• Richardson Garcia

Caprichos do Acaso - Capitulo 06

Até me assustei quando Beto havia falado que estava no motel com a Heloisa, mas relevei quando tudo estava explicado, como ele havia saído eu decidi dar uma volta na rua, sai do condomínio e passando pela orla, eu andava com fones de ouvido todo distraído quando um cara pega no meu braço, olhei rapidamente assustado era Ricardo um antigo amigo do Colegial, acabamos conversando ali mesmo, ficamos no maior papo, tiramos fotos;

Quando vem aquela linda pergunta de amigos e familiares;

- E as namoradas?

- Bem eu estou namorando no momento. Disse eu olhando para minha mão para mostrar para ele e havia esquecido o que aconteceu.

- Legal ela é daqui mesmo, eu conheço, estudava com a gente. Caramba ele veio com uma palavra atrás da outra, eu respondi logo, para pararmos de enrolação.

- É Ele e se chama Alberto Tavares.

- Ata.... Havia cortado o seu barato, mas Ricardo me olhou com outro olhar. Ele é filho do Desembargador Tavares?

- Sim, mas caramba até você conhece!

- Sim, ele é famoso com as meninas!

- Como assim? Com as meninas?

- Você não sabe? Puta que pariu, desculpe eu não sabia.

- Sabia de que?

- Olha á uns 3 meses atrás saiu um vídeo de uma modelo famosinha aqui no Rio que gravou uma transa com ele, mas se deu mal.

- Ainda não entendi.

- No vídeo ela dizia como era boa de cama, mas ele a surpreendeu, Henrique ela ficou de perna bamba, eu mesmo vi o vídeo, não sei como aguenta ele. Achei estranho, aquela conversa más levei na esportiva.

- Pois é, eu não sabia disso.

- Desculpa te contar assim, saiu. Com esse papo Ricardo acabou com o clima da conversa, eu me despedi mas deixei meu contato e endereço com ele para ligar. Mal cheguei em casa e fui logo para internet para pesquisar algo do tipo. Quando Joel entra;

- O queridinho não está dando conta do recado é?

- Como disse?

- Em site pornô Henrique.

- Não eu estou procurando o Beto.

- Caramba, como ele baixou o nível.

- Aí cala a boca. Pronto achei dito cujo, o vídeo tinha uns 7, 8 minutos, e caralho o que era aquilo, ela preparou todo um ambiente e o quarto tudo perfeito, é claro que ele não iria decepcionar, ela chegou a pedir para ele parar em meio a estocadas tão fortes. Nós rimos muitos eu e Joel.

- Por isso ele virou gay! Joel falou rindo,

- Está bom agora chega de pornografia, vamos numa festa GLS?

- Não, eu estou namorando, não posso ir em tal ambiente.

- Aí Henrique para de ser dramático, cadê seu príncipe? Contei para ele e expliquei, foi a arma para ele usar contra mim,

- Viu ele está no bem bom e você em casa, vendo pornografia.

- Aí Joel você não curte esse tipo de lugar, o que foi agora?

- Ah Henrique, tem um cara que eu não gosto e você vai fingir seu meu ficante lá.

- Intriga, haha vamos sim.

Me arrumei pedi meu pai o carro emprestado e fomos, a festa era em um condomínio de luxo, era aniversário de um amigo dele, mas esse tal "cara" estaria lá, chegamos em grande estilo, parei bem na porta com o som explodindo os ouvidos;

- Eu quero aparecer, mais nem tanto Henrique.

- Olha fica quieto e eu não vou beber, a última vez quase fui preso, (risos).

Entramos e para me ajudar eu vejo um milhão de amigos, Joel até assustou, eu dancei conversei muito quando um carinha se aproxima de mim;

- Olá tudo bem?

- E ai!

- Você é daqui do Rio?

- Sim moro aqui.

- Onde se esconde que nunca vi mais lindo?

- Sua cantada furou viu, essa é péssima.

- A é e essa aqui? Ele me beijou, no meio de todo mundo, eu empurrei ele e pensei agora ou eu brigo ou acabo com a reputação de Joel.

