• @richardsongaarcia

Caprichos do Acaso - Capitulo 10

#Henrique


- Você vem até a minha casa para me xingar? (Henrique).

- Sem rodeo tudo bem garoto, vim aqui porque não suportava ver ele daquele jeito, e agora que está bem vim te avisar e te deixar ciente. (Heloísa).

- Não se preocupe, eu gosto de Beto, mas não vou mais interferir em sua vida. (Henrique).

- Espero que cumpra com pelo menos essa palavra! (Heloísa).

- Se foi ele quem pediu para você vir aqui, pode dizer que não irei me aproximar. (Henrique).

- Me deixa muito feliz com essa resposta. (Heloísa).

Heloísa saiu pela porta batendo, eu passei a mão em uns CDs e livros da mesa jogando no chão e gritando de raiva, nossa como podia eu não tiro ele da cabeça para me ajudar vem a amiguinha e me fala umas coisas destas, fiquei puto, mas não revidei com palavras, provavelmente ela estava acobertando ela por causa de fui para meu quarto mas logo vem até mim a empregada;

- Henrique, telefone para senhor. (Empregada).

- Alô. (Henrique).

- Henrique Porto? ( Marcos).

- Sim, quem fala? (Henrique).

- Marcos, sou da agência de modelos... (Marcos).

Recebi uma proposta de trabalho no brasil, o primeiro desde que cheguei, mesmo trabalhando com meu pai, ele me liberou para fazer as fotos, e no dia em questão fomos fazer as fotos, com uma equipe top das tops, eu gostei muito do ensaio, o garoto que estava comigo era francês e me escolheram, como fazemos as fotos em uma casa de praia apareceu alguns paparazzi por causa do local aberto, mas nada demais, ficaram muito show e profissionais.

Dias depois tarde de terça-feira eu decidi fazer uma caminhada, e sai de casa de short vermelho e camisa na mão.


#Beto


Acordei cedo e Rafael ainda dormia ele iria embora na terça-feira faltava um dia decidi levar ele no Café a Heloísa, escovei os dentes, e toda a alegria que estava em meu coração se tornou trevas como uma reviravolta que me assustei eu mudei de humor rapidamente, paracompletar veio Henrique na mente, cada lembrança uma “facada” em mim, sentei no chão do banheiro, e me concentrei para limpar a mente, abri totalmente e me recuperei um pouco, possivelmente uma queda de pressão, levantei passei a água no rosto e estava disposto a sair com Rafael.

- Ei acorda preguiçoso vai acabar dormindo todo o tempo que ficar no Rio. (Beto).

- Na senzala ele não deixam a gente dormir. (Rafa).

- Haha, vamos quero te levar no Café da Helo. (Beto).

- Comida poderia ter falado antes. (Rafa).

Acabamos tomando banho juntos, e eu me esforçando para não me apegar a ele, pegamos o carro e fomos para o café ela se sentou com a gente, e percebi que Heloísa estava diferente, ou foi homem ou ela fez algo escondido, decidi conversar depois com ela;

- Vão para onde agora? (Heloísa).

- Praia? (Rafa).

- Vou te levar para almoçar em um lugar que conheço na orla, você vai curtir. (Beto).

- Estou me acostumando muito mal aqui viu. (Rafa).

- A vida do Beto é essa Rafael, comer bem, andar bem vestido, ele tem tudo que precisa só não enxerga. (Heloísa).

- Ele tem tudo o que qualquer um pode sonhar. (Rafa).

- Vocês dois, eu estou aqui. (Beto).

Saímos e fomos para o shopping, ficamos lá até ás 13 horas saímos para almoçar, levei Rafael para um lugar que eu conhecia, muito aconchegante que eu gostava, quando chegamos ele ficou louco porque era a beira mar, eu estava gostando dele mesmo percebendo, me segurava ao máximo, mas estava complicado.

- Posso te falar uma coisa? (Rafa).

- Diz. (Beto).

- Heloísa está certa! Você só não é feliz porque não quer, olha você a duas horas atrás, quando estávamos no shopping em que estava pensando? (Rafa).

- Em você. (Beto).

- Ta não é isso, quero dizer que se você não se libertar, caia de cabeça Beto porque senão você continuará nesta vida, não fica com ninguém, por causa de um amor mal resolvido. (Rafa).

Me levantei e encostei na proteção olhando para o mar.

- Eu tendo esquecer mais de vocês ficam tocando no assunto a todo momento, quer que eu fique como? (Beto).

- Desculpe, logo vou embora, me diz, vai se cuidar? (Rafa).

- Poderia ficar, eu pediria você em casamento sabia. (Beto).

- Você sempre será meu amigo, se um dia eu voltar vou te procurar em se prepare. (Rafa).

- Vou estar esperando. (Beto).

- Se nós ficássemos juntos seria fácil demais, lembre-se do que os escritos você fala, “Se fosse Fácil não tinha graça”, esteja preparado sempre para o pior atrás do melhor. (Rafa).

- Eu estarei. (Beto).

Fomos para casa e no caminho rindo todo alegre com Rafael ele ligou o som e estava passando uma música muito top,

- Deixa, deixa, deixa.... Adoro essa música. (Beto).

- Não começa a.... (Rafa).

Comecei a cantar e ele rindo, foi uma tarde tranquila.

Na segunda feira levei Rafael até os estúdios eu tinha umas fotos marcadas, ele ficou todo bobo com o local, cheio de câmeras e luzes, eu sai do camarim de cueca e ele se assustou;

- Vai tirar assim? (Rafa).

- Não eu fico pelado lá. (Beto).

- Não posso assistir. (Rafa).

- Pode sim, fica tranquilo. (Beto).

- É que vou ficar excitado. (Rafa).

Rachei de rir dele, e realmente saiu quando o fotografo mandou eu descer lentamente para ir captando Rafael se levantou e saiu do estúdio, eu me segurei ao máximo para não ir e acabar com a seção;

Bem na terça-feira de manhã estávamos em casa eu fazendo almoço e ele ligou a tv da cozinha bem na pior hora, passando Henrique em uma reportagem enquanto a repórter falava as imagens corriam,

- Filhinho do papai está rebelde, o Modelo e empresário Henrique Porto fizeram uma seção de fotos para uma grife importada, que não abriu mão do top model, com uma bagatela milionária a grife conseguiu tirar os empresários de trás das mesas e traze-lo para o mundo da moda, o assessor de Henrique disse que ele não se afastou de trás das câmeras só deu um tempo. (Repórter).

Eu fiquei olhando aquela reportagem quando Rafael mudou de canal e puxou assunto, depois do almoço Rafael estava com suas coisas arrumadas, colocamos no carro e eu levaria ele para o Porto, bem passando por Copacabana em uma rua mais tranquila parei no semáforo e começa uma música no rádio e Rafael aumenta no último volume, era “Thiking Out Loud – Ed Sheeran”. Musica perfeita eu estava com o carro parado e Rafael olha para atrás de mim e fica branco, mais branco que é, olhei para trás e vejo Henrique de short vermelho, com a camisa na mão de chinelos segurando os óculos, perfeito.

Abri a porta do carro desci me apoiando, o semáforo abriu e eu ouvia somente buzinas ao fundo, e para piorar a situação a música alta, fazendo eu sentir coisas que não queria sentir.


#Beto


Enquanto Henrique ficou me olhando eu olhava para ele, mas não durou muito, ele colocou os óculos e se virou saindo, seu olhar se fechou e sinto uma mão a minha era Rafael;

- Beto olha o tanto de gente, temos que sair daqui você está bem? (Rafa).

- Está. (Beto).

Rafael tirou o carro e eu fiquei sentado no paralelepípedo olhando para onde Henrique havia ido,

- Pensei que seria mais forte. (Beto).

- O que está se sentindo? (Rafa).

- Minha pressão caiu. (Beto).

Rafael me levou até o outro lado da rua e peguei um saque de sal e coloquei debaixo da língua,

- Está melhor? (Rafa).

- Sim, Desculpe não foi por ele, tive a péssima sorte da pressão baixar logo agora. (Beto).

- Tudo bem, vamos eu dirijo. (Rafa).

Chegamos no porto e Heloísa vem na calçada correndo;

- Como ele está? Beto tudo bem? Quer que eu chame o SAMU? (Heloísa).

- Foi você? (Beto).

- Sim, eu não iria deixar você ir embora sozinho. (Rafa).

- Heloísa estou bem foi só uma queda de pressão. (Beto).

- Rafael? (Heloísa).

- Sim Heloísa ele teve uma queda súbita de pressão. (Rafa).

Levamos Rafael até o embarque ele se despediu de Heloísa e cochichou algo no ouvido dela, eu disfarcei e abracei fortemente Rafael.

- Sempre vou estar aqui, casado, solteiro, morto ou vivo, quando precisar de mim, sabe onde me encontrar. (Beto).

- Obrigado, espero vê-lo novamente, foi um maravilhoso para mim ficar acompanhado de vocês, e te desejo do fundo do coração que seja feliz Beto, muito feliz, te adoro. (Rafa).

- Porra assim me faz chorar. (Beto).

Falei limpando os olhos, o navio deu os avisos para partir, Rafael embarcou e eu não o veria mais, com um adeus fiquei olhando o navio zarpar em meio a multidão abanávamos as mãos para as pessoas que estavam saindo.

- Amei ele Beto, queria que você fosse assim. (Heloísa).

- Assim como? (Beto).

