• Richardson Garcia

Apenas Hoje - SURPRESA

#Caio


Saindo no estacionamento com Thiago e Marcelo,  Luan chega estacionando do lado, sem ao menos descer do carro diz;

- Cadê seu filho?

Já imaginava que Nícolas havia aprontado;

- Nícolas saiu com você Luan.

- Quando eu encontrar ele não respondo por mim.

Thiago começou a rir ele estava na cadeira de rodas iria entrar no carro, mas parou próximo ao lado de Luan e disse;

- Sabe o que é mais engraçado?  O garoto e sua versão de 17 anos.

- Como assim ?

Perguntou o Luan descendo e ajudando ele a entrar no carro, Marcelo completa;

- Ele está certo! Nícolas faz tudo pra chamar sua atenção,  sua expressão de amor não o satisfaz.

- Ele está certo amor.

- Despertar minha raiva satisfaz ele isso sim. Vamos Caio.

Despedimos deles é Luan queria ir no colégio a qualquer custo.

- Ele deve estar em casa, porque uma altura desta ele estaria no colégio.

- O que ele fez agora?

- Nícolas mobilizou o primeiro tenente do exército. O cara está sendo uma piada a essa altura.

- Por isso, uma coisa que você ensinou vai punir ele?

Luan parou o carro, no acostamento;

- Quando vai parar de defendê-lo? Quando vai perceber que ele precisa ser repreendido?

- Você fala como se Nícolas fosse um soldado subordinado seu.

- Pior que isso, é meu filho, tenho responsabilidade sobre ele, Nícolas tem que me respeitar por bem ou por mal. Cado não quiser ir desce aqui mesmo Caio.

- Nosso Filho Luan, nosso Filho, Vamos, já estamos no caminho mesmo.

Preferi acompanhar,  sabe se o que esses dois aprontariam. Ao chegar à secretária pediu para aguardarmos que o chamaria.

- Sabia que ele estava aqui.

Para nossa perplexidade Cauê  entra na sala, junto a Nícolas;

- Cauê?  O que faz aqui?

- Olá,  cheguei essa tarde, vou estudar esse semestre aqui no Brasil.

- Espera! Veio sozinho?

- Estou com um tutor, ele vai acompanhar esse período. Parece furioso Luan! Tudo bem.

Luan estava de braços cruzados, ele olhava fixamente para Nícolas que estava cabisbaixo;

- Não, eu estou bem! Não é mesmo Nícolas!  Quer explicar o porque viemos parar aqui?

- Desculpa pai! Desculpa pelo que aconteceu no batalhão,  desculpa por fugir de casa, foi mal mesmo.

Ele falou lentamente, não olhava pra gente, olhar se lançava nos cantos, como um texto decorado, Se vocês acharam estranho quando leram, imagine eu na frente dele, Nícolas com uma frase nos desarmou, nos deixou sem palavras, não pelo nexo, e sim pela atitude desconhecida dele.

- Você fugiu de casa Nícolas?

Quando Cauê  perguntou, o clima estava tão tenso que eu mesmo só queria sair daquela sala, até o Luan não sabia o que fazer.

- Tecnicamente.

- Mas porque?

Dessa vez Cauê ficou sem resposta, a repreensão a Nícolas foi tamanha que não precisávamos aplicar castigo, sermão ou algo do tipo, ele sentiu vergonha.

- Caio me espera lá fora com Cauê.


#Nícolas


Caio me deu um beijo no rosto e saiu, Cauê também,  Luan se aproximou e me abraçou, duas respirações fortes ele disse, ainda abraçado;

- Sabe que não acreditei no que disse?

Somente fiz que sim com a cabeça.

- A chave do seu carro.

- Aqui.

Ele pegou a chave colocou no bolso e tentando fazer um carinho em meu rosto completou;

- Nos te amamos do nosso jeito, eu, Caio e Cauê!  Todos nós precisamos de você.

- Eu sei pai.

