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Caprichos do Acaso - Capitulo 6

~Henrique

Já em Angra, o piloto pousou em um heliporto do local, onde havia um campo de futebol ao lado. Havia já um carro aguardando pela gente ao lado.

Descemos, e o motorista vem cumprimentando a todos, e se apresentando. Colocamos as malas, e entramos, em direção a casa. Beto foi a frente conversando com ele, sobre família e tudo mais.

Eu já fui a Angra, e conheço muito ali, mas para onde seguíamos, era para mim desconhecido. Em uma parte da ilha, bem estreita, com uma estrada ao meio, e várias casas de ambos os lados.

Ele entrou em uma delas, muro cheio de plantas, portão discreto, ao entrar também, a casa térrea, muitas plantas, porem aparentemente nova. Descemos e ele diz que leva as malas.

- Ai que Saudade desse lugar. – Heloisa tirar o chapéu, e óculos.

E então começou o “show”, a porta gigantesca, parecendo um portão, ela não abria e sim fazia um movimento de giro em 360°. Dando visão a uma casa extremamente arborizada, com muita iluminação, a entrada tinha visão do mar, já sem fim, metros a frente um jardim de inverno a esquerda com seis coqueiros e um gramado intacto, andando mais um pouco a sala de estar. Onde a Heloisa deixa sua bolsa, e Beto coloca o celular e carteira.

Tres sofás ao redor de uma lareira, a direita uma mesa de jantar para dez pessoas, com iluminarias trabalhadas em cobre. A visão da sala tinha uma abertura gigantesca para área da piscina, com mais quatro mesas e sofás na área de lazer, a divisória era feita por janelas de vidro que moviam para ambos os lados.

No final, um gramado como um tapete, duas piscinas e um iate. Não sei exatamente se era ou não, mas o barco era muito grande.

- Preciso me trocar Beto. – Heloisa segue para um dos corredores.

- Vamos, vou mostrar os quartos para os meninos. – Ele pega em minha mão.

Nós seguimos pelo corredor, e mais a frente várias portas, a Heloisa por conta própria entra em uma delas;

- Joel, você pode ficar nesse aqui. – Beto bate na porta. – E nós vamos ficar na última suíte. – Ele me olha rindo.

- Ok. – Respondo.

- É suíte também? – Joel pergunta abrindo a porta.

- Todas são. – Beto responde.

- Alberto? – Chama o motorista da sala.

Ele volta, e eu entro no quarto do Joel para ver como era. Cama alta e confortável, TV, espaço tipo uma sacada para o quarto, mesmo sendo no térreo, e uma banheiro espaçoso.

- Qual é a desse cara? Tu sabia disso tudo? – Ele fala fechando a porta da sacada.

- Não, também estou assustado.

- Deve ser alugada. – Ele leva a mão na boca.

- Alugada? E Heloisa sabe onde fica tudo?

Ele fica pensativo e ela aparece na porta;

- Tudo bem aqui Joel? – Ela estava de biquíni e uma saída de banho.

- Sim, perfeito. – Ele sorri.

- Vão para a piscina agora né?

- Acho que sim, eu respondo.

Escuto passos e rodas de malas, e Beto aparece na porta do quarto;

- Henrique vou levar para o quarto. – Ele vai seguindo.

- Vou me trocar. – Falo com o Joel.

O cara deixa a mala do Joel, e a outra de Heloisa. Entrei no quarto, o Beto estava sentado tirando o tênis;

- Nossa estou igual a Helo, preciso de uma piscina. – Ele desce a bermuda.

- Não sei para que, já está bronzeado, rsrs. – Falo abrindo a mala.

Ele rindo se aproxima me beijando no pescoço;

- Beto tenho que me trocar. – Falo rindo.

- Olha isso, só de te beijar. – Ele mostra o volume na cueca.

- Para de ser lerdo.

- Você gosta. – Ele sorri.

Tirei minha camiseta e abro a calça, ele pega uma sunga e desce a cueca;

- Aff, na minha frente Beto?

Ele olha de sobrancelha alta, dizendo;

- O que? Já colocou a boca aqui amor.

- Para de ser nojento e se veste.

Ele coloca a sunga, e tira a camiseta, olhando no espelho na frente;

- Que acha?

