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Caprichos do Acaso - Capitulo 4

#HENRIQUE


- Como sabe do Paulo, Beto? – Fico muito confuso.

- Porque não me disse que namorava Henrique? Me responde...

- Eu não namoro, de onde tirou isso? – Solto minhas mãos.

Ele estava falando em um tom diferente comigo, fiquei meio incomodado;

- Vi fotos de vocês juntos, e Henrique, aquilo para mim é namoro.

Respirei fundo;

- Beto, não namoro ninguém, Paulo é meu ex, tipo, deve fazer um ano que terminamos.... Não sei como conseguiu ver essas fotos, mas são antigas. – Beto senta na grande poltrona, ficando meio que pensativo, mas assim como ele fez, eu “retruquei”. – Por isso não apareceu aquele dia no restaurante?

- Sim. – Ele muda seu tom de voz.

- Poderia ter ligado, uma mensagem, eu fiquei plantado naquele lugar.

- Eu fiquei louco, sei lá, muito bravo, achei melhor sumir. Desculpa Henrique. Me perdoa. – Ele se levanta novamente.

- Tudo bem. – Digo frustrado com sua atitude.

Ele de pé na minha frente, eu apoio minhas costas no parapeito, ficando de frente a Beto, que estava meio abalado;

- Queria sumir, não queria falar com você, nem ver você..., Mas Henrique eu não consigo. – Ele olha nos meus olhos. – Penso em você todo santo dia, o dia inteiro, parece que vou ficar louco... – Beto solta um assopro de ar por falar rápido demais.

- Eu sinto o mesmo. – Aperto sua mão direita.

Ele puxa um sorriso com a bochecha, mas sem mostrar os dentes;

- É cedo eu sei, não te conheço direito, posso estar errado, mas preciso dizer... – Ele segura minhas mãos, olhando em meus olhos, se aproximando. – Henrique eu estou apaixonado por você.

Eu não sentia o chão embaixo dos meus pés. Fiquei em choque por segundos. Foram segundos para mim e uma eternidade para Beto que aguardava alguma ação minha.

Sem conseguir falar eu pulo em seu pescoço, o apertando, com muita, muita força.

Sentindo o cheiro do seu perfume Kaiak, eu falo perto do seu ouvido;

- Eu também, muito.... Nunca senti isso por ninguém.

Afastamos os rostos, e ele com aquela boca, aquele sorriso desenhado, com dentes perfeitos, nos beijamos.

Nunca, nunca irei esquecer aquele beijo, aquele abraço daquela noite, me marcou. Estávamos tomados por alegria, aquele frio na barriga de um amor entre jovens.

- Entra... – Puxo ele pela mão para dentro do quarto... – Mas, Beto não me disse, como chegou aqui em cima? – Sento frente a ele na cama.

- Homem aranha me ajudou. – Ele sorri.

Eu fecho a cara, e pergunto;

- Homem? – Ele fica sério, até entender a piada.

Ele me puxa caindo na cama e fazendo cócegas, eu me contorcendo todo.

O que me chamava a atenção em Beto, que se destacava de todos demais, era sua companhia, nós ficávamos conversando, e brincando, beijando, por horas, e horas, sem cansar. Abraçados, só.

E durante uma conversa nessa noite, que ele ficou comigo, ouvi o seguinte;

- Não gosto do seu amigo.

- É ele também, não vai muito com a sua cara.

- Você não se importa? – Ele olha de lado.

- No começo sim, mas agora não, muito. Joel precisa de um namorado.

- Tenho pena do felizardo.

Não me lembro quando, e nem, como, mas peguei no sono no colo do Beto aquela noite.

Acordei com um bater na porta do quarto, mas não foi somente a mim, Beto abre os olhos também.

Outra vez, uma mão seca e forte, e então a voz;

- Henrique? Está ai? Amigo! – Era o Joel.

- Devo me esconder? – Beto fala?

- Não, tudo bem. – Passo a mão no cabelo, me levantando.

Eu levanto, passando a mão na roupa, e abro a porta;

- Oi.

- Porque demorou? Esperando faz horas, iriamos correr hoje esqueceu?

- Estava dormindo Joel. – Mudo meu tom de voz.

