e Estefânia Porto.

Ele pega na mão do meu pai primeiro;

- Prazer senhor, Alberto Tavares... Senhora, já vi de quem Henrique puxou esses belos olhos. – Ele a cumprimenta.

- Beto, esse é o... – Ele me interrompe.

- Governador Bruno Valadares? – Beto o cumprimenta. – Prazer senhor, Alberto.

- Seria prazer se fosse uma camiseta do São Paulo filho. – Ele brinca.

- Poxa, são-paulino? Acho que já sei quem vai pagar o jantar.

Eu não entendo a piada, mas os dois caem na risada, eu respirei um pouco, e um dos garçons serve o Beto, ele pega uma das taças e fala em meu ouvido;

- Você não disse que seria um jantar informal?

- Sim, coisa do Joel. – Eu Disfarço.

O jantar foi servido, então pudemos nos sentar. E então começou o show de horrores e julgamentos, era o momento que todos esperavam;

- (...) Mas Alberto, não foi informado de ser um jantar formal? – Meu pai pergunta.

- Senhor, estou com o manto sagrado, mais formal que isso, impossível. – Ele faz a piada de acordo com a camiseta do Flamengo.

Aparentemente só o Governador entendia, pois, meu pai;

- Não sou fã de futebol.

- É percebe-se. – Beto o confronta.

Que ótimo, o primeiro clima da noite. Eu aperto sua perna do meu lado, e ele me olha, com aquele sorriso que não sai de seu rosto, Beto aproxima e me beija.

- Sinto que te conheço de algum lugar. – Governador repetia para Beto.

- Tenho rosto família, pode ser isso senhor.

- Não, não.

Os primeiros pratos chegam, e minha mãe puxa assunto;

- Então, Beto. – Ela fala pausadamente. – O que faz da vida? Você estuda, está trabalhando?

- Não, não estudo dona Estefânia, e também não trabalho....

- Como você se mantem? – Meu pai deixa o talher.

- Minha mãe, ela paga minhas contas, e meus gastos. – Ele limpa a boca, com um guardanapo. – Tirei esse ano para ficar longe dos deveres da família.

- Então não estuda, não trabalha, é sustentado pela mãe. O que pensa para seu futuro? – Meu pai continua.

Beto termina de engolir, volta a limpar a boca e o responde;

- Estou aproveitando minha vida, e assim irei fazer. Trabalhar em um escritório, ficar preso frente a um computador não vai me trazer experiências de vida.

- Experiências não coloca dinheiro em casa. – Meu pai retruca.

- Quando o senhor morrer, não vai levar dinheiro, não vai levar essa casa, nada. - Ele gesticula. - O que vai levar são os momentos com sua família, viagens, jantares, passeios, experiências. Não almejo futilidades, almejo momentos. – Ele me olha.

- Se eu entendi bem, acabou de me chamar de fútil?

- Eu não disse isso senhor.

- Meu filho, isso é alguma prova? O que está acontecendo aqui? – Meu pai deixa os talheres na mesa.

- De forma alguma, eu gosto do Beto, estamos namorando e....

- E o que Henrique? Vê futuro ne delinquente? Não quero que trabalhe para sustentar vagabundo algum. – Ele bate na mesa.

- LEMBREI. – Grita o Governador.

Eu engoli seco olhando para o meu pai. Mas todos olharam para o Bruno, que estava olhando para o Beto;

- Você é filho da Desembargadora Vitoria Tavares. Acertei? – Ele gesticula com o guardanapo em mãos.

Beto sorri, e confirma com a cabeça;

- Sim, ela é a minha mãe.

- Com todo respeito é claro, uma mulher ímpar. - Bruno deixa os talhes movimentando as mãos para falar dela. - Chamávamos ela de furacão, pois tem uma força descomunal. A melhor escolha de todo o estado.... Se lembra dela Roberto. Ele é da família da mineradora Tavares, sua mãe é uma das investidoras.

Meu pai encostou na cadeira, com o guardanapo na boca, minha mãe fala;

- Claro que sabemos quem é. Trabalhamos juntos em um projeto para sua família Alberto.

Ele somente sorri e diz;

- Sim, senhora, ela me disse hoje sobre vocês, quando contei que iria vir jantar aqui com a família do meu namorado. – Ele então se vira para o Governador. – E o senhor está certo é uma mulher muito forte. E esperta, me avisou sobre os dois, para ter cuidado, porem eu vim de mente aberta, afinal, sãos os pais do meu namorado. Pena do Henrique ter pais interesseiros como vocês. Governador, senhores. Se me permitem. – Beto se levanta. – Amor vou me retirar, além de não ser bem-vindo nessa casa, não tenho sangue de barata para ouvir o que ouvi do seu pai e continuar sentado aqui. – Ele me olha. – Governador foi um prazer vê-lo novamente. Ótimo jantar a todos. – Ele vai saindo.

Eu me levanto, deixando o guardanapo e seguindo ele.

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