Pulei em cima dele dei um soco e como já havia bebido muito ele estava bêbado, com um murro caio no chão. Todo mundo parou e Joel chegou me segurando;

- Vamos embora!

- Agora que eu vou ficar mesmo. Peguei um copo com um liquido e virei, desceu como mil facas me rasgando por dentro, Joel assustou e foi minha deixa, eu bebi e bebi mais um pouco. Estávamos na pista de dança eu e Joel, e eu bebendo, quando percebi que ele olhou para um carinha que estava vindo em nossa direção;

- Oi bicha! Disse ele todo afeminado.

- Oi! Falou Joel esnobe como sempre.

- Quem é o boy magia? Perguntou olhando para mim, apertei sua mão com uma "voz grossa" falei;

- Henrique Porto! Nossa como está calor aqui não? Falei tirando minha camiseta, eles olharam Joel começou a rir, eu dei um selinho nele;

- Vou pegar uma bebida, aceita? Ele ficou branco, fez que sim com a cabeça e eu sai.

A festa foi muito show eu não me divertia tanto, em um certo ponto estávamos sem camisa;

Com os olhos avermelhados, acabou que fomos embora já no amanhecer, e quando olhei no celular havia várias ligações do Beto, pensei "To morto".

- Joel temos que ir. Falei puxando seu braço.

- Porque tanta pressa?

- Beto me ligou e eu não atendi, vamos. Saímos e quando entrei no carro Joel só olhou.

- Eu não vou entrar nesse carro. Só olhei para ele.

- Que foi dessa vez?

- Você está bêbado Henrique.

- E você vai andando por acaso? Ele entrou no carro, pensei em deixar ele e ir para a casa de Beto, foi um erro ir na casa dele na minha situação, cheguei lá 06:00 da manhã estava batendo na casa de Beto;

- Já vai. E demorou para abrir, quando abriu assustou pois eu cai abraçando ele;

- Henrique? Ele me segurou e meus olhos já estavam fechando de sono, Beto fechou a porta e me levou para o banheiro com um milhão de perguntas;

- Henrique o que é isso, alguém te atropelou?

- Não.

- Você está bêbado? Perguntava tirando minha roupa,

- Só um pouquinho. Falei para ele rindo.

- Vai tomar um banho depois eu brigo com você. O viado me fez tomar um banho gelado, depois me sequei estava "pouco" melhor, ele estava deitado de lado em sua cama e bateu na cama para mim sentar, eu fiquei pouco sem graça.

- Vai começa, adorei a visita essas, horas, mas nessa situação?

- Está parecendo minha mãe, sabia. Eu fui em uma festa com Joel e acabei exagerando na bebida.

- Porra Henrique, só me fala que está de táxi? Olhei pra baixo e ele continuou.

- Você tem 21 anos Cara, e me faz uma dessa e a responsabilidade?

- E você porque está falando assim, você não é perfeito, não é senhor Alberto Tavares!

- Por que está falando assim?

- Poderia ter me contado que era ator pornô? Ele começou a rir, e ficou puto de vergonha;

- Aí desculpa, falei demais.

- Não tudo bem! Hora ou outra você iria descobrir.

- Porque não me contou?

- Olha minha cara como você acha que eu iria falar isso.

- O que fez com ela?

- O que eu faço de melhor, peguei ela de jeito.

- Hum ta. Ele me abraçou e me beijou, dessa vez um beijo quente e com pegada.

- Quer ligar a câmera?

- Não, quero câmera não!

- Então quer o que!

- Me surpreenda!

Foi terminar de falar Beto me beijou, entre o beijo mordia meus lábios e chupava minha língua, já com a mão dentro na minha cueca, passando os dedos na minha entrada, ele deitou em cima de mim e me beijando tão forte que não percebi ele amarrando minhas mãos,

- Que isso!