- Calmo e inteligente. (Heloísa).

- Vou te jogar no mar sabia. (Beto).

- Vai para onde agora? (Heloísa).

- Beber algo que tenha álcool. (Beto).

- Por causa de Henrique? (Heloísa).

- Que porra chega de falar nesse cara, gente é a única coisa que pensa? (Beto).

- Não fica bravo, comigo. (Heloísa).

- Como quer que eu esqueça se você não para de repetir o nome dele. (Beto).

- Beto você só vai esquecer ele quando arrumar outro. Porque se não tu vai ficar lembrando de esquecer Henrique. (Heloísa).

- Olha aí falou de novo. (Beto).

- Vou com você. (Heloísa).

- Para onde? (Beto).

- Procurar uns homens. (Heloísa).

- Eu disse que vou beber, não ir atrás de problema. (Beto).

- Cala a boca e vamos. (Heloísa).

Passei com Heloísa para pegar o seu cachorro e depois fomos para sua casa, eu deixaria ela primeiro e depois iria me arrumar. Paramos no semáforo e havia um garoto fazendo malabarismo e peguei uns trocados no carro e dei para ele quando passou, como de costume;

- Obrigado, que deus ilumine o casal. (Malabarista).

Olhei para Heloísa que começou a rir;

- Nos parecemos um casal? (Heloísa).

- Eu sou homem e você mulher pode até parecer, não acha? (Beto).

- Engraçadinho, vamos, logo. (Heloísa).

Deixei ela em casa e fui me arrumar, passei em sua casa duas horas depois.

- E aí decidiu para onde vamos? (Heloísa).

- Tem uma festa Heloísa da Fusion em uma boate na Barra, o que acha? (Beto).

- Adoro ver gatinhos, vamos que hoje eu quero me esbaldar. (Heloísa).

Quando passamos na porta do evento havia muita gente iria demorar muito para entrarmos, liguei para um amigo promotor de eventos, ele estava envolvido então nos passou um nome para procurar na portaria, o cara chamado Lucas, quando perguntamos ao segurança ele apontou um cara malhado e um sorriso meio que saliente;

- Boa Noite! (Beto).

- Boa Noite, você é Beto? (Lucas).

- Sim. (Beto).

- E você Heloísa, prazer, Lucas. (Lucas).

- Prazer cara. (Beto).

- Bem coloquem essas pulseiras que dão acesso a todo o evento e bebidas por conta, me seguem por favor. (Lucas).

- Não, desculpe você entendeu errado, só queríamos escapar da fila saka. (Beto).

- Tudo bem, é cortesia da casa. (Lucas).

Olhei desconfiado para Heloísa que piscou apontando para o tal Lucas, entramos e ele disse qualquer coisa procurar ele.

- Ele estava olhando para mim! (Heloísa).

- Eu percebi Helo, graças a sua racha ganhamos a entrada, mais tarde ele vem cobrar viu. (Beto).

- Aí vou adorar pagar para aquele Deus. (Heloísa).

- Que nojo. (Beto).

- Ah você é o gay aqui. (Heloísa).

Já fomos direto para o bar e começou com música nacionais de uma banda ao vivo, os DJs entrariam mais tarde, e nos bebendo e bebendo e bebendo, pensa em nossa situação poucas horas depois, estávamos assim;

Com a entrada dos DJs fomos para os camarotes, foi aí que Heloísa pegou um cara loiro sem camisa e ficou no sofá com ele eu cantava bebia e cantava, podem até dizer que o álcool faz mal para a saúde que é isso que é aquilo, mas para quem está com dor de cotovelo não vejo nada melhor,

Eu já estava ruim dançando quando senti uma encochada, era o tal Lucas.

- Olha essa sua animação dá para ver lá de baixo, daqui a pouco vou ter que colocar você no palco. (Lucas).

- Culpa desse copo, eu nego qualquer acusação (risos). (Beto).

- Onde está sua amiga? (Lucas).

- Poxa chegou tarde, olha lá no fundo no sofá. (Beto).

- Tarde porquê? (Lucas).

- Não está afim dela? (Beto).

- Haha’ não estou afim de sua boca. (Lucas).

- Ela está aqui, fique à vontade. (Beto).

Lucas me beijou fortemente, um beijo gostoso e uma arroxada que senti seu cassete em minhas pernas, ficamos ali se pegando no meio de todos em mio ao escuro e luzes, Heloísa vem gritando;

- Não vale Beto, você pegou o meu porteiro. (Heloísa).

Disse ela bêbada.

- Não é porteiro Helo, é o cara das pulseirinhas, e ele gostou dessa boca aqui. (Beto).

Falei beijando na boca dela, tipo um selinho, ela saiu rindo, pois, o tal carinha chamou ela, o tal Lucas pegou em minha bunda bem forte falando no meu ouvido.

- Vamos sair daqui, e ir para um lugar mais reservado?

Empurrei ele para o canto e falei em seu ouvido.

- Eu curto foder um cuzinho bem gostoso e forte, se quiser vamos sim, só isso, caso contrário ficamos só nos beijos mesmo. (Beto).

- Pô cara, então vamos ficar aqui, porque já senti que você é dotado.

Na manhã seguinte...

- Heloísa? Heloísa? Acorda, eca o cachorro está aqui, Heloísa. (Beto).

- Que foi Beto? (Heloísa).

- Onde estamos? (Beto).

Me levantei meio perdido fui a outro quarto e o Lucas estava deitado na cama, eu fui direto com a mão em minha bunda e respirei, ufa’, não havia acontecido nada, a cabeça doía tanto que era ruim para pisar no chão, cheguei na cozinha e percebo que estávamos na casa da Heloísa, peguei um copo de água e a campainha chama, nossa fui até rápido por causa do barulho, abri a porta de cueca mesmo do jeito que estava, quando abri vejo Henrique, meu olhar fixou em seus olhos azuis só neles, ele não disse nada só olhou fixo para mim,

- É o porteiro? Acho que deixei o carro em frente ao prédio. (Lucas).

Disse Lucas vindo de short e cabelo bagunçado até a porta. Henrique desviou o olhar par ele e se virou de costas.


#Beto


Ele se virou saindo, eu peguei em seu barco forte;

- Henrique. (Beto).

- Me solta! (Henrique).

Ele se livrou de mim e desceu as escadas para não precisar esperar o elevador, eu respirei e desci correndo atrás dele, mas não o alcancei. Não entendi o porquê ele veio, chamei Heloísa e ela também não soube responder, porém me contou sobre sua visita a ele.

- Somos amigos, e você faz coisas pelas minhas costas, Heloísa é minha vida minha, você não tem o direito de interferir. (Beto).

- Eu não suportava ver você sofrer e fui bater a real para Henrique. (Heloísa).

- Porque não me disse? (Beto).

- Eu só queria ajudar Beto, foi mal. (Heloísa).

- Vou para casa! (Beto).

- Beto espera! (Heloísa).

- Me deixa Heloísa, por favor, preciso ficar sozinho! (Beto).

Falei em baixo tom com ela, eu realmente estava cansado, mente cheia, meu psicológico não funcionava direito, acho que estava enlouquecendo.

Cheguei no meu apartamento e juro para vocês quando vi a janela aberta, foi como se houvesse alguém no meu apartamento, falando sem para “Pula, pula, pula”. Cheguei até a janela senti a brisa do mar, e aquele vento forte,

Fechei as cortinas e fui tomar um banho, tranquei a porta tirei o telefone do gancho e tirei a bateria do meu celular, desliguei as luzes e deitei, foi minha fora de desligar do mundo, ao menos algumas horas.


#Henrique


Fui à casa de Heloísa para me desculpar e dizer que iria procurar Beto para conversar com ele para ao menos dar uma pequena explicação, pois eu sofria somente de pensar que ele estava sofrendo, eu também tenho sentimentos, e também sinto saudades. Sinceramente? Gostaria de beijar ele ou só sentir seu corpo no meu através de um abraço, mas quando vi ele aquele cara não acredite, poxa dói ver a pessoa que você gosta com outra, e muito mesmo que não tenha nada nenhum vínculo a gente sente de qualquer forma, isso dói.

Cheguei em casa furioso,

- Henrique preciso que... (Mãe de Henrique).

- Mãe por favor agora não. (Henrique).

- Que isso! Henrique Porto venha aqui! O que foi em? (Mãe de Henrique).

Abracei ela em prantos;

- Eu fui atrás dele? (Henrique).

- E? (Mãe de Henrique).

- Ele estava com outro! (Henrique).

- Mas falou com ele? (Mãe de Henrique).

- Não. (Henrique).

- Eles estavam se beijando? (Mãe de Henrique).

- Não. (Henrique).

- E como sabe que estão juntos? Não entendo Henrique você viu ele e fez o que saiu correndo? (Mãe de Henrique).

- Foi. (Henrique).

- Olha meu filho se você viu ele com outra pessoa como está dizendo que estão juntos? Se não conversaram? (Mãe de Henrique).

- Acha que devo conversar com ele? (Henrique).

- É o certo Henrique, você tem que conversar e esclarecer tudo entre vocês, para nem você e nem ele sofrerem. (Mãe de Henrique).