- Gostei, comprou no Rio? – Sento na cama tirando a calça.

- Sim, não ficou apertada demais não?

- Não, está bonita, porque a pergunta? – Pego minha sunga.

- Seu amigo está aí, a Heloisa não importa, estou me segurando, sabe que sou meio folgado.

- Beto, está lindo, e não se preocupe com o Joel.

Coloquei minha sunga com ele parado me olhando, cara de bobo, olhos brilhando;

- Que foi? – Eu fico meio envergonhado.

- Nada, só olhando o quanto você é lindo. Vamos?

- Vamos.

Na sala a Heloisa estava falando com uma senhora, e Joel estava na piscina tirando fotos;

- Dona Elizabete! – Beto abraça ela.

- Ai filho, quanto tempo... Mas está muito lindo gente... – Ela olha para ele, e depois me cumprimenta. – Oi querido. Mas que rapaz lindo.

Eu abraço ela agradecendo;

- Obrigado, a senhora é uma linda.

- Dona Elizabete esse é Henrique, meu noivo.

Ela muda a cara, ficando surpresa;

- Já está noivo?

- Mentira Elizabete, olha a cara desse safado, está só enrolando o menino, nem em namoro pediu ainda. – Heloisa fala alto.

- Verdade filho? – Ela me olha segurando em minha mão.

- Verdade, está só me enrolando. – Eu entro na brincadeira.

O Beto vermelho e rindo sem parar;

- Só quer comer Elizabete, eu já avisei o Henrique. – Ela vai falando e ele tentando calar ela. – Sai garoto...

- Cala a boca Heloisa.

- Eu falei, Henrique depois que comer ele cai fora... – Ela coloca a mão de lado na boca dizendo. – Mas acho mulher que esse fez direito viu, pois está apaixonadinho.

Eu fiquei vermelho agora, Elizabete aproxima de mim;

- Não, ela é doida, mas escuta, ele é um bom partido filho. É bonito, não tem muita coisa na cabeça, mas é um bom menino, de coração bom.

- Iludida ela. – Heloisa abraça Elizabete.

A gente fica rindo e ela diz;

- Vou aproveitar que chegaram agora e ir na feira comprar umas coisas para um almoço daqueles filho.

- Ai senhor da dieta, abençoa essa mulher... Elizabete não aguento mais comer ovo e salada. – Heloisa diz.

- Vou fazer aquela galinhada para você filha, aquela que você gosta.

- Nossa deixa eu ir ver se a academia está funcionando, não tenho psicológico para isso. – Ela sai rindo.

- Tem uma academia aqui? – Pergunto para ele.

- Sim. – Beto pega minha mão e vai levando para a área das piscinas.

Passamos a manhã inteira naquela piscina, por causa do sol a agua estava maravilhosa. O zelador da casa, ficou conferindo o barco, pois Beto disse que iriamos sair a tarde.

Elizabete serviu o almoço a beira da piscina, gente, aquilo era sacanagem, uma mesa, mais que perfeita, e somente galinhada, uma salada com tomate e pepino, e outra somente de alface, uma boa porção de feijão, ela foi estendendo os pratos e diz;

- Olha é simples, mas sei que vocês gostam. – Ela diz para os meninos, Beto e Heloisa. – E como não sei o que gostam de comer, preparei uma sobremesa para os dois. – Ela fala apertando o ombro de Joel.

Eu já esperava um comentário inapropriado vindo dele, mas ele estava diferente, mais calado.

Sentamos, e a Heloisa nem esperou nada, já foi se servindo. Elizabete trouxe, agua, e dois sucos para nós. Acho que pode ser a fome, mas não me lembro de ter comido tanto na vida, não digo só eu, Joel e os meninos também.

Quero destacar aqui, algo que aconteceu, e fiquei muito surpreso. Estávamos comendo e Elizabete traz as jarras de suco, e Beto fala;

- Olha vai me desculpar, mas não consigo esperar a senhora, vou comer.

- Pode comer filho, eu e o Jorge vamos comer na cozinha...

- De forma alguma, nunca foi de comer lá, a senhora e ele que se sentem nessa mesa. – Beto deixa seu prato se levantando.