Como eu estava falando com ele, frente a porta, logo Joel pergunta;

- Não vai me deixar entrar? – Ele chega a colocar a mão na porta.

- É que... – Solto a porta, com a força de sua mão. Joel mesmo revela o que ele não queria ver.

Gente, ele é branco, mas ficou pálido, seus olhos quase caíram da face parado olhando Beto ali.

- Bom dia. – Beto ironicamente fala deitado na cama.

Sem reação alguma, Joel vira as costas saindo, eu chamo duas vezes ele no corredor, mas finge estar surdo.

Como conheço que mais tarde ele vem me encher a cabeça. Desci com o Beto para tomar café. Ele me esperou tomar um banho e me arrumar para o trabalho, assim me ofereceu carona.

Logo que sai do trabalho várias ligações do Joel junto com mensagens, em casa ele já me aguardava na sacada quando cheguei, ele estava sentado com cigarros e uma garrafa de champanhe;

- Champanhe Joel? – Deixo minha mochila de lado da porta.

- Estava lá em baixo eu peguei. – Ele vira um gole.

- Vai acabar morrendo com tanto vício. – Eu puxo uma das poltronas.

- E por falar em vício, o que ele te disse?

- Ele tem nome ok, e se chama Beto, e ele não me disse nada só me pediu desculpas.

- Para de ser idiota Henrique, ele só quer aproveitar de sua ingenuidade.

- Para de falar besteira.

- Vocês transaram? Você deu para ele?

- Que tipo de pergunta é essa Joel?

- Ele não gosta de você!

- E por que está dizendo isso, sabe de algo que não sei, eu me cansei dessas acusações amigo, não dá!

- Só quero abrir seus olhos.

- Sabe as vezes acho que você está apaixonado por mim Joel. – Falo gesticulando com as mãos.

- Você deve estar maluco para falar isso Henrique.

- Ou quer a mim ou o Beto, porque não entendo esse desespero todo.

- Vou ficar na minha. Depois não diga que não avisei. – Ele ascende outro cigarro.

E bebeu mais um gole de champanhe, fui tomar um banho e ele já havia saído, Joel estava estranho e ríspido comigo, eu sabia que era ciúmes, conheço ele.

As 20:00 liguei e chamei ele para andar na praia, conversamos sobre o serviço amigos de tudo, mas não tocamos no assunto do Beto, ele meio que me deu uma folga.

Passando próximo a um dos quiosques ele fala;

- Ai chega!

- Que foi? – Até me assusto.

- Não nasci para andar.

Ele chamou um táxi que passava na rua;

- Seu sedentário.

O táxi parou e vem alguém e me assusta, pegou na minha cintura e gritou,

- Haaaaa'. - Eu estava com as sandálias sujas de areia na mão, joguei elas do outro lado do carro. – BETO. – Grito com ele.

- Que isso, que violência, é de família esse reflexo? - Ele diz rindo.

- Agora vai pegar minhas chinelas. – Aponto para a avenida.

- E aí onde estão indo? – Ele volta.

- Embora. - Disse seco Joel.

- Pensei em jantar com você hoje, o que acha? – Ele me devolve, ficando do meu lado, frente ao carro.

- Isso é um convite Beto?

- Sim. – Ele confirma com a cabeça.

- Não foi nada cavalheiro, chegar gritando. – Eu falo brincando com ele.

- E Assim. - Ele se ajoelhou.

- Está louco, levanta Beto, pelo amor Deus. – Seguro suas mãos.

Ele começou a falar alto, pois algumas pessoas pararam para ver a cena;

- Henrique Porto gostaria, de por favor jantar comigo hoje à noite? – Ele fala pausadamente.

As pessoas olhando;

- Sim, mas levanta logo, que vergonha. – Levo a mão na cara. Viro olhando meu amigo. - Joel se importa?

- Não já estou me acostumando.

- Não tenho roupa, vou embora você passa lá em casa? – Falo mostrando as sandálias.

- Vem meu carro está do outro lado da rua, toma banho lá em casa, tem umas roupas de surf, você vai ficar bem nelas. – Ele fala rindo.

- Haha’ idiota.

- Vem comigo. – Ele me puxa pela mão.


- Tchau amigo. 

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