• Richardson Garcia

Apenas Hoje - Verdade ou Consequência

#Luis


Nicolas saiu da água e veio até mim, que acabara de entrar no jardim;

- Bom Dia, vocês demoraram.

- Não encosta em mim está molhado.

Falei enquanto ele me beijava, cumprimentou o Fabrício;

- Vamos comer, viemos direto pra Ca.

A mesa do café estava posta a beira da piscina, estava faltando  o Cauê na turma, as meninas sentadas na mesa e Eduardo e Nicolas iguais a meninos na água, atrás de nos havia uma quadra de vôlei de areia e mais atrás uma de futebol, em nossa frente a piscina e o jardim imenso.

- Oi meninas, bom dia. Bom dia. Nossa que mesa linda.

- Bom Dia, Luis, bom dia Fabrício. Dormiu na casa de Luis Fabrício?

- Sim, passei a noite por lá.

- Cuidado em Nicolas já matou alguém. Rsrsrs’.

- Engraçadinha Ayla.


#Eduardo


- Ai de novo, Eduardo presta atenção.

- Desculpa Ayla.

- Desculpa nada, se não entrarem logo, vamos molhar vocês.

- Elas te afogam Nico. “Ai eu fiz chapinha”, “Esse cloro vai acabar com minha hidratação”.

- Hahaha’. Mano, quer ver eu matar eles de susto.

- Nicolas o que vai fazer?

- Espere ai.

Ele saiu da piscina e pegou o roupão, não colocou no corpo, somente secou o rosto e o cabelo, entrou dentro de casa e saiu escondendo alguma coisa, ele se aproximou da mesa, eu sai da piscina, sabia que ele iria aprontar.


#Nicolas


Tirei uma pistola debaixo do roupão e apontei para elas gritando;

- Que não vai entrar nessa porcaria de piscina? Fala?

Gritaram literalmente, Fabrício ficou mais assustado de todos, o Eduardo entendeu a brincadeira e fez cena;

- Nico, mano larga isso, elas estavam brincando.

- Não agora quero ver, se entra ou não entra.

Repetidamente elas falavam as palavras;

- Nicolas para de graça, larga essa arma, é perigoso.

Até os funcionários dentro da casa se assustaram, dei mais um grito;

- Entra logo porra.

- Para com isso Nicolas, não estamos com graça pro seu lado.

- Ah' é Luis?

Apontei em Fabrício e atirei, ele caiu da cadeira gritando muito alto, ouvi gritos até de dentro da casa, Agatha pulou na piscina, Eduardo quase mijou na sunga de tanto rir;

- Você atirou perto demais filho da puta. Olha aqui ficou roxo.

Disse Fabrício se  levantado;

- Mas, como assim?

- É uma arma de Airsoft amor.

- Amor? Você sabia disso e ainda deixou ele fazer isso Eduardo, ai odeio vocês, quase me mataram de susto.

Nossa todos xingaram a gente, até Luis ficou bravo, bem foi engraçada para a gente mas não para elas, que ficaram putas.

Ainda antes do almoço jogamos um futebol. Cauê não veio, decidiu passar o fim de semana com os pais, e viajou só voltaria no fim da outra semana, depois do almoço resolvemos descer até a praia, foi uma coisa de casais mesmo, só Fabrício e Agatha que não se entendiam muito bem, Luis estava com umas frescuras também, desde que sai do hospital ele estava diferente;

- Diferente como Nicolas?

- Me esnobando Eduardo, não fiz nada pra ele, e fica me tratando como capacho.

- Já passei por isso.

- E o que aconteceu?

- Terminei com a garota, não sou idiota. Calma Nico não que você seja, mas  quando ele vê que você gosta dele, ele vai te esnobar.

- Entendo, foi o que eu fiz quando ele gostava de mim.

- Pois é mano.

- Não quero terminar com ele, eu gosto dele, e se me assumi foi para ficar com o Luis em publico daqui pra frente. É Eduardo, posso te pedir uma coisa.

- Diga.

- Pede Ayla pra conversar com ele.

- Fica tranqüilo, vou pedir pra ela dar uns toques em Luis.

- Valeu mano.

Voltamos a tarde, nos armamos as barracas em volta da piscina, e o clima era para Agatha e Fabrício ficarem juntos, mesmo ela esnobando ele;

- Como mano?

- Não sabemos Fabrício, vou desligar a chave geral de tudo a noite e você aproveita disso.

- Cara mas e os vizinhos?

- Ai Fabrício, não seja burro, você vê algum vizinho daqui? Olha o tamanho disso, nem vão perceber.

