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Caprichos do Acaso - Capitulo 10


~HENRIQUE



Peguei uma camisa branca, calça social, coloquei um sapato do Beto, e um paletó. Ele me aparece de camisa de manga comprida do Flamengo;

- Vai assim? – Aponto para ele.

- Sim, só vamos jantar Henrique. – Ele olha minha roupa.

- Amanhã, vou trazer umas roupas e deixar aqui na sua casa, sério mesmo. – Pego a carteira e celular, saindo.

Quando descemos no elevador, vejo alguns carros parados na frente do prédio, me aproximando percebo que eram seguranças, só então me liguei, e lembrei. Ela era desembargadora, e tipo é sim uma pessoa relativamente importante.

O Gustavo ao lado de fora, frente a porta de um dos veículos, eu olho ao redor aqueles homens e fico próximo ao Beto;

- Vai na frente e conduz o Tom. – Gustavo aponta o motorista. – O restaurante que ela gosta, você sabe.

- Beleza. – Eles tocam as mãos.

Entrei no carro com o meu namorado, e saímos, e eu contando a proeza que aprontei na casa dele;

- (...) Amor fica tranquilo, se ela nunca gostou de ninguém que eu ficasse. E olha que piorou muito depois que me assumi.

- Só estou falando que deveria falar que ela estava chegando, Beto.

- Henrique mas nem eu sabia que eles chegariam em cima da hora.

- Nunca irei superar esse mico, nunca na vida, juro quase coloquei a mulher para fora.

- Relaxa amor. – Ele aperta minha perna. – Por falar, você está lindo.

- Obrigado! Ah e seu irmão, entendi vocês, ele se veste igual.

- Rsrs, Gustavo já jogou profissionalmente, e em casa era uma briga, ele corintiano e eu flamenguista.

Nunca, nunca usem a frase “Nada está tão ruim, que não pode piorar”. Sempre pode e vai.

Chegamos em um dos restaurantes mais caros do Rio de Janeiro, o Tropicale, da rede de restaurantes estrelados “Le’Bianco”.

Quando chegamos, Dona Vitoria foi recebida pelo responsável do salão, que levou ela para uma das mesas, o estranho era estar com aqueles seguranças ali, mas eles meio que se dispersaram, uns ficando na recepção e outros afastados da mesa.

Passei pelo salão de mãos dadas com o Beto, ele gostava de andar assim, Gustavo ao lado da mãe.

Quando nos sentamos, o Beto ao meu lado, e sua mãe e irmão em nossa frente. O garçom se aproxima deixando os menus, e perguntando que iriamos beber, eu abro o menu e Vitoria começa a questionar ele os pratos, então vejo atrás dela, meus pais.

Meus olhos se arregalam e desço a mão apertando o Beto, ele me olha sem entender;

- Que isso Henrique?

Abaixo minha cabeça, olhando fixo para ele;

- Meus pais na mesa atrás da sua mãe.

Ele fecha o sorriso e Dona Vitoria chama nossa atenção;

- Alberto! Vai querer? – Ele olha rápido, e sem entender nada.

- O que mãe? – Ela muda o olhar, e questiona.

- Estou atrapalhando vocês?

- Não, mãe... – Ele olhava tentando ver o que eu havia dito. – É o vinho? Pode ser o que a senhora escolher.

- Que estão olhando? – Gustavo olha para trás.

Isso faz com que a Vitoria faz o mesmo, e Beto diz;

- Os pais do Henrique estão na mesa atrás de vocês.

- Ah, chame eles aqui, convide para se sentar conosco. – Vitoria fala direcionada a mim.

Eu somente abro um sorriso, desesperador, e me levanto.

Cheguei na mesa deles, estavam comendo com uns clientes, como estavam de costas não me viram logo de cara, mas quando cheguei ao lado da mesa, se assustaram;

- Boa noite desculpe. – Falo com o casal frente a eles.

- Filho! Henrique. – Falam quase a mesma hora.

- Oi, mãe, pai.

- Que faz aqui Henrique? Está tudo bem? – Minha mãe pega em minha mão. – Não conheço esse paletó.

- Mãe. Pai, eu estou bem. É.. É que estou jantando com a mãe do Beto, e... – Quando falei os dois quase caíram da cadeira olhando para trás.

- A desembargadora? – Minha mãe pergunta.

- Sim, por favor, levantam e vão cumprimentar ela.

- Claro Henrique, vamos sim. Nos dão licença?

O casal concorda rápido, e eles se levantam, e la vai eu entregar eles para o furacão.

Para ajudar, quando chegamos os garçons serviam o vinho;

- Com licença, Pai, Mãe, essa é Vitoria Tavares, e Gustavo Tavares, mãe e irmão do Beto. Dona Vitoria, meu pai, Roberto e minha mãe Estefânia Porto.

Eles se cumprimentam, e eu voltei a me sentar, e então a surpresa;

- (...) Ótimo encontrarem vocês aqui, e quero aproveitar a ocasião e dizer frente a sua mãe, e irmão. Me desculpe por aquele jantar em nossa casa, faltei com respeito a você e sua família Alberto. – Meu pai fala estendendo a mão para ele.

