• @rgpatrickoficial

Caprichos do Acaso - Capitulo 2

~Henrique

Joel meu melhor amigo e vizinho estava na minha casa, depois de tomar um banho ele estava na minha cama eu sai e fui vestir uma roupa;

- Joel aqui dentro não. – Ele acende um cigarro.

- Que foi dessa vez?

- Meus país podem sentir, se quiser vai fumar na sacada.

- Tá ficando mais chato a cada dia.

Ele sentou perto da janela fumando.

- Joel conheci um cara.

- Quem? Como assim?

- Um tal de Beto, mora aqui no Rio.

- É o das mensagens? E como conheceu ele?

- Por acaso.

- Que família ele pertence? – Ele se encosta na sacada.

- Não sei.

- Tá falando de um pobre? É bom de cama?

- Não trasamos ainda, mas ele tem uma beleza similar que me chamou a atenção.

- Já deu para ele?

- Ah Henrique conta outra, pobre e feio não dá. Vou em casa me preparar para mais tarde.

- O que tem mais tarde?

- Festa dos Angeloni, o filho do governador vai estar lá.

- Ah era só o que me faltava.

Sempre fui dessa classe, diferente de todos, Joel meu amigo era filho de médicos e adorava estar nesse meio, era metido e exibido, pouco diferente de mim, mas eu confiava nele, a festa que iríamos era de uma família conceituada da cidade, resumindo íamos puxar saco, meus país eram empresários do ramo de imóveis.

À noite cheguei com minha mãe, como meu pai não pode ir eu tinha que fazer as honras e ficar sempre com ela, após o coquetel ela me deixou mais à vontade eu fiquei com Joel é uma amiga metida dele quando vejo o filho do governador se aproximar, eu já estava com uma cara péssima.

- Vou sair daqui. - Falei me virando.

- Henrique espera fica aqui.

- Olá boa noite.

Paulo se aproximou e comprimento todos, eu não disse nada só gesto com a cabeça, em meio tantas conversas soltas e fúteis;

- Licença, eu vou nessa.

Falei saindo.

- Eu te acompanho.

Paulo veio atrás de mim, fui para o lado de fora estava com uma taça de champanhe ele pegou colocou em um apoio na sacada,

- Saudades de você.

Ele se aproximou para me beijar.

- Hum...

Mas virei o rosto.

- O que foi?

- Nada.

- Quer ir para um lugar mais reservado.

- Não, Paulo realmente tenho que ir.

Sai e deixei ele na sacada, minha mãe Também queria ir aproveitei e sai antes que Joel percebesse, ao chegar em casa ele me liga;

- Henrique porque foi embora?

- Minha mãe que quis.

- Hum pensei que estava com Paulo.

- Não.

Ele me questionou mais algumas coisas e logo desliguei, subi e troquei de roupa deitei na cama abri o WhatsApp de Beto e queria mandar algo, mas, me pegava negando em pensar o que ele acharia fiquei ali me torturando por um tempo até que meu celular chama, eu tremi na hora era ele, esperei um pouco e atendi:

- Oi. – Falo com um sorriso no rosto.

- Olá, desculpe a hora estava dormindo?

- Não, acabei de chegar de uma festa.

- Derrubou alguém lá?

- Não, e nem bebida.

- Isso é um bom começo, mas estou na frente do seu condomínio, quero te ver.

- O que? – Eu sento na cama.

- Vem logo.

~Beto

Estava em frente do condomínio de Henrique, ao lado de fora do carro, esperando-o, quando entrou um carro o rapaz abriu o vidro e me deu uma bela de uma encarada olhou de cima a baixo, eu fiz que não tinha interesse.

- Alberto Tavares. – Ele aparece na calçada.

Ele se aproximou, com um moletom todo fofo;

- Henrique Porto, trouxe camisinhas?

- Como é? – Ele muda totalmente a feição.

- No mínimo 5, dá para mim e você?

- Está falando sério? – Ele sorri ironicamente.

- Não, só te enchendo.

- Vamos onde?

- Pro Mato. – Falo rindo.

Abri a porta do carro para ele que entrou rindo e meio sem graça, levei Henrique para o Mirante do Arvrão, quando chegamos ele nem havia descido do carro e disse;

- Nasci aqui e não conheço esse lugar.

- Pam, Pam, Pam, Paaaaam. – Abro os braços.

- Idiota.

Sentamos com aquela vista e conversamos. Ele estava olhando para o nada, naquele momento que existe o silencio entre a gente, e pergunta;

- O que está pensando?

- Se ainda vai demorar muito para beijar.

Eu ri e me aproximei de seus lábios, ainda sorrindo o beijei lentamente e romântico, mas com um de meus truques, fui romântico e delicado com o beijo, mas com uma pegada forte com as mãos, ele sorriu depois do beijo.

E ficamos ali mais algum tempo, de mãos dadas, beijando, rindo, rindo muito.

