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Caprichos do Acaso - Capitulo 05

Mas como continuaria minha vida sem ele, sem Beto.

No dia seguinte fui trabalhar foi pouco difícil, mas eu estava enfrentando essa questão, indo para faculdade saindo com Joel, mas nada era como antes eu estava triste, por dentro sempre faltava algo, tinha medo caso Beto me procurasse eu não resistiria a uma palavra, de tanta saudade.

#Beto

Dois dias na casa de Heloísa, decidi voltar e tocar minha vida, eu havia decidido em ir falar com Henrique na próxima semana, para pelo menos pedir perdão e saber se ele estava bem!

Assim que entrei não dei três passos a campainha toca, era Anderson;

- Oi!

- E aí.

- Tudo bem?

- Não!

- Você saiu sem falar nada aquele dia chorando eu fiquei desesperado, podemos conversar agora?

Anderson sentou-se e eu contei toda a história a ele tudo mesmo, ele me falou que o tal Joel perguntou de mim, quando terminei pensei em matar aquele Viado, mas Anderson disse que iria até Henrique e se explicasse, eu agradeço e pedi para que ele me avisasse quando terminasse.

À noite fui a faculdade e tomei o cuidado para que Henrique não me visse eu queria pegar Joel, mas ele não desgrudava do pé do cara, depois do intervalo ele foi ao banheiro sozinho, ele entrou eu fui atrás e tranquei a porta,

- O que é isso? Perguntou ele quando ouviu.

- Nada!

- Beto, o que está fazendo aqui?

- Já disse para você é Alberto Tavares, e você só vai sair daqui quando me dizer PORQUE?

- Está maluco, porque o que?

- Porque você me odeia? Porque não me quer com Henrique? E porque armou para mim?

- Não te odeio, Henrique não serve para você, eu não armei nada.

- Ele me ama eu amo ele, o que é ou você está apaixonado por mim ou por ele, diz Joel, vai se revela! Não tem ninguém perto só eu e você. Falei me aproximando e provocando reações nele.

- Amo, amo sim ele é claro, Henrique não viu ainda, mas ele me ama.

- E porque não estão junto?

- Por sua causa. Não adianta Alberto, vocês não vão ser felizes juntos.

- Olha o que está dizendo cara, e quem é você para falar uma coisa dessas, Deus?

- Não sou Deus mas se depender de mim, acabo com você! Não me contive e virei a mão contra sua cara, nele se virou e me olhou assustado.

- Nunca mais me ameace, isso foi para você perceber que não sou o Henrique é nem aquele Paulo, que você manipula, entra no meu caminho de novo que eu risco você do mapa! Sai daquele banheiro pisando sobre fogo, nunca suportei ser ameaçado e Joel estava precisando de uns tapas.

#Henrique

Joel voltou para sala de aula estranho, bem ele sempre foi não é mesmo, ele e Paulo estavam bem próximos a mim nestes dias tanto que estávamos indo juntos a faculdade, no dia em questão Paulo me deixa em casa, assim que entrei me deparo com o cara que havia beijado Beto na praia.

- O que está fazendo aqui? Quem deixou você entrar?

- Desculpe, Henrique vim aqui para me explicar, sua empregada me autorizou.

- Foi ele que mandou você aqui?

- Não, não foi o Beto.

- Diz logo o que quer.

- Não foi culpa dele!

- Ah sei, agora me fala que papai Joel existe?

- Cara escuta, ele é meu vizinho sempre foi dedicado e atencioso comigo, eu me enganei com ele, Beto te ama Henrique, você sabe disso. Eu que beijei ele.

Lá no fundo eu sabia daquelas palavras difícil era aceitá-las.

- É só isso? Perguntei.

- Henrique eu só vim aqui, porque ele está muito mal, eu fiz minha parte, agora é com vocês, espero que fiquem bem. Eu estava com a porta aberta esperando ele sair. Pronto mais uma noite sem dormir, para piorar a 01:30 Beto me manda uma mensagem “Oi? ”.

No fim de semana fui com minha mãe a praia e estávamos na areia sentados, ficamos bom tempo eu mergulhei esfriei pouco a cabeça,

- Pedi uma batida para você. Disse ela apontando para o copo.

- Obrigado nossa que calor. Disse eu olhando para minha direita, vejo Beto.

Estava com Heloisa e deu para ler os lábios dela quando falou;

- Não olha agora, mas Henrique está aqui.

Beto estava magnífico com uns óculos espelhado olhou primeiramente com um rosto fechado,

Entregou a prancha para Heloisa e veio em minha direção, nesse momento minha mão tremia tanto que não tinha reação,

- Oi!