- Surpresa! Falou ele com aquele sorriso lindo, caramba estar amarrado com moreno bronzeado daquele era sonho de consumo pra qualquer passivo, Beto mordia com força minha barriga, passava as unhas nas minhas coxas e por todo meu corpo, sua boca percorria cada centímetro do meu corpo, ele estava descendo minhas coxas com mordidas, estava sentado e chegou beijando meu pé, eu nunca havia percebido que poderia sentir tesão com essa parte do corpo, mas o toque de sua mão, e sua boca eu estava louco gemia muito, Beto estava sentado na cama acariciando um e o outro em seu cassete passando lentamente, ele me virou e voltou beijando e mordendo todo o corpo de volta, quando parou em minha bunda fez milagres, ele mordia passava a língua e com o dedo bem lubrificado me levava até o seu, eu não havia chupado ele é nem ele me penetrado mas já estava em êxtase, ele veio por cima de mim e colocou seu cassete em minha boca, não sei Lembram de falar antes mas ele é grande e grosso eu não conseguia engolir ele, pois é não conseguia essa noite o fiz, eu chupava até me engasgas e ele com uma cara de tesão incomum, seu charme era o cabelo no rosto, eu me virei ele aproveitou e deitou em cima de mim com o cassete dentro na minha boca, depois de engasgar um pouco entrou tudo até Beto olhou, eu engasgava ele tirava, e ficou nesses movimentos algum tempo, Beto tirou o cassete da minha boca subiu minhas pernas e enfiou de uma vez em minha entrada;

- Filho da puta! Gritei e ele me deu um tapa na cara, assustei quando olhei ele já estava me beijando, e suas estocadas eram fortes desde a primeira sem intervalos, a dor já havia passado eu estava sentindo só tesão, ele me comia de frango assado, deitado em cima de mim me abraçava eu sentia seus músculos, e sem poder colocar a mão nele os calafrios de meu corpo faziam esse trabalho, ele me soltou e colocou de quatro fazendo que eu ficasse bem empinado, veio de uma vez novamente, eu já curtia aquele jeito "masoquista" de fazer sexo, Beto estava segurando minha cintura e eu olhei para trás, e quem conhece a sensação de ter um homem atrás de você daquela forma, com uma cara extremamente safada, e realizada não tem nada que pague, Beto sempre teve uma cara de safado mas aquela transa ele se superou, era uma movimentos e reboladas com o quadril que seu cassete passava por todo lugar dentro de mim, minhas pernas tremiam, em um momento ele parou puxou meu cabelo e me fez rebolar, ele voltou cruzou os braços e com a cabeça olhando pra cima gemia de tesão enquanto eu o surpreendia ele, rebolando e com leves movimentos para frente e para trás, fiquei foi é concentrado pois alternava abrindo e fechando o quanto podia do meu cuzinho, ele gemia olhando pra mim deu uns tapas e caiu por cima de mim metendo com muita força, eu cheguei a gritar, ele iria gozar e foram vários jatos de porra, ele deu uns gemidos tirando seu cassete colocando, pegando forte no meu cabelo me beijou, pois é que beijo,

- Te Amo. Falou ele.

- Falar que ama depois de uma transar dessas é flerte! Falei rindo.

Tomamos um banho era por volta de 08:00 da manhã;

- Vamos tomar café fora? Perguntei.

- Opa, é para já. Ele foi trocar de roupa peguei um short branco e uma camisa preta dele pois não tinha roupa limpa lá.


#Beto


Ao chegar no Café falei pra Henrique;

- Já pode pedir eu vou ali dentro. O Café era da Heloisa, entrei na cozinha;

- Casa lotada em gata! Falei beijando ela no rosto. Bom dia pessoal! E cumprimentando a equipe!

- Beto acordou cedo que foi? Dormiu com o Henrique?

- Na verdade não dormimos!

- Adoro... (risos), o de sempre?

- Gata caprichado.

Voltando para a mesa olhei e comecei a rir, Henrique só isso?

- O que?

- Amor com a noite que a gente teve eu preciso de alguma coisa bem mais forte. Ele começou a rir e disse!

- Ah Beto pede um mingau de fubá, isso aqui é um local elegante eu não vou fazer feio!

O garçom chega com um maravilhoso prato de ovos com bacon,

- Obrigado!

- Senhor! Ele respondeu, Henrique olhou para mim vermelho;

- Vai se acostumando isso aí é uma máquina trituradora. Disse Heloisa chegando a nossa mesa.