Conversei muito com minha mãe e durante o banho decidi ir na casa de Beto e não me importava se ele estava com alguém ou não, iria conversar com ele e pronto, tomei um banho me vesti, e mesmo conhecendo Beto, eu estava nervoso e tenso pelo tempo que não conversava com ele, cheguei ao prédio me identifiquei na portaria e foi autorizado a entrada sem precisar ser anunciado, olha subir naquele elevador até o 14° andar, não foi fácil a cada andar eu tremia todo, suor? Escorria pelo meu corpo, quando a porta abriu eu sai e as luzes do corredor acenderam, eu estava de frente com a porta de Beto, era só tocar a campainha.

Uma tortura, foi o que passei naquele momento, eu e aquela porta, era como se ela gritasse, sabe quando você quer ligar para alguém e fica com medo do que ela irá pensar, pois e eu estava desse jeito.

Respirei fundo e toquei a campainha demorou um pouco e ouvi um virar do molho de chaves a porta se abriu, a luz da sala estava acesa e Beto com o cabelo bagunçado, de short e cara amassada provavelmente estava dormindo.

Sem alguma palavra se quer ele se afastou e estendeu a mão para que eu entrasse, eu dei alguns passos fiquei de frente para ele que fechou e passou a chave na porta,

- É ... (Henrique).

Abri minha boca e Beto me beijou, olha todos nossos beijos eram quentes e molhados mas esse foi fora do normal, minhas pernas tremiam como vara verde, uma pegada forte em seu corpo quente, nossos beijos pareciam lava de vulcão, mãos e pegadas em todo o corpo caímos no sofá Beto por cima de mim, caralho que saudade daquele corpo daquela pegada, não havia o que dizer, não havia atitude, eu não conseguia para e nem falar com ele, abraçando e beijando e mãos dançando em nossos corpos, roupas subindo e caindo no caminho até sua cama que estava bagunçada.

Com Beto em cima de mim olhei fixamente para seu olhar e havia lagrimas saindo,

- Beto!? (Henrique).

- Por favor, xiu. (Beto).

Diz ele pedindo para mim ficar em silencio, com a mão na minha boca e voltando a beijar lentamente, olha se existiu entre mim e ele momentos românticos esse foi o mais forte, eu tinha certeza que amava Beto.


#Henrique


Pouco assustado pela atitude dele, mas não poderia deixar aproveitar, deixei o momento me levar.

Deitado por cima de Beto fui beijando seu pescoço, com aquele cheiro forte de perfume importado, passando pelo seu ombro e descendo em sua barriga sendo acompanhado por sua respiração, toda definida ele sorria quando eu iria passando e língua e beijando ela até ir mordendo suas coxas e chegar onde mais esperava, passando a língua desde sua virilha até chegar ao top ode seu cassete, com a glande até em cima já senti o gosto de todo aquele membros enquanto me deliciava Beto gemia se contorcendo, ele se levantou já grudado no meu cabelo forçando contra ele, Beto estava cheio de tesão, eu me punhetava enquanto engasgava com aquele cassete deixando todo molhado.

Beto se baixou me beijando e me conduzindo a ficar de quatro na cama coloquei a cabeça no lençol Beto mordia minhas nádegas, e passava a língua na minha entrada quem eu tremia de tesão, caramba estava quase pedindo ele... Quando Beto foi me penetrando eu como estava a um tempo sem sexo, ele curtiu eu estar apertadinho por gemer e eu gemendo primeiramente de dor, pois Beto tinha 19 cm, o típico brasileiro, inconsciente eu estava quando senti suas bolas na minha bunda realmente só os passivos sabem como é sentir um homem em você, olhar para trás e ver ele naquele movimento alucinantes te olhando submisso, ficar bem relaxado enquanto ele te leva as nuvens com aquelas reboladas e tapas, te deixando bem relax. Não sei se era saudade ou algo do tipo, Beto estava com vontade em mim, me deixando louco, ele me virou de frango assado penetrando mais fundo ainda, me olhando enquanto me fode, cabelo no olho, testa molhada e sua boca na minha, chupando minha língua, seus músculos grudados em mim firmemente, eu gozei em minha barriga me punhetando e foram várias jorradas, Beto fez o mesmo, tirou seu cassete de mim gozando em minha barriga, se punhetava enquanto me beijava.

Respirou e fomos para o banheiro, durante o banho Beto não me soltava, só me beijando e todo carinhoso, deitamos e ficamos lá um olhando para o outro sem dizer nada,

- Quantas horas?

- Acho que 20:00 da noite!

- Vamos comer algo?

Fomos para a cozinha, e preparamos algo para comer, tudo alternando de beijos e abraços e carinhos da parte de Beto, eu estava adorando aquilo, depois que jantamos estávamos o sofá e ele fazendo carinho no meu cabelo disse;

- Espero que não seja um sonho, se for não quero acordar.

- Não, não é um sonho. Você me livrou de ter falado algo quando entrei.

- Desculpe foi automático, não consigo ficar próximo a você Henrique sem te beijar ou abraçar.

- Bem queria te perguntar uma coisa! E aquele garoto que eu vi no seu carro? Eu também vi vocês desembarcando do “Costa Favulosa”.

- Foi um amigo, que conheci durante aquela viagem, nada demais.

- E o cara na casa da Heloísa?

- Ele trabalha em uma boate, fizemos amizade e bebemos muito durante a noite, ele deixou a gente na casa dela, agora não pergunte ao como pois não me lembro de nada.

Durante umas horas conversando colocando a conversa em dia, falando sobre tudo até então, pegamos no sono ali mesmo no sofá com a TV ligada, quando acordei no dia seguinte fui ao banheiro escovar os dentes e chamar Beto;

- Ei o tempo passou, mas sua preguiça continua a mesma, não é mesmo? Beto tenho que ir, trabalho daqui umas horas.

- Poxa fica aqui, liga e pede folga para o seu pai!

- Não posso Beto, tenho reuniões hoje.

- Então vamos tomar no Café da Heloísa?

- Bem eu e ela não estamos muito bem como amigos sabe.

- Por isso que gostaria de ir lá, quero pedir desculpas a ela.


#Beto


Tomei um banho junto a Henrique que vestiu umas roupas minhas, e ficou hilário, nós fomos para o Café da Heloísa e quando chegamos ela estava na cozinha, Henrique escolheu a mesa e eu fui para a cozinha;

- Bom Dia a Todos.

Disse eu cumprimentado, ela me viu com um olhar baixo e fui até o fogão onde ela estava.

- E aí?

- Tudo bem com você?

- Acho que sim e com você?

- Tem uma pessoa aí de fora que quer te ver! Mas espera, queria te pedir desculpas, por ontem, eu estava de cabeça quente.

- Tudo bem fica tranquilo, eu ainda te amo.

Disse ela me abraçando, Heloísa tirou o avental, e saiu, eu pedi para o meu colega preparar um belo café para mim, e fui atrás dela, quando viu Henrique na mesa,

Ela sorriu e me abraçou, toda boba, eu me sentei e Henrique falou com ela;

- Bem Heloísa queria pedir desculpas por aquele dia na minha casa.

- Tudo bem, eu que te devo desculpas entrar daquele jeito e ainda te ofender.

- Você xingou ele?

- Sim de Bicha ainda.

- Haha’ e você não pulou no pescoço dela Henrique.

- Não Beto.

Heloísa se sentou conosco enquanto tomávamos nosso café, porem Henrique teve que sair e fiquei lá mais um pouco.

Depois do café Heloísa não poderia sair porque haveria um evento no local, então eu fui para a praia, fui ali na Barra da Tijuca mesmo, era próximo a minha casa, e a água estava gelada, o sol ainda baixo mesmo assim encarei,

Para mim naquele dia tudo estava bonito tudo estava perfeito, não há nada que estragasse meu dia.


#Henrique


Cheguei em casa beijando meus pais, e minha mãe logo veio com questionários;

- Que felicidade é essa?

- Eu estou feliz porque a vida e bela e eu reatei com Beto.

- Aí meu filho que ótimo.

Ela disse pulando e me abraçando, toda feliz, contei um pouco e subi para me preparar para o trabalho, quando desci meu pai veio da cozinha falando.

- Meu filho, a partir de hoje eu não vou mais na empresa a reunião de hoje será conduzida por você.

- Mas pai, eu não estou pronto, não...

- Henrique para isso aqui está aqui, agora é com você.

Eu já estava tenso por participar da reunião, agora já estava me borrando todo ao chegar na construtora, eu fui a sala de meu pai, peguei a documentação e o texto que se tratava a reunião, e era sobre um investimento a um novo empreendimento, nunca havia participado a tal reunião, pois era somente os engenheiros e arquitetos da empresa.

- Bom Dia a todos, venho informar que a partir da data de hoje, o Senhor meu pai não faz parte do corpo de diretores desta empresa...

- Desculpe, mas não foi informado nada sobre o afastamento dele.

- Bem sim foi comunicado o senhor que não esteve presente no pronunciamento.

- Obrigado vamos dar andamento nesta reunião senhores.


#Henrique


Complicada mas consegui dar fim na reunião com sucesso, depois do almoço Beto estava me ligando desesperadamente, como estava ocupado havia deixado o celular na minha sala quando fui olhar havia várias ligações;

- Me ligou? (Henrique).

- Sim, tudo bem? (Beto).

- Preocupado, pois tem várias ligações do seu telefone. (Henrique).

- Vamos para a praia? (Beto).

- Praia Beto? Não posso estou sozinho na empresa hoje! (Henrique).

- Tudo bem, mas dorme lá em casa? (Beto).

- Sim, desculpe tenho que desligar. (Henrique).

- Te amo! (Beto).