- Não sei Nico.

- Não seja froxo Fabrício.

Ele só respondeu apontando o dedo. Mais tarde depois que comemos besteira, o caseiro do lugar separou e preparou uma fogueira que acendemos, ficou somente poucas luzes, as oito e meia Eduardo piscou pra mim;

- Mano vou no banheiro soltar um barro, qual posso ir?

- Ai que nojo Nicolas, não sei como suporta Luis.

- Eu que o diga Agatha.

- Quarto dos funcionários, nos fundos da cozinha, tem uma banheiro mais afastado, vem te mostro vou pegar mais gelo.

Fabrício sabia que iríamos aprontar, assim que entrei na sala de maquinas;

- Esse Nicolas, só desativa quando eu estiver La fora, preste atenção, essa é a guarita dos seguranças se desligar, meu pai descobre lá em paris.

- Como assim?

- Ele ativa o alarme idiota.

- Haha’ beleza, vai logo cara.

Ele saiu, voltei para dentro e desliguei as chaves responsáveis pela energia, as meninas gritaram mas até tudo bem pela claridade da fogueira, eu dei uns gritos La dentro e sai;

- Quem apagou a luz?

- Acho que foi um apagão.

- Não tem um gerador em uma mansão dessa Eduardo?

- O gerador é para a segurança Ayla, ela utiliza de câmeras as guaritas.

- Que ótimo, vamos embora então?

- Mas é claro que não, já estamos prontos pra dormir mesmo.

- Estranho, acabar só agora que está tudo pronto, que já comemos.

- Nada estranho Luis, então vamos brincar de alguma coisa?

- Brincar?

- É, ou querem ficar aqui olhando um pra cara do outro?

- Verdade ou conseqüência?

Ayla deu a idéia, todos concordaram, afastamos da fogueira peguei uma garrafa e girei, ela caiu em Agatha, eu perguntei;

- Verdade ou conseqüência?

- Verdade.

- Você me namoraria? Porque?

- Não, você é egocêntrico, metido, marxista e intolerante.

Todos riram de mim, mas tive que perguntar;

- Marxista?

Ela sorriu e eu beijei Luis, que não estava com uma cara muito boa. Agatha girou e caiu em Fabrício, nossa como esperava esse momento;

- Verdade ou conseqüência?

Ele rapidamente respondeu;

- Conseqüência.

- Desafio a entrar na piscina pelado.

- UOU.

Rimos ele tentou relutar, mas se desistisse sairia da brincadeira, se escolha, Fabrício foi para o outro lado da piscina tirou a roupa toda, sim, ficou pelado e pulou na água, após mergulhar, ele saiu gritando pois água estava pouco fria, pegamos um roupão pra ele, e veio jogar, rodou a garrafa, caiu em Luis;

- Verdade o conseqüência?

- Verdade.

- Você gosta da vida que tem?

- Não.

Luis respondeu friamente, todos ficamos de olhos arregalados, logo relutei;

- Porque?

- É a vez de Fabrício e ele não perguntou o porque.

Disse Luis rodando a garrafa, que caiu em Eduardo;

- Verdade ou conseqüência?

- Verdade.

Sem gaguejar, como se tivesse a pergunta na ponta da língua, Luis disse;

- Já ficou com algum cara que não seja eu? Se sim, quem?

- Não fiquei com você, nos beijamos pra peça, isso está explicado.

- Não respondeu minha pergunta.

Esfriei no momento;

- Sim.

Ayla perguntou;

- Quem?

Luis repetiu, como a jogada era dele;

- Quem?

Adivinhem, Eduardo pensou que eles levariam na esportiva, e respondeu a verdade;

- Com Nicolas.

- O que? Como assim, você é gay Eduardo?

- Não Ayla.

- Como não me disse isso antes? Eduardo? Nicolas isso é verdade?

Nossa abaixei minha cabeça não sabia o que dizer, Nicolas ficou branco;

- Onde Nicolas?

- Em Cancun. Na noite que tomamos o êxtase, mas não fizemos nada.

- Nada? Se beijaram, e não fizeram nada?

- Por que não me contou isso Eduardo?

- Ayla me escuta, acha que queria que ficasse assim? Você esta tremendo.

- De raiva isso sim, quer saber eu vou embora pra minha casa.

- Eu também.

- Me esperem meninas eu levo vocês.

Ayla, Agatha, e Luis foram embora, putos de raiva;

- Bela idéia Nicolas.

- Você que mandou apagar a luz Eduardo.

- E eu, não tive nada haver com isso.

- Cala a boca Fabrício.

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