- Vou ter que arrumar outro emprego deste jeito, haha’. Falei para Heloisa, que sentou conosco.

- Engraçadinhos.

Meu celular chamou era minha mãe,

- Licença. Pedi eles para atender ali mesmo. Oi Mãe.

- Henrique está onde?

- Na Barra da Tijuca, porque?

- Lembra da Rosa, minha amiga.

- Sim, o que tem ela?

- Henrique está trabalhando pra The Model Wall, e quer fazer umas fotos suas!

- Mãe o que e é isso?

- Uma famosa agência de modelos de Paris, meu filho é sua grande chance!

- Mãe chance de que?

- Olha vem para estamos no Copacabana Palace, me liga quando chegar.

- Tudo bem. Desliguei e Beto estava conversando com Heloisa e interromperam quando havia terminado.

- Conhecem alguma The Model Wall? Perguntei

- E como conheço, é uma mega agência de modelos de Paris, eles só pegam carinhas brancos e de olhos azuis assim como você é o padrão de lá, porque a pergunta? Disse Beto ainda comendo.

- Minha mãe quer que eu faça umas fotos para eles.

- Está brincando, posso ir? Heloisa já tirava o avental. Beto rindo e me olhou, tipo “responde”.

- Pode, mas acho que não vou fazer, morro de vergonha de fotos.

- Não tem problema, se quiser vamos com você!

- Por mim, tudo bem, mas já vou avisando, não vou fazer isso. Saímos do Café e fomos para o Copacabana Palace, assim que chegamos, liguei pra minha mãe informando que já estávamos aguardando, e veio um mensageiro até nos;

- Os senhores vieram para a secção de fotos? Perguntou ele.

- Não. Eu respondi.

- Sim. Respondeu Heloisa pegando no braço dele que conduziu a gente até uma saleta, que já havia um pequeno estúdio preparado, minha mãe me viu e já veio toda fresca, apresentei todos, e ela me explicou como seria tudo, e eu estava inseguro;

- Henrique acalma, é natural são somente fotos, você não faz isso no colégio, ou na praia. Disse minha mãe. Beto veio comigo no provador enquanto eu colocava a calça ele disse.

- Bem que ela s fotografa poderia ser da G Magazine, não é mesmo?

- Para que?

- Para mim te excitar, pois essa sua calça está demais, você está muito gostoso.

- Sai daqui antes que eu vou ficar duro aqui. Beto me esperou e veio me dando dicas de como ele faz quando fica tenso em secções;

- Mãe preciso disso mesmo? Perguntei baixo a ela. Eu e Beto entramos e ela colocou uma música eu estava imitando ele em movimentos e tudo mais, estava mais tranquilo, logo começamos, com uma música e ela estava com uma câmera gravando e outra fotográfica.


#Beto


Eu e Heloisa estávamos boquiabertos, com a performance de Henrique, com a cara fechada todo tímido fez bonito;

- Escuta aqui, ele é profissional? Perguntou ela.

- Pelo menos nunca me disse nada.

- Beto ele é melhor que você.

- Que eu não, que qualquer um.

- Ai espera aí. Disse Helo’ pegando seu celular. Deita aqui!

- Vai tirar foto aqui Heloisa?

- Acha que vou dispensar a chance de postar Hashtag Copacabana Palace?

- hahaha’ Espera.

- Beto seu cabelo não melhora meu bem, isso aí foi oque?

- Como assim?

- Foi uma tomada ou um poste de energia? Eu ri tanto que tivemos que sair da sala.

Ao fim a fotografa agradeceu e parabenizou ele, Henrique foi vestir suas roupas e eu o segui;

- Você estava perfeito, o que foi aquilo?

- Ah eu não sei Beto, gostou?

-E como, estava até melhor que eu.

Eu o papariquei muito ali, e parabenizei, saímos já na hora do almoço, comemos uma besteira na rua mesmo, e Henrique foi para casa comigo, como passado a noite anterior “acordados”, fomos descansar um pouco.