Eu fiquei imóvel. Eles se cumprimentaram e Beto responde;

- Não há problema senhor, são aguas passadas. – Beto pega em sua mão.

- Ah foram eles que faltaram com educação com você? Pensei que não estavam mais juntos Alberto. – Vitoria deixa a taça sob a mesa.

Meu olhos se arregalaram para ela;

- Sim, mãe, Eu e Henrique estamos namorando a meses, já falei isso a senhora...

- É que são tantos, me desculpe. – Ela interrompe rindo, olhando meus pais, que estavam mais sem graça que eu.

- Como estava dizendo mãe, não cabe a senhora dizer algo a eles, eu relevei o que aconteceu naquela noite, já passou, não vale a pena ficar discutindo sobre.

- Que ótimo. – Meu pai diz. – Vamos voltar à mesa, pois estamos trabalhando. Foi um prazer. Bom jantar a todos.

Agradecemos e beto continua;

- Mãe por favor, segura com seus comentários.

Gustavo solta um sorriso, e Beto o questiona;

- Que foi você também?

- Me desculpe Henrique, mas ela está certa, foram tantos.

Nesse momento eu abri um sorriso, e ela fala para mim;

- Não gostei de você quando cheguei, e agora sabendo que foi seus pais, fica mais difícil ainda.... Mas tenho que reconhecer, suportar esse menino todo esse tempo, não é fácil. – Ela se abaixa falando comigo, mas diz alto, para Beto ouvir.

- É sei bem o que a senhora está falando. Não atende as ligações, me deixa no vácuo nas conversas, desorganizado.

- Vão falar de mim agora? – Ele diz.

- E não quer voltar a estudar. – Ela se afasta, pois, os pratos chegam.

Eu começo a rir quando ela diz, ele me olha sério, eu beijo sua bochecha dizendo;

- Desculpa amor, preciso achar algo para falar com ela.

- Mal de mim?

- É até bom.

Afasto para que possam colocar o prato dele, e Gustavo pergunta;

- Mano e aquela sua amiga? Está solteira?

- Tira o olho. Heloisa não é para o seu bico. – Beto fala sério.

- Hum, gosta da Heloisa é? – Falo rindo.

- Sim, ela é perfeita demais, eu caso fácil.

- Olha o outro, logo vem dizer que quer morar sozinho.... Em você eu ainda tenho fé Gustavo. – Ela gesticula com os talheres.

- Haha’ obrigado, esqueceu que eu estou aqui com meu namorado?

- Já que estão namorando a tanto tempo, quando vão se casar?

A salada que eu havia engolido, voltou para a garganta com uma força;

- MÃE. – Beto fala sem graça.

- O que? – Ela me olha. - Você pensa em ter filhos Henrique?

Eu já estava tossindo, cheguei a ficar vermelho;

- Desculpa Dona Vitoria, ainda estou no casamento. – Falo bebendo agua.

Gustavo rindo da nossa cara, e o Beto todo, mas todo sem graça.



~Beto


Quando terminamos o jantar, os pais de Henrique ainda estavam sentados, graças a Deus, minha mãe concordou em ir até a mesa deles e cumprimentar antes de sair.

Ao lado de fora do restaurante, quando o manobrista foi buscar meu carro;

- Vamos para casa, e amanhã já sabe né? Vem comigo, acho que consegui um trabalho para você. – Ela aponta para mim.

- Tudo bem mãe, vou sim.... Vou para casa também. – Digo beijando seu rosto.

- Ei, vê se marca aquela praia com a Heloisa, ou a gente sair à noite, pode ser? – Gustavo fica no meu pé.

- Cola no Henrique, ele vai passar o dia com ela amanhã.

- Já é. – Ele pega em minha mão.

Eles foram embora, eu entrei no meu carro, e Henrique antes de colocar o cinto;

- Hey, você bebeu!

- Sim.

- Não pode ir dirigindo amor.

- Henrique foi duas taças de vinho, e você também bebeu, acredite já fiz isso com muito mais álcool no sangue.

Ele puxa seu banco deitando para trás e colocando uma das pernas no painel;

- Eu amo esse restaurante, serio, tínhamos que vir tipo uma vez na semana.

- Haha, seus trabalhos estão indo bem? Porque eu vivo dela, e não posso ficar esbanjando.

- Aí amei sua mãe, no começo pensei que ela iria me bater com aquela bolsa, bom ver que ela é gente como a gente.

- Como assim?

- Beto, você está de camisa de time, seu irmão de bermuda e chinelas. Todo mundo ficou olhando.

- Olhando aqueles seguranças, não a mim.

- Ficou amor.

Por algumas quadras em silencio, e percebo Henrique me olhando;

- Que foi agora?

Ele volta o banco e questiona;

- Você ficou sério na maior parte da noite, você não é assim amor, está tudo bem?

Viro em uma das ruas do caminho, e fico meio que incomodado, mas digo;

- É minha mãe. – Levo a mão no cabelo. – Essa vinda repentina dela, tem um porquê.

- E qual é?

- Digamos que o meu tempo de folga acabou. Ela veio, pois, o tempo que pedi para ela me afastar de tudo passou.

- Entendo, e você terá que voltar a trabalhar?

- Na verdade voltar para casa.

- E onde seria?

- Onde ela mora hoje, em Brasília.

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