- Oi!

- Prazer, Alberto Tavares! Disse ele para minha mãe,

- Tavares, você por acaso é filho do desembargador Tavares?

- Sou, eu mesmo.

- É um prazer!

- Prazer todo meu. Minha mãe sabia mais dele do que eu, logo Beto olhou e me disse;

- Podemos conversar? Perguntou ele pegando no meu braço.

- Aqui?

- Não, posso ir na sua casa hoje a noite?

- Sim, depois da faculdade, eu te ligo.

- Tudo bem, vou esperar, Prazer em conhecê-la. Disse a minha mãe saindo, Heloisa piscou para mim como forma de comprimento, eles entraram na água e estavam surfando, e eu? Ah eu estava com as pernas bambas, em relação ao que fazer, será que ele merece uma nova chance, e eu como agiria, pois, é não sei o que fazer ou responder. Estava em um “beco sem saída”.

Aquele dia demorou passar, fiquei em casa a maior parte do tempo e até dormir para acelerar as horas,

- Meu filho vamos jantar fora, quer ir conosco? Tudo o que eu precisava meus pais fora de casa.

- Não, não, vou ficar por aqui mesmo.

Eles saíram, tomei um banho, e estava tão ansioso que eu tremia, as pernas como a primeira vez que eu vi ele, tudo bem foi meio que um atropelamento, mas foi “Deus” conspirando o destino a nosso favor.

• Beto •

Já aguardava Henrique me ligar para ir, Heloisa estava comigo em casa e iria me deixar na casa de Henrique eu voltaria andando pois passaria na casa de meu amigo, o Augusto.

- Gata até mais e me deseje sorte. Falei saindo do carro.

- Boa Sorte, e Beto manda beijo para ele.

Entrei no condomínio o porteiro já anunciou na casa dele que eu iria chegar, toquei a campainha e ele abriu.

- Nossa cadê os empregados?

- Entra logo. Fomos em direção a piscina, sem nenhuma palavra, eu fiquei receoso pela sua atitude, mas o segui.

- Está calor, podemos ficar aqui? Perguntou Le apontando para o bangalô que havia duas espreguiçadeiras com almofadas, local bem aconchegante no jardim. Sentei ele de frente para mim, olhando nos meus olhos eu o encarava, seu olhar era diferente;

- Desculpe! Eu respirei e continuei. Eu deixei, eu dei espaço para que ele me beijasse.

- Eu sei, Alberto já sei de tudo isso, ele me contou o que houve.

- Por favor não me chame de Alberto não você, quer dizer que me perdoa?

- Perdoar sim, mas me fala você no meu lugar?

- Eu te entendo Henrique e sei o quanto é difícil, para você.

- Acha que merece uma segunda chance? Em Beto o que me diz?

- Sim, não uma nova chance e sim a chance de eu o fazer feliz.

- Você já teve, e olha o que aconteceu quando confiei em você, e agora como vou confiar novamente e você? Sem estratégia ou algo do tipo, sentei do seu lado peguei em sua mão e o beijei, nossa como era bom o gosto de sua boca, terminei o beijo ficando rosto a rosto,

- Por favor, não faz mais isso comigo, acho que não aguento. Disse ele de cabeça baixa. Abracei ele forte mesmo e falei.

- Henrique eu te amo. Ele voltou a me abraçar e ouvimos palmas ao fundo, era Paulo.

- Ele beija o vizinho dele na sua frente e você inocente acredita em tudo que esse cara diz. Disse Paulo vindo em nossa direção.

- Vizinho? Como sabe disso Paulo? Eu não me lembro de mencionar isso para você.

- Não tenho certeza! Não disse.

- Você deve ter citado isso! Disse Paulo se defendendo.

- Você sabia? .... Em? ... fala... Beto deu três empurrões e Paulo furioso,

- Não, encosta em mim moleque... Paulo gritou e eu já assustei, foi a deixa, Beto deu um soco na sua cara que Paulo caiu no chão, ele partiu para cima deu uns chutes e sentou cima dele com socos contínuos, eu segurei Beto e gritei para que Paulo fosse embora.

- Vai embora daqui, some! Ele saiu limpando a boca de sangue.

- Isso não vai ficar assim! Ele falou apontando o dedo.

- Ainda paga de ameaça. Beto pulou para cima dele de novo que conseguiu escapar, comigo segurando ele;

- Me solta!

