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Atração Perigosa - Capítulo 4 - Pedido de Desculpas

SAMUEL SAMPAIO

De volta a minha sala, eu me sentei olhando todos aqueles papeis, e torcendo para pelo menos estar seguindo um caminho plausível.

Meu celular chama ao lado, eu olho e era o Ícaro. Eu peguei o aparelho, fiquei olhando enquanto ele vibrava;

- Pensei que não iria me atender! – Fala ele, antes de eu dizer "Alo".

- Eu também pensei. – Me acomodo na cadeira.

- Estou na frente do seu apartamento, com uma garrafa daquele vinho do Porto que você gosta, e sua caixa de trufas de chocolate meio amargo favorita.

- Isso é um pedido de desculpas?

- O Vinho é só para ficarmos bêbados mesmo, mas as trufas sim. Será daqui a onze minutos. - Escuto carros passar ao fundo da chamada.

Abro um sorriso de canto de boca, o único a me fazer sentir bem nesses momentos era ele;

- Estou saindo. - Desligo o telefone.

Por causa da investigação eu estava sendo acompanhado até em casa, e de casa para o trabalho. Falei com meu amigo, para me deixar na quadra anterior. Segui andando mesmo. É instantâneo ele me viu e um sorriso involuntário se abre em minha boca;

- Obrigado. – Eu pego o vinho e a caixa de trufas, me viro de costas abrindo a porta.

Ele fica de pé, parado olhando minha atitude. Abro a porta e entro, ele ainda me encarando, olhando dentro dos olhos;

- Trouxe aquele lubrificante que gosta! – Ele tira seus óculos.

- Entra! - Afasto para ele passar.

Ícaro me abraça, segurando pela cintura e vem me beijando colocando contra a parede. Eu solto a porta que bate sozinha. Com o vinho em uma mão e o chocolate na outra, eu não segurava ele, e sim ele em mim.

O elevador se abre e um casal de senhores sai, meus vizinhos. Ícaro para na hora, ficando muito sem graça;

- Boa tarde, Samuel. - Ela me cumprimenta.

- Boa tarde, Dona Olga. - Coloco o vinho frente o volume que se formou em minha cueca.

Seu marido me olhou nos olhos, julgando. O casal sai, e eu vou empurrando o Ícaro que estava vermelho de vergonha.

Bem, entramos no apartamento já beijando, continuando o que havíamos começado lá embaixo, deixei o vinho de lado e ficamos ali na cozinha, eu pressionando ele contra o balcão;

- Cadê as taças? – Ícaro se vira.

Beijos suas costas, e mordo seu pescoço, pegando forte em sua bunda. Ele pega o abridor, mas deixa cair no chão dizendo;

- Deixa esse vinho, vamos usar aquele lubrificante.

Abro um sorriso e ele me abraça forte. Instantaneamente sinto o que ele queria;

- Mano aquele dia... - O interrompo, levando a mão em sua boca.

- Já tivemos essa conversa antes, não somos namorados, não temos compromisso, então sem essa de cobranças. Não precisa explicar.

Ele abaixa o olhar, mudando sua feição;

- Cara fica de boa, eu estou de boa. - Minha mão estava na sua nuca, fazendo um carinho em seu cabelo. E as mãos dele em minha cintura, entrelaçada.

- Valeu, você é foda. - Seu sorriso aparece.

- Você. - Antes de terminar de falar, a campainha toca. - Mas... Quem? - Aproximo do interfone.

- Meu filho. – Ajeito minha camiseta. - Ícaro é meu filho.

- Quer que eu vá embora?

- Não, fica.

Vi que ele estava acompanhado, mas não conseguia ver quem. Liberei a entrada e ja abri a porta esperando ele no corredor.

- Porque não disse que iria trazer ele hoje? – Já encaro o garoto.

- Avisei, o senhor que não lembra. – Jonathan responde. - Guilherme, meu pai Samuel, e pai, esse é meu namorado Guilherme.