Depois levei ele para casa e fui embora, nossa aquela noite foi maravilhosa, acordo cedo no dia seguinte e fui correr na orla, estava tão feliz que tudo para mim estava lindo naquele dia, eu estava apaixonado pelo Henrique.

Depois da corridinha de mais cedo tomei um café e fui para a academia do condomínio, estava finalizando os exercícios quando meu celular chama, era Heloisa;

- Sua vagabunda eu te mato, olha isso, ai meu Deus.

Ela gritava como louca ao telefone.

- Helo, Heloisa, ou eu estou aqui. - Disse eu bem alto para ela.

- Aí Beto, preciso de você, e da Polícia, traz o BOPE.

Ela só gritava e demorou pouco para me falar onde estava, eu fui até o salão que ela havia falado, galera quando cheguei lá eu não me aguente, rachei de rir ela estava com as pontas do cabelo verde, tipo muito verde estava muito bonito, mas mulheres vocês sabem como são.

- Olha isso Beto

- Heloisa como você conseguiu?

- Essa incompetente.

Apontava ela para uma novata ao fundo, a dona do salão ficava tentando acalmar ela, mas nada adiantava, eu a coloquei no carro e voltei.

- Quanto é?

- Não moço, pelo amor de Deus, a menina errou eu vou resolver com ela, não vou te cobrar por isso, acalma ela tudo bem.

- Obrigado.

Entrei no carro e ela estava no espelho se olhando,

- Aí ninguém pode me ver assim.

Era o que ela falava até a casa dela, quando descemos ela foi correndo e para sua “sorte” esbarrou em um rapaz, eu não o conhecia, mas ela ficou vermelha quando viu ele.

- Desculpe, cabelo bonito.

Ele disse para ela que se derreteu toda.

- Obrigada.

Ele saiu e entramos no elevador.

- Aí vou ficar com o cabelo verde.

- Por causa dele?

- Você viu como ele falou.

- Já peguei, é uma moça na cama.

- Anão Alberto está me zoando?

- To sim, não tive a sorte.

- Esse é meu nem vem, vou dar um chá de coxa nesse gato.

Resumo, Heloisa ficou com aquele cabelo verde, fomos à praia e sentamos junto às pedras, estávamos falando de Henrique, eu falando no caso e ela ouvindo;

- Você mal saiu com o garoto e gosta dele assim?

- Ele é diferente dos outros.

- Tem uma vagina no meio das pernas?

- Não, Heloisa não tem uma vagina no meio das pernas, isso seria um desperdício para um cara como aquele.

- Olha já vi você falar isso com vários garotos, é diferente, é bonito, é isso é aquilo, mas no final quem se dá mal é só você, quero que você seja feliz, mas cuidado com esse Henrique tudo bem?

- Está bem vou me cuidar.

- Promete?

- Prometo....

#Henrique

Não me esquecia daquele beijo, daquele toque, de tudo daquela noite com Beto, eu estava gostando dele só não admitia esse meu sentimento, e Joel não estava gostando nada da ideia de eu estar apaixonado.

Estávamos eu, Joel e um amigo hétero nosso na piscina aqui em casa;

- Mateus está sabendo?

Gritou Joel.

- Henrique está apaixonado.

- Não estou não, isso é coisa de sua cabeça.

- Hum e quem é o sortudo? – Matheus pergunta.

- Um pé rapado chamado Beto. Parece nome de pedreiro.

- Já chega Joel. – Falo bravo com ele.

- Fica esperto em rapaz, ninguém é o que parece ser hoje em dia. – Matheus comenta.

- Não se preocupem, sou maior de idade sei me cuidar sozinho. – Eu me levanto afastando deles.

- Ei, mas e o Paulo?

- Aí eu mereço. – Digo virando os olhos.

- Paulo caidinho por ele, mas Henrique só o despreza.

- Cara ele é milionário, tem status, e muita influência na sua família, é um ótimo partido.

- Pois é, pena que ele não tem conteúdo.

Mais tarde o Mateus foi embora, fui com Joel levar os copos até a cozinha e chegava governanta;

- Senhor seu celular chamando!

- Quem? – Olho.

- Um tal de Beto.

- Aff! Falou Joel.

- Oi! - Falei com uma voz tímida.

- Oi! - Ouvir ele me deixava suando.

- Tudo bem?

- Tudo sim, o que vai fazer hoje à noite?

- Ah nada.

- Vamos ao "Mocellin"?

- Claro, que horas?

- Às 20:00, combinado?

- Tudo bem, nos vemos lá.

- Até.

Desliguei o celular sem ao menos tocar no chão.

- Vai sair é? - Perguntou Joel.

- Sim.

- E vão onde?

- No Mocellin.

- Ai que brega Henrique, tem mais coisa de pobre que Churrascaria?

- Aí dá um tempo Joel.

- Vai sair que horas?

- 20:00, vou subir e me arrumar.

- Vou embora, até mais.

- Tchau.

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