- Você é animal em? Que vontade é essa de bater em todo mundo

- Esse aí vai pensar duas vezes antes de olhar para o seu lado agora.

- É ciúmes Beto? Você com ciúmes de mim?

- Não, é isso não, nada a ver.

Levei Beto ao banheiro pois ele acabou se sujando pouco com o sangue de Paulo, ele se lavou, e me abraçou novamente,

- Eu tenho que ir!

- Mas não pensei que dormiria comigo?

- Não dá, marquei de sair com o Augusto.

- Um tudo bem.

- E eu não queria que seus pais chegassem e me pegasse na cama com você.

- Tem medo é?

- Não, só muito, kkkkkkk. Ficamos mais um tempo se beijando e ele saiu andando mesmo, fui para cozinha preparar algo para comer pois estava cansado, logo mais ligaria para Paulo para saber da tal burrada e perguntar o porquê havia feito aquilo.

• Beto •

Mesmo com vontade de matar esse Paulo, e sumir com Joel eu estava feliz por reatar com Henrique, ele me fazia tão bem, mas tinha que fazer ele ver que está ao seu redor, eu estava disposto a isso.

Cheguei na casa de Augusto e como havia poucas coisas daí eu me arrumei e saímos, fomos para uma casa de shows que tinha inaugurada, como quem cantaria lá era um colega nosso fomos prestigiar,

Saímos de lá muito bêbados, pegamos um táxi o dia estava amanhecendo, chegamos na casa dele, e eu fui tomar um banho para deitar, sai pelado só com a toalha no corpo, e ele vem entrando no banheiro caindo eu apoiei ele pra auxiliar, Augusto me beija, galera não foi selinho e sim um beijo muito top, caramba eu assustei, ele me prendeu contra a parede e passou a mão na minha bunda, ele tinha uma pegada que eu cheguei a assustar.

- Ta maluco. Disse eu empurrando ele.

- Pô você é meu amigo gay Beto, quebra essa eu to na seca.

- Augusto por isso mesmo, sou seu amigo e não rola nada entre a gente mano.

- Porra cara quebra essa só uma chupadinha vai! Eu já comecei a rir ele estava muito na seca para fazer é pedir tal coisa.

- Faz o seguinte toma um banho de água fria aí. Ajudei ele é coloquei ele na cama, nem deitou e já estava dormindo, eu também fui a mesma coisa.

- Beto! Mano acorda! Vamos almoçar fora?

- Que horas são?

- 13:00! Levantei troquei de roupa, como não havia misturado a bebida não estava de ressaca, saímos e almoçamos fora, depois de mais ou menos uma hora pegamos as bicicletas na sua casa e fomos dar umas voltas, claro não poderia acabar em outro lugar se não fosse na praia;

- Mano as vezes eu penso, nessas pessoas que não tem nada, e dão valor em tudo.

- Como assim?

- A gente, meus país moram longe não querem saber de mim, me mandam dinheiro como se estivesse mandando amor pelo banco.

- Porque está falando disso agora Guto?

- Sei lá acho que estou sozinho demais.

- Eee que papo é esse?

- Vou arrumar uma namorada para mim. Eu ri muito quando ele falou, porque quando eu era Hétero nós éramosoas maiores galinhas de Copacabana, não estava nem ai pra ninguém. À noite eu estava em casa e Heloisa me liga;

- Gato está onde?

- Em casa.

- Vamos sair?

- E quer ir para onde Helo?

- Pro motel!

- Heloisa acho que já sabe que sou gay, não é? Já te falei isso!

- Se eu quisesse ir transar chamaria outro cara! Tabom seu convencido.

- E quer fazer o que em um Motel?

- Tomar banho de hidromassagem! Rachei de rir dela, mas concordei e fomos chegando lá realmente ela estava certa, é muito bom e relaxante mas claro estava bom demais, meu celular chama, era Henrique;

- O que eu digo?

- Mente fala que está no banho!

- E se ele estiver no meu apartamento?

- Ai Beto não sei!

Atendi o celular!

- Oi!

- Oi Amor!

- Está em casa?

- Não. Respondi olhando pra Heloisa. Eu estou no Motel!

- Ah, Motel! Como assim?

- Com a Heloisa!

- Heloisa? Mas... Espera aí não to entendendo nada!

Expliquei para ele que zoou ela assim como eu, mandei uma foto para deixar ele tranquilo.

Henrique me chamará pois queria dormir lá em casa, eu já tinha em mente nossa transa, iria amarrar ele na cama e fazer de meu escravo, ele não fazia ideia que seria meu daquela forma...

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