- Se cuida garoto, por favor. Agora dobrado, pois com o pequeno aí precisa de você mais que nunca.  Se bem que ele...

- Pai não começa,  já está confundindo.

- Tá,  Tá.


#Cauê


- 206, é aqui.

- Te vejo depois, tenho que ir para o treino, antes que  Fabrício, você sabe...

- Vai La, até mais.

Nícolas saiu correndo com a raquete na mão, bate 2 vezes na porta do quarto onde iria dividir, uma garota de olhos claros, luzes no cabelo, bem acho que não estou ofendendo se descrevê-la como “fortinha, acima do peso”.

- Ou desculpe! É?

- Alex, acho que seu colega de quarto chegou!

Disse ela olhando para trás, abriu um pouco a porta e havia um cara de minha idade aparentemente, loiro, cabelo como meu, porem com a feição não muito amigável, sentado na cama;

- É seja bem vindo.

- Valeu, sou Cauê.

- Oi! Me chamo Kelly, ele é Alex, sou vizinha de vocês.

Extremante bem humorada e diferente do cara, ela se apresentou e o sorriso no seu rosto reinava, coloquei minhas coisas na cama tirando o tênis, ela se sentou na minha frente e puxando assunto!

- Então você é de onde?

- Meus pais são brasileiros, nasci no Brasil, mas fui criado em Milão, Itália.

- Conheço Milão, passei as férias lá, bem foi uma passada rápida, mas conheço. Os pais do Alex tem descendência de italianos.

- Que legal, é vocês estudam em que turma?

- Provavelmente na mesma. Eles colocam juntos alunos das mesmas classes, então conhece o colégio?

- Mais ou menos, só a parte dos dormitórios.

Todo assunto o Alex calado, sem reação alguma, deixei minha mochila peguei o celular e um livro e fui para fora, em um estilo de varanda;

Foi sentar abrir o livro, Kelly vem até mim;

- Vamos dar umas voltas, se quiser podemos lhe apresentar o colégio.

- Bem estou com fome.

- Vamos Alex, levante e saia desse quarto. Vamos a praça de alimentação.

Ele veio não com tanto humor, bem onde fomos era um tipo de praça de alimentação, porem “gratuito” nos servimos e sentamos em uma mesa quadrada eles na minha frente, como não se desgrudavam tive que questionar;

- São namorados?

- Não, rsrsrs’, somente amigos.

- Hum desculpe. Então Alex...

Quando fui puxar assunto com ele, Kelly nos interrompe apontando para nossa esquerda;

- Ai, olha ele, aqui em fim de semana? Não deveria estar fora? O avô já voltou para casa?

Ela meio que questionou com o Alex,

- Não sei, deve ser outra crise na família, eles sempre...

- Desculpem, mas quem?

Perguntei, pois ela apontou discretamente para uma turma passando, e em baixo tom disse;

- Eduardo, ele é um cara conhecido aqui, ele é o herdeiro da Baldin, é claro que a conhece?

- Sim, mas?

- É o cara mais desejado de todas as garotas, olha como ele é... Ai ele está vindo pra cá, finjam que estamos conversando. Fala alguma coisa Alex.

- Estamos conversando Kelly. Ela ama ele.

Alex disse me olhando, uma das poucas palavras que me direcionou, Eduardo se aproximou, me cumprimentou eu limpei as mãos, enquanto ele falou com os dois;

- Olá, boa tarde, Prazer... Prazer...(...) Eduardo se sentou do meu lado (...) Mano viu seu irmão?

- Eduardo ele esta na quadra de tênis, acho que com o Fabrício.

- Vamos fazer uma festa de surpresa para Ayla aqui no colégio, pode levar seus amigos, claro, segredo.

- Tranquilo.

- Vou procurar eles... Ah Cauê tem como fazer aquela play list que ouvi no seu celular?

- Sim, deixa comigo.

- Até mais, boa tarde, vejo vocês lá em?