Eu olho para o Joel que estava com a mesma cara que a minha. Beto foi com ela na cozinha, pegou os pratos, e talheres, colocou na mesa conosco, e puxou a cadeira para ela;

- Senta aí, que vou buscar o Jorge.... Deve estar naquele barco até agora. – Ele fala descendo no píer.

- Se serve Dona Elizabete, conhece ele, teimoso e cabeça dura como é. – Heloisa cobre a boca para falar.

E ele vem com o Jorge lá de baixo;

- Vou lavar as mãos primeiro. – Ele passa por nós.

Beto se senta, termina de se servir, e antes de comer, pergunta;

- Tudo bem? – Ele coloca a mão sobre a minha. – Sim, estou sim. – Respondo rápido. – Precisa de algo? – Ainda com a mão, sorri.

- Está tudo perfeito Beto. – Um sorriso sai do meu rosto.

- Joel, precisa de algo? Está bem? – Ele olha, arrumando o guardanapo.

- Tudo bem. – Ele diz concordando com a cabeça.

Eu e o Joel de automático, esperamos o Jorge chegar, para começarmos a comer, a Heloisa olha;

- Que foi? Estão esperando o que?

- Jorge. – Respondo, naturalmente.

- Henrique é acostumado com algumas etiquetas. – Beto explica.

- Ai não dá, não consigo, me perdoem minha fome não tem etiqueta!

É Heloisa abrir a boca que começávamos a rir, ela é impossível.

Depois que almoçamos, Beto deitou em uma das redes na área da casa, eu subi para o quarto onde tinha ar condicionado, e Joel e Heloisa fizeram o mesmo.

~BETO

Com menos de trinta minutos para o pôr do sol, eu estava arrumando o barco com o Jorge para poder sair;

- Beto não era o óleo não, acredita que seu irmão na última vez, deixou a válvula do combustível desligada! Isso era o aviso no painel. – Ele sai do alçapão.

- Não brinca comigo?

- Estou dizendo. Ela está pronta.

- Ótimo, pensei que não iria conseguir. Vou chamar ele, sobe a ancora para a gente e pode dar partida. – Falo pulando para fora e correndo no píer de madeira.

Todos dormimos após o almoço, e com todos dormindo, eu vou ao nosso quarto e chamo ele;

- Hey, vamos? O barco está pronto. – Falo acordando ele.

- Hum, deixa eu só lavar o rosto. – Ele fala bocejando.

- Vai lá.

Ansioso aguardo ele na porta do quarto. Segui abraçado com o Henrique passando pela piscina e entrando no barco;

- Cadê os outros? – Ele olha para trás.

- Hoje à tarde é nossa, quero te mostrar algo. – Ajudo ele a entrar. – Podemos ir Jorge. – Passo por ele que estava com o motor ligado.

- Se segurem aí na frente. – Ele fala acelerando.

Sentamos na proa e ele ficou a maior parte do caminho calado, olhando ao redor. Estava sem camisa, com os cabelos ao vento;

- Caramba é muito rápido né? – Ele comenta.

- Sim. – Abraço ele.

Jorge desenhava entre as ilhas, em busca do nosso destino, eu estava de bermuda, camisa de botão aberta, e um chapéu que peguei da Elizabete.

Ao dar a volta pela esquerda em uma das últimas ilhas, tínhamos o espaço de alguns quilômetros, a nossa frente só o mar, e o sol, baixo iluminando a agua. Jorge diminuiu a velocidade e deixou que seguíssemos mais vagarosamente, agora só restava eu ter coragem;

- Eu tive a ideia de lhe trazer aqui, pois sei que gostaria dessa vista.

- Eu amei.... Amei muito, é perfeita, obrigado. – Ele segura meu rosto, me beijando.

- Essa vista fica mais perfeita com você, acredite. – Falo sentado ao seu lado. – Henrique ficar repetindo que você é lindo, que eu gosto de você possa parecer chato para uns. Mas acho que quando se sente algo, você tem que pular de cabeça, viver e aproveitar esse momento... E eu quero aproveitar muito, muito mais com você.

Ele ainda calado, beija minha boca, um beijo demorado e molhado. Eu fico apoiado nos joelhos do seu lado, eu meio que deitado me olhando. Tiro do bolço de trás um par de alianças, abro a mão mostrando os anéis;

- Henrique, aceita namorar comigo?

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