- Também te amo. (Henrique).

- Senhor Henrique, o engenheiro do Shopping está aguardando o senhor! (Secretaria).

- Pede para entrar, obrigado! (Henrique).


#Beto


Havia um tempo que eu não caminhava, decidi subir em meio a natureza e andei umas horas, era gratificante aquela brisa aquele tempo maravilhoso, quando já estava descendo meu celular chama, eu nem sabia que havia rede naquele lugar;

- Alberto? (Gustavo).

- Gustavo? (Beto).

- Eaímano! Tranquilo? (Gustavo).

- Fala rapaz, tudo ótimo e por aí? (Beto).

- Sim, estou ligando para avisar que eu e a mamãe vamos ir para o Rio, chegamos amanhã à tarde. (Gustavo).

- Poxa, ela vem trabalhar? (Beto).

- O que acha? (Gustavo).

- Vão ficar no meu apartamento? (Beto).

- No Copacabana Palace! (Gustavo).

- Tudo bem, mas quando saem daí? (Beto).

- No Voo das 15 horas. (Gustavo).

- Falou brother, boa viagem eu espero vocês lá. (Beto).

- Tranquilo, faz a reserva para a gente, falou! (Gustavo).

- Fechado! (Beto).

Fui para casa tomar um banho, e deitei lendo um vídeo estava esperando Henrique, mas acabei pegando no sono, Quando Henrique chegou eu ouvi, mas me fingi que estava dormindo,

- Beto, Amor? (Henrique).

- HAAAAAA’ (Beto).

- Viado! Quer me matar de susto? (Henrique).

Falou ele caído do meu lado;

- Nossa ainda está com roupa do trabalho? (Beto).

- Sim, me arrume uma roupa sua que quero tomar um banho. (Henrique).

Peguei a roupa paraHenrique que foi para o banheiro, eu tomei um copo de agua e fui para o banheiro tomar um banho junto a ele, entrei pelado e já o beijando;

- Amor vamos jantar fora? (Henrique).

- Se bater uma para mim, eu vou com você. (Beto).

- Sem chantagem, não vou pegar nessa pamonha velha e gelada! (Henrique).

- Vai se fuder, essa “pamonha” vira uma espiga de milho em sua mão. (Beto).

- Haha’ essa foi boa. (Henrique).

Ele acabou batendo uma para mim e eu para ele, nos vestíamos e fomos para o restaurante, o local era bem sofisticado e Henrique cheio de frescuras claro que gostou,

- Adorei o lugar! (Henrique).

- É de almofadinha, achei que gostaria. (Beto).

- Eu não vou te responder, porque o lugar não espira resposta! (Henrique).

- Nossa esqueci de te contar! (Beto).

- Não é notícia ruim certo? (Henrique).

- Minha mãe vem amanhã para o Rio de Janeiro! (Beto).

- Ta brincando com a minha cara? (Henrique).

- Não, e porque a preocupação? (Beto).

- Com licença senhores, o pedido de vocês! (Garçom).

Disse o garçom nos servindo.

- Beto não conheço ninguém de sua família, só Heloísa. (Henrique).

- Ela não é da minha família Henrique. (Beto).

- Então não conheço ninguém, e me diz isso agora? (Henrique).

- O que tem? (Beto).

- Tenho que me preparar. (Henrique).

- Está parecendo aquelas mulheres inseguras! Henrique você é perfeito. (Beto).

- Será que ela já me viu em alguma revista?aíque vergonha. (Henrique).

Pois é Henrique ficou nesta frescura até no dia seguinte. Bem almoçamos juntos e ele foi comigo até o hotel para fazer as reservas, depois fui para o aeroporto, ele não pode por causa de seu pai não estava bem!

Eu estava no portão de desembarque esperando eles, e em minutos vejo Gustavo vindo empurrando o carrinho com as malas, minha mãe e para minha surpresa Rosa, a minha baba, que agora auxiliava minha mãe,

- Mãe, nossa que saudades! Benção. (Beto).

- Deus te abençoe meu filho. (Mãe de Beto).

- Beto! Fala cara. (Gustavo).

- Eaígostosão! (Risos). (Beto).

- Rosa, aí caramba quanto tempo não te vejo! Nossa que saudade! (Beto).

- Eu também meu filho! (Rosa).

Levei eles para o hotel e chamei para jantarem na minha casa, fiquei com eles um pouco e Henrique me ligou;

- Chegaram? (Henrique).

- Sim. (Beto).

- Estou indo para sua casa, depois conversamos não quero atrapalhar! (Henrique).

- Já estou indo também. (Beto).

Bem fui para o mercado comprar umas coisas que faltava e fui para casa, eu estava fazendo o jantar e Henrique me enchendo,

- Ele está mal, porem já está em casa! (Henrique).

- Que bom, agora é cuidar não é mesmo Henrique! (Beto).

- Sim. (Henrique).

- Nossa estou com um tesão, vem aqui fazer uma chupetinha Henrique. (Beto).

- Você pensa em outra coisa a não ser sexo? (Henrique).

- Penso em Você. (Beto).

- (risos), acho bom. (Henrique).

- Meu Deus essa cidade é um inferno de tanto calor, Alberto como consegue? (Mãe de Beto).

- Por isso que ele está preto. (Gustavo).

- Não é preto é Bronzeado, Henrique gosta assim! (Beto).

Disse minha mãe e Gustavo entrando no meu apartamento, Henrique queria correr, mas eles entraram sem bater e ele ficou paralisado.


#Henrique


- Boa Noite! Sou Henrique Porto! (Henrique).

- Alberto falou sobre você, prazer sou Beatriz Tavares. Essa é Rosa minha auxiliar e esse Gustavo Tavares, irmão de Alberto! (Rosa).

- Prazer. (Henrique).

Cumprimentei todos e o irmão de Beto claro tinha que ser lindo, o cara tinha o cabelo branco e todo malhado, ajudei Beto a colocar a mesa e sentamos durante o jantar conversar soltas;

- Então Henrique você não vai voltar a fotografar? (Rosa).

Eu quase morri engasgado quando a mãe dele perguntou isso;

- Bem sempre que aparece trabalhos que interessa eu vejo as possibilidades. Mas a preferência é o escritório. (Henrique).

- Queria eu que Alberto segue a nossa carreira, mas não, ele prefere ficar aqui na vida boa. (Rosa).

- Vida que vocês me proporcionam, não esquenta Henrique ela fala assim, porque eu sai de casa mais cedo! (Beto).

- E Gustavo o que faz da vida? (Henrique).

- Estou estudando ainda, termino esse ano o colegial. (Gustavo).

- Alberto viu aquilo que te falei? (Rosa).

- Mãe já disse que iria pensar, faculdade com meu trabalho não dá muito certo. (Beto).

- Meu filho, não entendo o porquê de insistir nessa carreira, garanto que não é dinheiro, porque isso não é problema para você. (Rosa).

- Já disse que eu gosto do que faço, mãe vamos mudar de assunto! (Beto).

- E a casa de seu pai? (Rosa).

- Não vou aceitar! (Beto).

- Alberto, ele está de oferecendo de bom grado meu filho, não seja mau agradecido. (Rosa).

- Moro no apartamento que ele me deu e nunca me deixa em paz, pensa em uma casa.

- Isso é verdade mãe. (Gustavo).

- Calado Gustavo. (Rosa).

Típicas discussões de família, eu e a tal Rosa ficamos na nossa calados, eles foram embora a noite já, Beto estava estressado, cabeça quente;

- Tudo bem? (Henrique).

- Ela é minha mãe, pode até ser pecado, mas ela me tira do sério. (Beto).

- Sua mãe está certa, Beto você tem que fazer um curso superior. (Henrique).

- Até você Henrique? (Beto).

- Ei olha o jeito que fale comigo, só estou dizendo para se garantir futuramente não vai ter eles pelo o resto de sua vida. (Henrique).

- Henrique, eles são ricos, nem se meu pai quisesse acabaria com o dinheiro que tem, e mais quando ele morrer eu e Gustavo vamos ficar com tudo, e eu vou estudar? Para que? Ganhar um diploma? (Beto).

- Não estou reconhecendo você! (Henrique).

- Desculpe é que minha mãe me deixa de cabeça quente. (Beto).

- Vou embora, vou dormir na minha casa, tudo bem! (Henrique).

- Henrique não, vem falar que ficou bravo? (Beto).

- Não só acho que você deveria descansar, tudo bem! Amanhã eu te ligo! (Henrique).

- Desculpe. (Beto).

Nos despedimos e fui para casa andando mesmo, no caminho esbarro em um carinha, bem ele fez de propósito, quando olhei para trás Joel, era só o que me faltava, ele parou e ficou me olhando, eu sem dar satisfação continuei andando e fui para casa, quando cheguei minha mãe ainda estava acordada, subindo as escadas de camisola e copo de água nas mãos.

- Oi!

- Oi mãe, boa noite! (Henrique).

- Que cara é essa? Brigou com Beto novamente?

- Não é que estou descobrindo coisas dele que não sabia. (Henrique).

- Meu filho, vocês podem casar e quando for o último dia de vida, ainda vão estar se descobrindo, não conhecemos ninguém nem o próprio amor.

- Espero que esteja certa. (Henrique).

- Mas ale paraele que não quero você voltando estas horas sozinho!

- Foi eu que quis, vou subir e dormir, boa noite! (Henrique).