O garoto estende a mão, e olho nos olhos dele dizendo;

- Espero que meu filho comentou que sou policial.

- Sim, falou senhor.

- Entrem e podem sentar.

Ícaro estava na cozinha, ele estava abrindo a garrafa de vinho.

- Sentem ai. - Mostro o sofá.

Entrei na cozinha, pegando a taça, e bebendo um gole servido;

- Quem é o Jonathan? - Ele pergunta.

- O de camisa preta. Me dê um minuto.

- Sem problemas. Quer que eu fique aqui?

- Não, pode vir. - Ele me segue até a sala.

- Quem é ele? – Jonathan olha para Ícaro.

- Colega do trabalho, e não mude o foco dessa visita. - Gesticulo que não com o dedo, bem devagar. - Você quando começou a aliciar meu filho? - Coloco a taça de vinho frente ao Guilherme.

- É... Na verdade, foi ele quem me beijou primeiro.

- JONATHAN. – Grito.

- Guilherme. – E Jonathan repreende ele.

- O que? – Diz o coitado.

- Ei, Ei, Ei, eu que brigo aqui. - Falo alto. - Escutem estão usando camisinha?

- Pai! – Jonathan fica vermelho. – Não fizemos nada ainda.

- Serio? - Julgo eles. - Hoje em dia vocês são tão imediatistas.

- Aceitam? – Fala Ícaro chegando e servindo vinho para eles.

- São menores de idade Ícaro. É crime.

- Samuel não estão em uma Rave. E você não tem refrigerante, só cerveja na geladeira.

ÍCARO MONTEIRO

Comigo sentado junto, saiu uma conversa mais tranquila, Samuel conheceu melhor o Guilherme. Jonathan ficava me encarando, eu receoso de ele contar algo que viu, ele me fazia umas perguntas, mas fiquei mais quieto, quando se tratava dele.

Em um momento que fui a cozinha, levar as taças, ele veio abrindo a geladeira. Ao se abaixar do meu lado percebo um hematoma em seu pescoço;

- Ei, pede para Guilherme ir devagar. Seu pai fica louco se ver isso. – Falo mostrando o machucado.

- Não foi nada, eu cai. Já disse, não fizemos nada.

Olhei no fundo de seus olhos e digo;

- Eu acredito em você.

- E valeu por aquele dia, me ajudou muito, não me encheram mais. - Ele fecha a porta com um sorriso de agradecimento.

- Tranquilo, mas não diga nada ao seu pai, pode ser? Não posso andar armado por aí. - Uso da mentira de Samuel para me "acobertar".

- Tudo bem, se não disser nada eu não digo. – Jonathan leva a mão na mancha.

Um amigo do Samuel levou os meninos, ele disse amigo, mas vi na janela que uma viatura veio até seu prédio. Eu estava lavando as taças e ele entra coçando a cabeça;

- Mano, Jonathan quer vir morar comigo. – Fala ele me abraçando de lado.

- E porque não vem? – Seco minhas mãos.

- Não é assim, o juiz deu a guarda dele para a mãe, mas tem alguma coisa, ele está estranho.

Samuel pega um pano de prato e começa e a secar as taças;

- Não sabia que ele era gay. - Exclamo.

- Nem eu, a poucos dias, estou tentando lidar com isso, é muita coisa.

- Talvez ele esteja estranho também por tudo que esta acontecendo.

- É você tem razão. Faço o possível para ser um bom pai, sabe aquela historia, oferecer o que você não teve.

- Sim. Quando vai falar com ele?

- Sobre?

- Você.

- Eu vou, em breve, mas agora tenho que focar no meu trabalho sabe.

- Sim, tudo a seu tempo. - Aproximo beijando ele.

Samuel desce as mãos em minha cintura, mordendo minha boca, e me apertando contra a pia. Ele afasta seu rosto olhando nos meus olhos e diz;

- Pensando o mesmo que eu?

- O que?

- Terminar aquela serie comendo esse chocolate?

- Sempre. – Respondo curvando a cabeça para trás.

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