Foi chegando em casa eu tomei um banho e deitei Henrique já tinha apagado, acho que não tem nada melhor que sono da tarde, kkkkkk’.

Henrique me acordou;

- Beto me leva em casa?

- Não vai andando, é bom que emagrece.

- Beto!?

- Estava brincando. Falei beijando e mordendo ele.

- Você é lindo sabia? Ele disse me olhando.

- Hoje realmente tive minha certeza você é perfeito!

Mimei ele mais um pouco e fomos embora, entramos no seu condomínio e em frente sua casa;

- Olha deixa eu tirar essa roupa sua, espera aqui.

- Tudo bem, mas olha eu adoraria se você tirasse aqui e entrasse peladinho.

- Cala a boca beto. Ele entrou e eu fiquei no celular trocando mensagens com Augusto.

Henrique estava demorando então resolvi entrar, cheguei próximo as escadas e gritei;

- Henrique? De longe ele gritou;

- Me espera estou no banheiro! Como a cozinha era logo perto fui peguei um copo de agua, e vejo um pé subindo as escadas, fui atrás era o Joel, “caralho”.

O Cara estava com uma garrafa de Champanhe e cigarros;

- Você entra na casa dos outros sem ser convidado? Perguntei entrando no quarto de Henrique, que ainda estava dentro do banheiro.

- Eu diferente de você sou verdadeiro com a família. Disse ele vindo até mim acendendo o cigarro.

- Te garanto que uma coisa que você não é, “é verdadeiro”.

Com a rapidez que veio até mim Joel me beijou, bem ele se jogou em cima de mim, era tudo o que eu mais queria...

Beto me deixou em casa pois eu logo iria para faculdade, pensava que teria que ver Joel e Paulo, eu tinha nojo da cara deles pessoas que chamei de amigo, que confiei.

Na faculdade Joel tentou falar comigo mas evitei os lugares onde estavam, fiz o mesmo com Paulo. Sai da faculdade falando com Beto ao telefone, e minha mãe me ligando a todo momento;

- Amor vou ter que desligar, minha mãe não para de ligar.

- Tudo bem, me manda mensagem quando chegar em casa!

- Ok!

- Oi mãe.

- Você não atende.

- Aí é a senhora não espera.

- Henrique falei com seu pai ele vai estar no trabalho me busca amanhã no aeroporto tenho uma surpresa para você!

- Surpresa? O que a senhora comprou para mim?

- Nada!

- O que é então?

- Não posso contar, mas você vai amar. Odeio quando as pessoas me deixam curioso, odeio surpresas, mas vindo dela tudo bem, cheguei em casa meu pai estava na cozinha, entrei cumprimentei ele e peguei um copo de água e uma maçã;

- Meu filho o Cesar descobriu que o filho dele é gay!

- Nossa esse demorou em pai!

- Estava me pedindo conselhos de como fazer.

- Que bom que foi na pessoa certa.

- Não concordo com você, mas eu te amo meu filho.

- Eu sei, e agradeço e te amo, eu só queria isso para todos.

- E o Alberto Tavares?

- Ele morre de medo do senhor.

- Eu percebi. (Risos).

Ficamos conversando com uns amigos, ele tinha pouco tempo pra ficar em casa, mas quando está é atencioso gosta de saber de tudo.


#Beto


Estava em casa havia falado com Henrique e Liguei para Augusto;

- O que me diz de bom?

- Vou pegar a estrada para Búzios agora, rola?

- O que vai ter lá?

- Luau das Tochas.

- Está brincando?

- Não mano sério, te avisei não?

- Porra Guto pregou comigo em mano.

- Foi mal, mas arruma aí eu vou partir em 40 minutos.

- Falou Já é.