Subi e recebi uma mensagem de um numero desconhecido, troquei algumas mensagens e a pessoa não se identificava, eu ignorei e dormi. Acordei cedo e tomei um café rápido e logo para o trabalho, cheguei direto para uma reunião e quando voltei para minha sala, recebo uma ligação;

- Henrique?

- Sim, é ele quem fala? (Henrique).

- Paulo, está lembrado de mim, estudamos juntos!

- Lembro Paulo, mas o que foi, porque o contato? (Henrique).

- Vamos fazer um prédio aqui em Rio Grande do Sul, e queríamos que sua filial da região seja a contratada.

- Vamos? (Henrique).

- A empresa de meu pai!

- Seu pai não é governador? (Henrique).

- Mas possui uma empresa de finanças Gato.

- Vou analisar e talvez te responda semana que vem. (Henrique).

- Henrique vai perder a oportunidade? É para o governo temos mais 3 construtoras a disposição e escolhemos a sua que é do Rio de Janeiro.

- Tudo bem Paulo, eu viajo hoje ainda, tudo bem? (Henrique).

- Será um prazer trabalhar com vocês!

Desliguei o telefone e liguei para meu pai, e ver a opinião dele, ele concordou e pediu para eu ir atrás, sem pestanejar aceitei e embarquei, o problema foi tempo para avisar Beto, eu não tive como.


#Beto


Mandei mensagem para Henrique me desculpando e demorei pegar no sono aquela noite. Acordo no dia seguinte com Heloísa no meu apartamento.

- Bom Dia, amor! (Heloísa).

- Bom dia gata. Veio preparar meu café da manhã? (Beto).

- Vim atrás de Gustavo, não está aqui? (Heloísa).

- Heloísa, Heloísa, ele está no Copacabana Palace com minha mãe. (Beto).

- Que foi, só quero ver ele! (Heloísa).

- Aham sei. (Beto).

- Ta Beto quero dar uma chave de coxa naquele irmão seu para deixar ele louco e mim. (Heloísa).

- Heloísa, Gustavo tem 19 anos. (Beto).

- Adoro novinhos, e mais ele tem um dote, assim como o seu. (Heloísa).

- Mulheres, depois de apaixona não vai ficar poraícomo eu! (Beto).

- Haha’ pior né Beto. (Heloísa).

Tomamos café juntos ela preparou e ficou no meu pé para chamar Gustavo, eu chamei ele para irmos à praia mas falei de Heloísa sem ela ver. Em horas estávamos na areia e ela chega como se não soubesse de nada.

- Gustavo? Ela está vindo. (Beto).

- Onde? (Gustavo).

- Olá meninos! (Heloísa).

Foi o cumprimento dela eu fui surfar um pouco e deixei eles, olhei do mar estavam se beijando, voltei para a areia e marcamos de sair a noite, eu ligue para Henrique, mas ele não atendeu;

- Helo vamos comigo no escritório de Henrique comigo? (Beto).

- Brigou com ele foi? (Heloísa).

- Eu pisei na bola ontem, quero ver ele! (Beto).

Deixamos Gustavo no hotel e fomos para o escritório quando cheguei fui a recepção junto a Heloísa e perguntamos a secretaria.

- Boa tarde, por favor Henrique Porto, diz que é Alberto Tavares. (Beto).

- Desculpe senhor Tavares, mas o Henrique teve que fazer uma viagem para o sul de ultima hora. (Secretária).

- Viagem? Que horas o voo dele saiu? (Beto).

- Tem alguns minutos. (Secretária).

- Estranho ele não me disse nada! (Beto).

- Foi um telefonema que recebeu. (Secretária).

- Tem certeza disso? (Beto).

- Sim, senhor. (Secretária).

Liguei para casa dele e sua mãe atendeu, ela disse que ele me ligaria assim que chegasse lá, e informou que ele viajou a trabalho, bem não critiquei e não falei nada, fui para casa e Heloisa foi para o salão se arrumar, eu sai mais cedo e fui para o hotel ficar um pouco com minha mãe, esperando ela me ligar para busca-la enquanto isso mandei umas ideias em Gustavo que estava afim dela, preparei o terreno com minha mãe dizendo que ele iria dormir na minha casa e tudo mais, quando Helo ligou fomos para uma casa de shows da cidade estava muito movimentada,

Entramos e dançamos muito, eu bebi um pouco além da conta e quando estava próximo ao bar sinto alguém passar a mão em minha coxa e no meu cassete, eu demorei para ver quem era, quando fixei o olhei vejo Joel, não sei se foi raiva ou susto, eu virei o murro nele que Joel caiu no chão, olhou para trás e eu fui para cima dele, mas os seguranças me deterão e me colocaram parafora, hehe’ havia acabado com a noite deles, Heloísa me deixou em casa e foi para casa dela com Gustavo.


#Henrique


Assim que acordei no dia seguinte no hotel liguei para Beto, para dar satisfações;

- Oi. (Beto).

- Oi gato! Bom Dia. (Henrique).

- Bom dia! (Beto).

- Beto te acordei? (Henrique).

- Sim, ontem sai com Gustavo e Heloísa. (Beto).

- E como foi a noite? (Henrique).

- Eles ficaram! (Beto).

- Ta brincando? (Henrique).

- Sério depois te conto. (Beto).

- Amor te falar tive que viajar de última hora pela empresa, e não teve como te ligar, desculpe. (Henrique).

- Tudo bem Henrique, vai ficaraíaté quando? (Beto).

- Marquei o voo para voltar em dois dias. (Henrique).

- Tudo bem e com você, está tudo certo? (Beto).

- Sim, pouco tenso, mas tudo certo. (Henrique).

Ficamos conversando por uma hora, eu ali na cama depois tomei um banho e tocaram a campainha do quarto quando fui verificar havia um bilhete colocado embaixo da porta e escrito era um endereço do local da primeira reunião, troquei de roupa e fui pegar um táxi para o endereço. Quando cheguei fui conduzido para uma sala de reuniões a moça interrompeu a fala de um cara e abriu a porta para que eu entrasse havia uns 20 executivos e vi ao fundo Paulo levantar;

- Senhores este é Henrique Porto, o diretor e proprietário da Corporativa Porto. (Paulo).

- Bom dia a todos. (Henrique).

- Henrique sente-se por favor. (Paulo).

Bem me sentei de frente a Paulo e ele sorrindo paramim, um cara estava apresentando a empresa e o que eles iriam querer no empreendimento, e eu calado no meu canto somente anotando.

- Agora o Senhor Porto nós apresentará a Corporativa Porto, por favor. (Paulo).

- Sei que gostariam de estar nas casas de vocês com suas famílias tomando um chimarrão tranquilamente, mas vou ser breve nesta apresentação (...). (Henrique).

Ao final eles assinaram conosco e no dia seguinte e me reuniria com os engenheiros para eles me passarem s planta do empreendimento.

Saindo da sala ao fim dá reunião veio um rapaz e me conduziu até a sala de Paulo, ele estava em pé próximo a janela, entrei e o cara fechou a porta.

- Sabia que você viria. (Paulo).

- É importante a expansão para todo o pais o nosso serviço. (Henrique).

- É bom te ver novamente. (Paulo).

Veio para cima de mim e me abraçar, um abraço apertado e suas mãos dançando em minhas costas, se afastou olhando no meu olhão e se aproximou novamente dessa vez para me beijar, eu me afastei rapidamente.

- Está maluco, Paulo. (Henrique).

- Achei que você estava afim. (Paulo).

- Não, Paulo me respeita, eu namoro. (Henrique).

- Henrique ele não está aqui, e ele não vai saber. (Paulo).

- Mas eu vou. (Henrique).

Era só o que me faltava. Fui embora dali muito bravo tudo bem que ele conseguiu o contrato mesmo assim não tinha o direito de vir achando que só por eu estar ali poderíamos em mim.

Almocei no hotel mesmo e liguei novamente para Beto conversamos muito e não esconde dele o que Paulo fez, Beto queria vir do Rio de Janeiro para pegar ele, pois bem muito ciumento. A noite deitei cedo para ter disposição para oda seguinte. Assim que acordei desci e tomei café por aqui mesmo a reunião seria somente durante a noite e eu tinha o dia livre, não havia marcado nada porém, recebi uma ligação do escritório e acabei participando de 2 reuniões pelo Skype que tomaram conta do meu dia, no fim da tarde eu me arrumei e fui para o tal evento, eu cheguei cedo e havia poucas pessoas e me assustei enquanto as pessoas ali, todas descontraídas e bebendo, pensei isso não era uma reunião corporativa, e realmente não era, eles estavam é comemorando e claro eu não perdi a oportunidade.

O local estava tão descontraído que os papéis da Planta me foram entregues na mesmo, Paulo veio me pedir desculpas com aquele papo meloso, eu logo escapei dele e fiquei em um canto mais reservado do bar.

- Henrique? (Julho).

- Sim. (Henrique).

- Posso me sentar? (Julho).

- Sim, Claro. (Henrique).

- Desculpe não me apresentei me chamo julho! (Julho).

- Prazer Henrique P... (Henrique).

- Porto! Eu estava na reunião. (Julho).

- Desculpe não vi você la. (Henrique).

- Então como é o mercado imobiliário no Rio de Janeiro? (Julho).