Eles somente fizeram que sim com a cabeça. Mal saiu Eduardo e Kelly sentou do meu lado me abraçando forte;

- Ai não acredito, que falei com ele.

- Sabe que ele é 5 anos mais velho que você?

- Não me importo ele não é perfeito.

- Você conhece o Eduardo?

- Sim, a pouco tempo, nossas famílias meio que tem um lanço.

- Ah você é Cauê Borges, filho do Gabriel. Cara seu pai joga muito.

- Então Nícolas Barreto é seu irmão?

- Sim.

Eles ficavam perguntando de Nícolas e Eduardo, esse tipo de coisa, como eram os primeiros amigos não fiz desfeita, conversei tranquilamente, mas estavam mais afim de saber da vida dos outros do que da minha, principalmente Alex.


#Agatha


Cheguei no colégio com a Ayla, nos estávamos arrumadas, pois eu inventei uma festa em para irmos, porem estava levando ela para o colégio onde estava tudo organizado;

- Luis não me atende, ai que ódio, pra que tem celular?

- Ayla calma, ele deve estar com os pais.

- Isso não é desculpa pra não atender. Amiga o que esta procurando mesmo?

- Meu “Cristian Louboutin”.

- Agatha espera. Já que estamos aqui sozinhas queria dizer uma coisa.

Eu estava pegando os sapatos embaixo da cama, e calçando enquanto ela falava, Ayla e sentou na minha frente em sua cama;

- Não sei ao certo como dizer, ufa, olha eu e o Eduardo estamos ficando.

- Você e o Eduardo?

- É Agatha, sei que vocês ficaram por um tempo, mas aconteceu e está tão bom, mas tem você, e nossa amizade...

- Não amiga, eu não me importo, vocês se gostam, acho que todos já perceberam isso não é mesmo, vai em frente seja feliz, caso um dia chore, vou estar aqui.

- Ai vou borrar minha maquiagem.

- Rsrsrs’, me deixa tirar essa calcinha porque está atolada em mim.

- Ai meu Deus.

Entrei no banheiro e tirei a calcinha, quando olhei no celular era a hora marcada para a surpresa, deixei de lado pois iria levar Ayla e depois voltava para vesti-la.

- Amiga vamos, rápido.

- Mas que foi, gente pra que a pressa?

Passamos pelos corredores, e desviei sem ela perceber, acho que estava com o Beto ao celular, ele nem espera atrasar um pouco e já liga atrás.


#Ayla


Eu estava super produzida meu pai ligando pra saber onde eu estava, e Agatha me apresando, quando ela empurrou a porta do ginásio, achei estranho só me dei conta quando todas as luzes se acenderam e aquela tanto de gente gritou;

- SURPRESAAAAAAA!

Celular na mão e cara de “SURPRESAAAAAAA”, não desconfiei de nada, mas foi perfeito, amigos, meus familiares, todo mundo junto, passando por uma multidão, cumprimentando todos, havia vídeo com momentos meus, com amigos e meus pais, uma mesa de doces e o bolo, aqueles detalhes típicos de aniversários, ao canto havia um mini palco protegido por uma cortina, até o momento eu não havia visto, Eduardo, Nícolas, Fabrício.

Não até chegar em frente, as luzes mudaram e uma musica começou a cortina caiu, era musica de Strip, os 4, até o Cauê estava com eles, meio sem jeito e fora da coreografia mas tirando a roupa, foi hilário, todos gritando, e os quatro ficando de cueca gravata e meia, o mais engraçado foi meu pai Beto perto de mim com um extintor, para “afastar” eles, depois o parabéns.

Com os meninos a vestidos, cantaram parabéns e o Nícolas não deixou passar em branco,

- Com quem será, Com quem Será...

Começou a cantar, o Eduardo ficou vermelho, quando todos gritaram o nome dele, ele já estava da cor do meu vestido vermelho sangue, Eduardo veio e me deu um selinho e me abraçou;


- Feliz aniversario, tudo de bom hoje e sempre, você mora no meu coração.

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