Arrumei minhas coisas liguei e falei com Henrique, chamei Heloisa mas ela não poderia ir, logo Guto passa aqui em casa e partimos Búzios em 3 horas de viagem chegamos na casa de uns amigos de longa data, iríamos ficar na casa deles durante a festa que duraria, 2 dias assim que chegamos na casa o som deles já estavam alto e bebendo pra caramba, eu e Guto fomos para um quarto onde tinha duas camas de solteiro e um banheiro, subimos nossas coisas e desci, peguei uma latinha de cerveja e a bagunça começou ficamos na piscina curtindo até a hora do evento;

- Cara isso aqui é um paraíso! Gritei de dentro da piscina para Guto no quarto, ele sorriu e pulou do segundo andar na piscina, o cara era louco,

- Vamos para o show daqui a pouco, e voltamos no meio da noite, dependendo nós poderíamos chamar umas garotas e fazer uma social aqui em casa. Falou Breno o dono da casa. Em poucas horas nos arrumamos e fomos para o local, não era tão longe tão longe, pessoal foi uma loucura total, bebemos muito dançamos e eles fizeram a festa ficaram com centenas de garotas, isso no primeiro dia foi uma loucura chegamos em casa 06h00min da manhã,

Não dormimos saímos para comer algo e a tarde bebendo e praia, eu bebi tanto que não sei como conseguia continuar, segundo dia de show, mesma coisa todos nós loucos,

É muita pegação eu fiquei na minha quieto em respeito ao Henrique e a mim, nesse dia fomos embora pouco mais cedo as 04h00min da manhã chegamos sentamos eu e Guto no sofá e gravamos um vídeo para o Instagram dele que ficou hilário,


#Henrique


Acordei cedo e fui para o aeroporto buscar minha mãe, estava no portão de desembarque ao celular quando ela se aproxima correndo e me abraça eu primeiramente assustei,

- Cadê a minha surpresa? Em? Perguntei!

- Está vindo ali...

Ai meu Deus, saindo com uma mochila nas costas cabelo bagunçado, todo branco tipo neve, sorriso que nunca saiu do meu coração... Era Max Ribeiro, meu primeiro amor, a pessoa em que eu jurei o primeiro amor de minha vida, pessoa essa que só se foi por causa de sua família... Pessoa essa que estava de volta!

Sem se quer uma palavra se aproximou, me dando um selinho na boca.

Eu fiquei com cara de paisagem na hora;

- Oi, tudo bem com você? Perguntou Max, pegando na minha mão, juntando nossos dedos.

- Oi.

Ele foi me conduzindo atrás de minha mãe que levava as malas

“Diz-me o que fariam se o amor sua vida voltasse do nada dizendo que amava você! Max teve que ir embora anteriormente, pois sua mãe estava muito doente e ele foi para cuidar dela, nos tecnicamente não namorávamos mais, só que na época eu sofri muito com sua ida, e aparece Beto perfeito na minha vida, eu amo Beto, mas confesso que Max mexia comigo, eu não sabia o que fazia, não sabia como contar para Beto muito menos para Max, estava em um mato sem cachorro. ”

Ao chegar em casa minha mãe foi para seu quarto e Max subiu e deixou suas coisas no meu, (é pessoal anteriormente ele morava dentro de minha casa, era muito próximo a minha família e principalmente de meu pai), eu entrei no quarto ele fechou a porta e veio para cima de mim e beijando, caímos na cama e eu o interrompe;

- Espera!

- O que eu foi?

- Tenho que sair, desculpe.

Sai do quarto peguei minhas coisas e sai de casa, eu precisava pensar o mais rápido possível, andei por um bom tempo, liguei para Beto, mas o celular dele estava desligado, estava entrando no condomínio já à noite e vejo o carro de Beto na porta, caralho ele estava na minha casa e Max também.


#Beto


Cheguei de viagem e estava morrendo de saudades de Henrique fui direto para sua casa depois de passar o fim de semana longe era tudo o que eu queria seu beijo e seu abraço, já na sua casa ao bater na porta me abre um cara branco de ótima aparência com um sotaque de francês,

- O Henrique, por favor. Logo perguntei.

- Ele saiu, posso ajudar?

- Não, tudo bem vou esperar. Falei entrando, quando desce as escadas o Pai de Henrique falando com o cara.

- Max como é bom ter você novamente, agora àquela empresa volta ao que era antes.

- Sim Senhor "Porto", voltei 100% e o que depender de mim.

- Boa Noite Alberto.

- Boa noite senhor.