Estávamos bebendo e conversando sobre o mercado de ações entre outros, ele era um cara muito inteligente e culto, com conteúdo na quantidade certa, além de ser bonito e presença, estávamos em risadas quando se aproxima a proprietária da empresa eu me levantei para cumprimentar e agradecer a confiança quando ela se apoia em julho dizendo;

- Meu filho eu já vou esta tarde e viajo amanhã cedo. Ah Boa noite Henrique foi uma grande apresentação, uma das melhores que já vi, parabéns.

- É uma honra receber os parabéns da senhora. (Henrique).

- Mãe eu também já estou indo. (Julho).

- Ela é sua mãe? (Henrique).

- Sim. (Julho).

- Caramba, é que nem percebi. (Henrique).

- Com licença tenho que ir.

- Tudo bem, Boa Noite! (Henrique).

Ela se despediu saindo e nós ficamos conversando pelo resto da noite. Saímos do local;

- Meu carro está para aquele lado! (Julho).

- Meu hotel e para o oposto. (Henrique).

- Então adeus? (Julho).

- Adeus. (Henrique).

- Foi uma das melhores noites da minha vida, Obrigado! (Julho).

- Bem eu também gostei, foi bem proveitosa. (Henrique).

- Beto tem sorte de ter você junto com ele! (Julho).

Eu sorri de cabeça baixa e ele me deu um beijo na bochecha eu fiquei pouco sem graça, porque foi bem próximo aos lábios, ele saiu balançando as mãos soltas ao vento e próximo a seu carro olhou para trás, todo vermelho entrou e foi embora, e eu voltei para a realidade e fui para o hotel, pegar minhas coisas faltava poucas horas para meu voo.


#Beto


Até então não havia visto Gustavo, pois tive um trabalho no dia anterior e Henrique chegaria hoje eu iria pega-lo no aeroporto, mas antes passei no hotel;

- Bom Dia. (Beto).

- Bom Dia meu filho. (Mãe de Beto).

- Mãe onde está Gustavo? (Beto).

- No quarto dormindo. (Mãe de Beto).

Quando cheguei ele estava pelado, abri a janela, e joguei uns travesseiros nele;

- Fecha isso viado! (Gustavo).

- Acorda, vamos, você sumiu depois daquele dia. (Beto).

- Haha' fui para casa da Heloísa, eu não lembro de nada. (Gustavo).

- Gustavo te cumprimentei e você perguntou que eu era. (Beto).

- Está zoando, eu fiz isso? (Gustavo).

- Sim eu rachei de rir disso. (Beto).

- E você não me contou né Beto que era aquilo tudo cara com Heloísa. (Gustavo).

- Aquilo como assim? (Beto).

- Bucetinha apertadinha, lisinha, bunda grande, ela quase me matou cara, foram 3 vezes em uma noite! (Gustavo).

- Aí caralho quero saber disso não. (Beto).

- Tu não curte seu porra, e Henrique? (Gustavo).

- Chega de viagem hoje, estava trabalhando. (Beto).

- A mãe fica só falando dele, acho que vai nos deserdar e adotar ele. (Gustavo).

- Ela acha que eu assinar minha carteira vai resolver a frescura do pai. e ele como está? (Beto).

- Do mesmo jeito, criticou ela quando disse que iria vir ver você, falando que não merecia porque não ia vê-lo. (Gustavo).

- Ele fala mesmo assim manda uma boa mesada todo mês. (Beto).

- É vou mudar para o Rio de Janeiro. (Gustavo).

- Aí eu mereço. (Beto).

- Meninos, vamos! (Mãe de Beto).

Descemos e tomamos café juntos, e Gustavo foi comigo buscar Henrique no aeroporto.


#Beto


- Alberto Tavares?

- Haha’, mas você não chegaria neste Voo?

- Desci por outro portão.

- Que saudade de você, nossa!

Abracei Henrique por um tempo e ajudei ele com as malas,

- Aquele tal de Paulo não tentou mais nada não é mesmo?

- Não Beto, pode ficar tranquilo eu sei me cuidar!

- Da próxima vez eu vou com você.

- E sua mãe? E Gustavo?

- Vão embora amanhã de manhã.

- E Heloísa, como está?

- Te contei que ela deu um chá no meu irmão?

- Contou e ele?

- Apaixonou é claro né, hétero não pode ver uma buceta.

- Para uma mulher pegar um cara ou é na cama ou é na cozinha.

- Aí que pensamento é esse?

- O que?

- Com esse pensamento eu fico por você pelo o que?

- Pelo sexo né Beto, eu não cozinho muito bem.

- Não cozinha muito? Ou nada!

- Nos se completamos, eu não cozinho já você sim, eu trabalho já você não.

- Aí “Mãe” você não está no hotel?

- Cala a boca.

Assim que chegamos em sua casa seus pais estavam na sala, quando entramos ele os abraçou todo cheio de manhã;

- Bom Dia Senhor Porto!

- Bom Dia Alberto.

- Bom Dia senhora.

- Bom dia meu filho.

Subimos e eu auxiliando ele com as malas, quando entramos em seu quarto e deixamos as malas no chão, já fui pegando na bunda de Henrique e encoxei ele beijando seu pescoço,

- Beto calma, meus pais estão aqui!

- O que tem?

- Eles vão ouvir!

- Não nem precisa tirar a roupa.

- Ata sei.

- Uma chupetinha rápida, eu gozo e vou embora.

- Cala a boca.


#Henrique


Caímos na cama e os beijos esquentando o ambiente, e sem me controlar as roupas estavam no chão, e Beto moreno, bronzeado em cima de mim, com seu peso exalando tesão. Os movimentos e sua pegada forte me deixava louco, só quem já sentiu um corpo quente e firme de um homem em cima de você sabe muito bem de que estou falando, ele beijava meu pescoço e passava a mão em minhas coxas com suas mãos grandes me deixava doido para ser penetrado, e nossos corpos já suavam , ele colocou seu cassete na minha entrada e forçou, eu passava a mão em seus braços e quando iria me penetrando, eu passava as unhas em suas costas e descia até sua bunda grande e dura, ele já no movimento de vai e vem, mordendo minha orelha, Beto me segurou e freneticamente gozou dentro de mim, o viado ainda me pegou no colo sem deixar seu cassete sair ligamos o chuveiro e ele me desceu, ainda chupei seu cassete limpando o resto de esperma, ele gemeu baixinho.

Depois que tomamos um banho ele ficou um pouco enquanto eu desfazia as malas ele sentando no chão mexendo no celular,

- Você está diferente! Tudo bem?

- O que? Gozei rápido demais?

- Há, há engraçadinho, não, mas está bem?

- Eu vi Joel! Ele deu em cima de mim.

- E você?

- Deu um murro que desmaiou ele!

- Beto? Ficou louco e quando foi isso?

- Na festa que sai com Gustavo.

- E ele?

- Não sei.

- Você é louco!

- Você deveria ter feito o mesmo com aquele folgado do Paulo.

- Não funciona assim Beto.

- Vamos?

Saímos e na frente da minha casa vem um filhote de labrador correndo e para nos pés de Beto,

- Oi garotão!

- Aí meu Deus, que fofo!

- Brad, aí caramba, desculpa moço!

- Não tudo bem!

- Vem aqui seu feio.

Disse um carinha se aproximando e pegando o cão com Beto, sentamos em um bar perto de casa, e Beto veio com umas perguntas;

- Vamos ter um filho?

- Não estou tomando anticoncepcional não dá.

- Estou falando sério Henrique!

- Eu não, Beto não conseguimos nem cuidar de nós mesmos, e tínhamos que estar casados para assumir uma responsabilidade dessa!

- Então vamos casar, comprar nossa casinha e morar junto nos três.

- É lindo o que disse mas Beto sabe que não é assim!

- E porque não?

- Beto, a gente tem que...

- Henrique já me arrependi de tantas coisas por querer esperar, e esperar o que? Henrique Porto aceita se casar comigo? Aceita passar os últimos dias de sua vida passando raiva do meu lado? Aceita dividir uma cama do meu lado? Aceita acordar de madrugada para olhar nosso filho? Aceita trocar os status do seu Facebook para “Casado”?


#Beto


- Beto você está falando sério?

- Sim, Henrique.

- Aceito! Eu aceito Beto.

Eu beijei Henrique e pelo momento ele chegou a chorar.

- Você está chorando?

- Cala a boca e me abraça.

Nós ficamos ali conversando e depois fomos para o hotel minha mãe estava indo embora. Acompanhamos eles no aeroporto e logo embarcaram,

- Posso te perguntar uma coisa Beto?

- Diz Henrique.

- Porque sua Mãe te Martiriza e puxa saco do seu irmão?

- Amor eu sai de casa aos 18 anos, isso por causando meu pai ele é muito severo e depois que me assume complicou um pouco, vim para o Rio de Janeiro com uma grana que eu tinha e comprei meu apartamento, depois de alguns meses ele começou a me pagar uma pensão.

- E Heloísa?

- Conheci ela nas festas da vida, nos transamos, kkkkk.

- Que modo de se conhecer em.

Três meses depois . . .


#Henrique


Acordei cedo e Beto estava me olhando sem dizer nenhuma palavra ficamos ali por um tempo,

Ficamos acariciando um ao outro e ele pegou no sono novamente e dormindo tão lindo não chamei ele fui tomar um banho e desci para comprar algumas coisas para tomarmos café,

- Bom dia gato.

- Já acordou? Eu iria te chamar.

- Onde foi?

- Comprar o café, sai desse sofá e me acompanha.

- Henrique você comprou café pronto? (Risos).

- Eu não sei fazer.