Eles foram abraçados em direção à cozinha, me parecia serem bem próximo, acho que o cara era funcionário ou alguém importante da empresa onde Henrique trabalhava, por falar em Henrique chegou pálido abriu e fechou a porta em silêncio me chamou baixo quando veio o tal Max,

- Meu amor onde estava? Tem um amigo seu te esperando. Disse ele se aproximando e dando um selinho em Henrique, eu me levantei do sofá tremendo e perguntei antes de pular no cara.

- Amor? Perguntei.

- Beto...

- Já nos apresentamos sou Max o namorado de Henrique!

- Henrique o que ele está falando? Perguntei me aproximando!

- Beto eu posso explicar!

- Espero que tenha uma ótima explicação para isso. Falei apontando para o cara.

- Quem é você? Para falar assim? Max disse vindo até mim eu já estava indo para cima dele.

- Fala pra ele Henrique, quem sou eu? ...

A pior coisa que fiz na vida foi a tal pergunta!

Ele não respondeu.

- Henrique. Falei com a voz rouca, já assustando! Descia lagrimas dos meus olhos, elas percorriam até cair no chão e explodirem com o silêncio de Henrique.

- Acho melhor você ir. Max disse.

- Eu não sei se me enganei, não sei se conheço você! Acreditei em você? E porque mentiu para mim, sempre fui sincero com você. Cara eu te amo! Pelo amor de Deus fala alguma coisa.

Ele chorava de cabeça baixa, eu já estava para ajoelhar em seus pés, e gritar para me dizer algo uma palavra se quer, mas o que saiu de sua boca não foi nada agradável.

- Por favor, Alberto vai embora.

Foram às palavras que caíram de sua boca, caíram como meteoros no meu coração.

- Eu vou sair agora.... Depois que eu sair não se atreva a pensar em mim... Não me ligue... Não pense em mim e nem venha atrás... Porque você não vai gostar do que vai encontrar.

Falei saindo e limpando as lágrimas.


#Henrique


Eu sentia uma dor no coração, mas eu tinha que ser daquele jeito, ser seco com Beto primeiramente para depois conversar com ele. Eu subi para meu quarto e estava péssimo e Max veio atrás de mim queria saber de tudo.

- Henrique o que foi aquilo lá em baixo?

- Max agora não, por favor.

- Henrique, eu quero uma explicação!

- Você vai embora e não dá notícias, quer que eu fique no meu quarto? Chorando esperando você voltar, e se voltar algum dia?

- Eu te esperei, você disse.

- Eu disse, eu sei o que eu disse, que esperaria você...

- O que você tinha com aquele cara?

- Ele disse que me amava. Falei baixo indo até a sacada.

- Eu fora do pais enterrando minha mãe e você aqui no Brasil namorando? Como pode Henrique!

- Não tenho culpa, você não me falou nada, “sumiu”, sem dar notícias e queria que eu esperasse por algo que talvez nunca mais voltaria, Max eu liguei eu sofri, só não fui atrás pelos meus pais, pensa em mim, na minha situação. Cai em prantos, sentei ao lado da cama chorando como um garoto, “perdido”.

- Desculpe, fui egoísta não pensei em como você ficaria. Disse ele sentando e me abraçando enquanto eu chorava.


#Beto


Deitado em minha prancha, sob a água salgada do mar..

“Está fazendo um dia lindo de outono. A praia estava cheia de um vento bom, de uma liberdade. E eu estava só. E naqueles momentos não precisava de ninguém. Preciso aprender a não precisar de ninguém. É difícil, porque preciso repartir com alguém o que sinto. O mar estava calmo. Eu também. Mas à espreita, em suspeita. Como se essa calma não pudesse durar. Algo está sempre por acontecer. O imprevisto me fascina. ” (Clarisse Lispector).

Eu estava no meu refugo, no lugar onde eu conseguia colocar minhas ideias em ordem, onde acalmara meu coração, onde a brisa levará embora minha dor juntamente com águas do mar, mar esse que não escutou meu clamor, dessa vez foi somente dor.

Era como se levei uma facada no coração e torcia ela para os lados, dor essa que o único remédio era a morte.

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