- Morando comigo agora meu gato, vou te ensinar a cozinhar.

Estávamos tomando café e Beto só de cueca Box muito gostoso mesmo, quando começou uma propaganda que participei;

- Henrique ficou demais.

- Eu gostei também.

Ouvimos a campainha.

- Essas horas?

- Deve ser Heloísa.

- Deixa eu abro.

Quando abri um garoto loiro.

- Bom dia.

- Bom dia, o que deseja?

- É Beto se encontra?

Olhei para trás e falei para Beto que estavam o chamando ele colocou um short e veio.

- Rafael?

Ele disse assustado eu me afastei e fui para a mesa, Beto me pediu licença e saiu fechando a porta eles ficaram do lado de fora, nossa a curiosidade corria eu por dentro, foi quando eles entraram e Rafael estava com uma mochila que deixou ao chão.

- Não nos apresentamos me chamo Rafael.

- Prazer Henrique Porto.

- Eu conheço você.

- Conhece?

- Henrique, eu e Rafael nos conhecemos pouco antes de você voltar, ele trabalhava no "Costa Fabulosa".

- Foi ele que eu vi no carro com você. Vocês ficavam?

- Sim.

Disse Beto de cabeça baixa e suando a testa.

- Rafael veio me pedir ajuda, pediu para ficar um período aqui em casa.

- Conosco?

- Sim, Henrique.

- Olha isso não vai dar certo, até porque...

- Eu falei Beto, não se preocupe eu acho outro lugar.

Falou Rafael pegando a mochila.

- Não espere, fique Rafael você está precisando e não vamos ser ignorantes.

- Te amo.

Disse Beto me abraçando e beijando.

- Admiro você.

- Obrigado.

- Não agradeça a mim, agradeça a Beto.

Beto saiu rindo e levou Rafael até o quarto de hospedes, e depois voltaram conversando e se sentaram na mesa.

- Já tomou café?

- Não.

- Sirva se.

- Amor vai ir comigo para o escritório?

- Vou para agencia Henrique, tenho uma seção daqui a pouco.

- Então vou indo nessa.


#Beto


Henrique vestiu o terno e saiu,

- Desculpe Beto eu não sabia.

- Tudo bem, ele te compreendeu, mas o que vai fazer daqui para frente?

- Vou na companhia pegar meus documentos e procurar um trabalho e arrumar um lugar para morar.

- Não se preocupe enquanto a isso, fique quanto tempo precisar, acima de tudo sou seu amigo.

- Agradeço de coração.

Ficamos ali conversando e quando olhei o relógio estava atrasado sai doido para agencia, quando cheguei havia umas fotos no litoral e passei o dia trabalhando,

- Amor está onde?

- Saindo da agencia agora Henrique.

- Beto a papelada da clínica chegou.

- Não brinca? Já chego aí.

Em casa Henrique estava na cozinha com Rafael as gargalhadas,

- Gente que alegria é essa?

- Rafael está me contando histórias do navio.

- Amor onde está?

Henrique pegou a papelada começamos a ler, bem para a inseminação artificial ou assistida como se chamam, iriam colher espermas meu ou de Henrique o que mais combinações com a barriga de aluguel, iria depender muito conforme os exames, nós iríamos dar iniciativa de nosso filho primeiramente e depois o casamento. No dia seguinte fizemos os exames e o médico pediu para aguardamos os resultados lá mesmo;

- Senhores o Doutor está à espera de vocês.

- Então, qual de nós será o doador?

- Bem senhores os exames foram concluídos e contatado que os dois poderão doar, neste caso um de vocês que se disponibilizar.

- Eu e Henrique vamos ter que decidir entre a gente?

- Sim, mas se me permitem Henrique é mais compatível com o gene, à inseminação com ele de doador tem 99% de chances de dar certo na primeira tentativa.

- Por mim tudo bem e com você amor?

- Eu aceito, não sei nem o que dizer caramba, vou ser pai.

- Engraçadinho e eu a mãe, (risos).

Saímos do consultório rindo para as paredes, era só alegria;

- Vou em casa contar para meus pais.

- Tudo bem, vou pegar Rafael e vamos almoçar com a Heloísa, te encontro no café.

- Beijo, te amo.

Passei em casa e peguei Rafael para irmos encontrar Heloísa, ele entrou no café pouco na frente e eu fui direto para cozinha ver ela, foi quando Heloísa me viu e me jogou contra a parede tipo escondendo;

- Não sai daqui.

- O que foi?

- Não olha agora, mas Rafael está sentado ali de fora.

- Ah tudo bem ele está comigo.

Ela me olhou torto e estava com uma sacola na mão, começou a me bater sem mais nem menos,

- Você não tem vergonha, sofre esse tempo tudo e quando fica bem vai trair o Henrique, Alberto Tavares eu não vou ficar sofrendo com você dessa vez, vai se afundar sozinho.

- Calma Heloísa ele está morando lá em casa.

- Eu não conhecia esse lado seu, sem vergonha, como pode fazer isso com Henrique, depois de tudo...

- HELOÍSA CALMA. Rafael está morando lá em casa com o consentimento do Henrique.

- Está pegando os dois?

- Não é isso, gente! Ele precisou de um lugar para ficar e Henrique não se importou de ele ficar por um tempo na minha casa, entendeu.

- Espero que isso não dê mais dor de cabeça.

- Olha aqui você me sujou todo de farinha, aí caralho.

- Desculpa.

- Eu vou ser pai, Henrique será o doador.

Ela deu um grito e pulou em cima de mim, que eu cai para trás, em um sofá que havia no canto;

- Eu vou ser a madrinha? Fala que sim.

- Se não me matar antes até posso pensar no caso.

Outro grito e o pessoal da cozinha entrou pensando que eu estava fazendo mal a ela. Envergonhados saímos e ela cumprimentou Rafael, Heloísa assim como eu e Henrique estava soltando foguetes de alegria.


#Beto


Após o almoço eu e Henrique iriamos encontrar a mãe de aluguel de nosso filho, ou filha não sei, as famílias tinham a escolha caso queiram ou não conhecer as famílias, nos saímos e chegamos pouco mais cedo no hospital, ela estava fazendo uma bateria de exames. Pessoal funciona da seguinte forma, essa mãe de aluguel se prontifica a gerar a criança e recebe um valor exorbitante no fim da gestação paga pelo hospital, porem esse valor foi pago por nós e bem além disso para o hospital, mas desejamos conhecer ela para acompanharmos toda a gestação.

- Bem senhores essa é Maria Clara, a futura mão do filho de vocês. (Médico).

- Prazer, me chamo Henrique Porto! (Henrique).

- Eu te conheço já te vi na televisão. (Maria).

- Sou Alberto Tavares, é um prazer conhece-la. (Beto).

- Oi!

Bem conversamos durante horas e horas, e graças a Deus nos damos muito certo, com o passar dos dias chegou o dia que colheram os espermas de Henrique, a inseminação aconteceu no mesmo dia o procedimento foi rápido, em dois meses a confirmação.

- Beto, Henrique a Maria está esperando uma criança.

Não ouvi sorrisos, não somente eles vieram molhados com lagrimas de alegria, até Maria chorou na hora, eu e Henrique depois de alguns dias decidimos visitar Maria em sua casa, ela morava em uma comunidade aqui do Rio de Janeiro, ela tinha outros filhos e sua casa era humilde, contou para gente parte de sua história e disse o porquê estava fazendo isso, de qualquer forma eu e Henrique tínhamos que auxiliar ela de todo o jeito, quando estávamos indo embora passando pela praia eu se aproxima de nos um macaquinho daqueles de rua, que é bem normal por aqui;

Henrique gravou eu me aproximando mais algumas pessoas, e fomos até uma sombra e nos sentamos;

- Amor, mesmo oferecendo tudo para Maria eu criei um afeto por ela. (Henrique).

- Que tipo de afeto Henrique? (Beto).

- Acho que devemos ajudar ela, mesmo depois de tudo, o que acha de auxiliarmos ela com uma pensão ou algo do tipo? (Henrique).

- Bem por mim, tudo bem Henrique. (Beto).

- Amanhã vou correr atrás disso. (Henrique).

- E a empresa? (Beto).

- Me afastei um pouco o casamento nosso filho é muita coisa, vamos ter quem adiar o casamento, acho melhor aguardar o nascimento do bebe, o que acha? (Henrique).

- Também acho, se fosse a alguns anos eu não teria coragem de ter um filho sabia. (Beto).

- Porque fala assim? (Henrique).

- Porque em alguns anos você não estava comigo. (Beto).

- Aí que fofo. (Henrique).

- Agora moramos juntos, eu te vejo todo dia, vamos ter um filho, ou filha, minha vida está perfeita ao seu lado Henrique. (Beto).

- Te amo! (Henrique).

- Eu também te amo. (Beto).

Ficamos uns segundos em silencio.

Depois fomos comer em algo, e claro comida japonesa;

- Você parece criança olhando paraíso. (Henrique).

- Só não amo mais que você. (Beto).

Jantamos e eu pedi também para viagem pois havia Rafael e por falar nele quando chegamos em casa estava arrumando suas malas;

- Ei vai viajar? (Beto).

- Não Beto, vou embora arrumei um lugarzinho com a ajuda de Heloisa. (Rafael).

- Tudo bem? Fizemos algo? (Henrique).

- Que isso Henrique de forma alguma, eu só tenho que caçar meu rumo, afinal a família está crescendo não é mesmo. (Rafael).

Não engoli aquela desculpa mas tudo bem, relevei por Henrique, ele foi embora com a promessa de nos visitar, tomei um banho e Henrique estava daquele jeito, começou a me chupar no banho e terminamos na cama, eu peguei ele de quarto nossa ainda bem que não estava gravido, kkkkk’ eu enfiei fundo dessa vez ele pela primeira vez me pediu para ir devagar, chegou a se contorcer em meio estocadas.


#Henrique


Noite passada Beto me deixou de pernas bambas, eu sempre acordo primeiro e neste dia por não ser diferente, olhei para ele dormindo do meu lado;

Tive a certeza que era aquilo que eu queria para o resto da minha vida, neste dia meus pais tomaram café conosco eles iriam acompanhar a gente até o hospital para vermos o sexo do bebe, Maria já estava na maca e o doutor no processo do Ultrassom;

- Bem ele está se escondendo vamos ver, escutem o coraçãozinho. Esta com as pernas cruzadas, bem comportadinho, e pronto bem os senhores vão ser pais de uma menininha vem uma garotinha por ai... esperem só um momento, pronto é certeza é uma garota, uma linda menina. (Doutor).


#Beto


- Como ela vai se chamar? (Maria).

- Ayla. (Beto).

- Ayla? (Henrique).

- Sim, Ayla Cristina Porto Tavares! (Beto).

- É um nome forte. (Maria).

- Henrique? (Beto).

- Eu gostei, ela se chamará Ayla. (Henrique).

Saímos do hospital em nostalgia com a notícia, fomos tomar café próximo e ao sentarmos um olhando para o outro sem dizer nada, ainda sobre efeito sobre a chegada de Ayla.

- Amor vou na casa de Heloisa agora a tarde, quero conversar com ela. (Beto).

- Tudo bem, estou preparando para minha saída, e vamos fechar um empreendimento. Por falar nisso tenho que ir. (Henrique).

Fui direto para casa de Heloisa, e lá fui recepcionado por aquele cachorrinho dela, entrei e ouvi o chuveiro ao fundo;

- Heloisa! Heloisa!

Gente saiu um cara do quarto dela que eu cheguei a assustar;

- Ela está no banho!

- Valeu.

Eu fiquei na sala brincando com o cão e ele se despediu saindo, ela veio em seguida;

- Que foi seu empata foda.

- Te atrapalhei?

- Não ele já tinha gozado.

- Aff’ omiti os detalhes Gata.

- Aí é como você, ele é dotado, adoro.

- Porra Heloisa, não quero saber disso.

- Então o que vai ser o bebe?

- Se chamara Ayla Cristina Porto Tavares.

- Não brinca uma princesa?

- Sim.

- Aí nem acredito Beto.

- Mas eu não vim aqui só por isso.

- E sabia, Diz Beto o que foi?

- Porque Rafael foi embora de casa sem mais, nem menos?

- Pensei que conseguiria passar despercebido desta vez.

- Pois é não passou.

- Beto ele estava gostando de você, Rafael estava se apaixonando por você, eu acho que por ver você e Henrique juntos.

- Não entendi.

- Beto você e Henrique são um casal perfeito, são carinhosos, lindos, bem-sucedidos, e isso possivelmente fez ele te ver de outra forma, afinal você foram super gente boa em hospedar ele nesse período dentro de sua própria casa, tanto é que você me falou que ele era invisível, nem a via direito.

- Está certa, poxa espero que ele fique bem, de coração? Eu gosto dele, mas gostar não é amar, e amar eu amo Henrique, sem dúvida alguma. Ele quem te falou isso^?

- Sim, eu percebi, mas questionei ele. Mas mudando de assunto quando vou minha afiliada nasce?

- Em seis meses no máximo.

Passei a tarde na casa de Heloisa.


#Henrique


Peguei as últimas coisas na casa de meus pais, eles viajariam e só voltariam próximo ao nascimento de Ayla, (risos), tenho que me acostumar com a ideia de ter uma filha a caminho, por falar em filha depois do exame eu levei Maria para casa, no caminho passamos em um mercado e compramos algumas coisas que ela estava precisando, em seguida fui para o escritório, passei a tarde inteira lá, liguei para Beto que estava na casa de Heloisa ainda.

- Já está aqui!

- Sai de lá àquela hora que falei com você.

Tomei um banho coloquei uma cueca e um short de futebol fui ver os E-mails enquanto Beto estava no banho,

- Isso tudo é para mim? (Beto).

- Isso aqui sempre será seu. (Henrique).

Ele estava excitado e veio me beijando, com o corpo pouco molhado por causa do banho, me pressionou contra a parede, e tirou minha roupa com uma das mãos, enquanto me beijava firmemente, nossa aquela respiração no meu pescoço e aquela língua percorrendo minha boca, ficamos um pouco beijando e logo eu estava de 4 e Beto me penetrando, se apoiando na privada e enfiando fundo em mim, que estava de cabeça baixa e bunda empinada.

Ele gozou dentro de mim, e nossa estava tão gostoso que me concentrei naquele momento, e estava com tanto tesão, que dei novamente para ele debaixo do chuveiro, dessa vez em pé, pouco mais desconfortável, mas nada que o tesão domasse.


#Beto


Alguns meses depois...

- Amor vamos para casa de Angra?

- Beto mas agora, falta semanas para o nascimento de Ayla.

- Estranho, me deu uma vontade de ir lá, só vamos?

- Tudo bem vamos sim, mas vamos deixar Maria em alerta tudo bem, qualquer coisa nos ligar.

Pegamos a estrada na tarde daquele dia,

Viagem tranquila só esperamos um pouco no heliporto, Henrique quase deixou o piloto doido, para estar preparado caso necessitássemos de seus serviços, logo chegamos naquele paraíso, fomos pegando o barco e indo para uma praia bem próxima.

Dali ficamos até a noite, voltamos e o jantar estava na mesa aquele banquete, caramba perfeito depois do jantar eu e Henrique deitamos no sofá e pegamos no sono, dormimos os dois ali na sala, de manhã os raios de sol acordou a gente, acordamos naquela vida de rei que a vontade era nunca se acabar...


#Henrique


Estava sentado à beira da piscina com Beto e comendo besteiras.

De repente meu coração veio uma emoção firme, não um aperto, mas sim um aconchego, um estranho aconchego;

- Vou no banheiro!

- Henrique, traz mais uma cerveja para mim.

- Continua bebendo isso que vai te dar uma bela barriga e um divórcio de brinde.

- Vai largar de mim por causa de minha barriga?

- Vou pensar no caso porque você é dotado, mas só por isso.

- Vai logo.

Subi e fui no banheiro quando cheguei na porta do quarto ouço o telefone da casa;

Eu sai louco correndo, desesperado pulando tudo, quando atendi era Heloísa...

- Oi, Henrique?

- Sim, quem fala?

- É a Helo.

-aíquer me matar de susto mulher, pensei que era do hospital.

- Não se acalme, quero saber de Beto?

- Está na piscina, quer que eu chame?

- Não depois eu ligo, vou ter que sair agora, era besteira.

- Ok, beijo, tchau.

Assim que desliguei fui a cozinha pegar a tal cerveja, o telefone toca novamente;

- Eu vou chamar ele Heloísa, espera aí.

- HENRIQUE ELA VAI NASCER...

- Maria? Onde está?

- Indo para o hospital, Henrique ela vai nascer...

Larguei tudo e sai correndo, Beto estava na piscina tranquilo,

Eu dei um grito que ele chegou a afogar quando veio;

- BETO ELA ESTÁ CHEGANDO, AYLA VAI NASCER AGORA.

Eu gritei e ele veio como um louco molhando a casa tudo, eu coloquei uma roupa qualquer, ele se secou e estava ao celular com o piloto, nós estávamos no heliporto em pouco tempo,

- Direto para hospital.

- Senhor não tenho permissão para pousa naquele heliporto.

- Você deixa a gente e volta é rápido, vamos cara sobe isso.

Eu tremia todo, nossa estava muito nervoso, Beto era indescritível, o piloto não podia descer no hospital, mas ele pousou descemos rapidamente, Beto saiu correndo na frente quando cheguei na recepção ele estava la;

- Senhor o parto já aconteceu, mãe e filha estão sendo encaminhadas para o quarto.

Ele olhou para mim tão feliz, me abraçou, chorando;

- Nasceu, amor nossa filha nasceu.

Eu só chorava, a enfermeira saiu do balcão e nos levou até o quarto, quando entramos Maria estava com Ayla nos braços, branca como neve, olhinhos fechados, com uma roupinha branca, tão delicada como uma nuvem linda como os céus azuis, nossa filha.

Beto estava com um sorriso que não consigo descrever, eu estava tão emocionado, que estava apoiado na cama,

- Deixa eu pegar ela? (Beto).

Maria com cuidado passou para os braços de Beto, “Fechem os e imaginem o momento mais feliz da vida de vocês e sinta ele”, era assim que eu estava me sentindo.

- É o papai filha, o seu papai Beto.... Esse aqui é o papai mais lindo do mundo, seu papai Henrique.

Ele me deu um selinho e eu peguei ela no colo, eu estava segurando nos braços uma dadiva divina, a forma mais próxima dos céus.

- Deus nos deu Ela para deixar nosso amor cada vez mais forte, mais forte do que já é. EU TE AMO HENRIQUE, e amo você minha mais nova forma de amor.

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