• Richardson Garcia

Apenas Hoje - Soberanos na Cidade

21, de março, sábado por volta de uma da madrugada, em uma balada muito movimentada do Rio de Janeiro, um carro modelo Alpha Romeo estaciona logo a frente, e os seguranças da casa de show se aproxima, para distanciar os fotógrafos. Dois garotos muito bem vestidos entra no evento em meio gritos e cliques de paparazzi, como se fossem dois popstars.

Ás quatro da mesma noite um carro em alta velocidade passa na avenida Lúcio Costa, as margens da praia da Barra da Tijuca, em um semáforo o carro importado para, com os dois rapazes da balada sorrindo e o som muito alto tocando “Rude – Magic”, outro carro para acelerando e intimidando para um racha.

Sinal verde os dois veículos deram uma partida que saíram fumaça dos pneus, três quarteirões um carro de policia começa a prossegui-los, mais um quilometro de perseguição outros dois carros de policia atravessam a pista como reforços, um dos carros desvia, mas o outro fica preso, os policiais cercam o veiculo armados e pedindo para saírem;

- Saiam do veiculo com as mãos para cima! Agora!

- Mão atrás da cabeça! Encoste no veiculo sem nenhum movimento brusco.

Ambos aparentemente menores de idade;

- Documento do veiculo e Habilitação!

O rapaz tatuado e loiro de olhos verdes entregou o documento do veiculo e segurou a identidade na mão;

- Não tenho habilitação!

- Cabo Levi, olha o que temos aqui, os dois indivíduos sem habilitação e menores de idade.

Outro policial maior e mais forte e com uma barba por fazer, se aproxima com a feição fechada para os garotos que não estavam muito preocupados com a situação;

- Os dois parecem muito tranquilos para quem vai passar a noite na cadeia! Qual seu nome marginal.

O garoto deu um sorriso quando foi chamado de marginal e respondeu de alto e bom tom;

- Nícolas Borges.

O policial respirou fundo e perguntou ao outro garoto, pouco mais baixo cabelo com luzes olho azul, este mais preocupado;

- E você?

- Eduardo... Eduardo Alves Monteleoni! Ele confere nos documentos, olha de novo para os meninos. Outros oficiais revistando o veiculo, ele vira de costas

- Fique com eles, vou fazer uma ligação!

Pegou seu telefone e se afastou para perto das viaturas, outro policial próximo as viaturas olha para ele que diz;

- Filho do Capitão Borges!

Os olhos dos policiais se arregalaram, enquanto ele fazia a ligação uma viatura foi embora, outros policiais entraram no carro e ficaram mais quietos, enquanto o celular chamava;

- Alô!

- Capitão, aqui é o Cabo Levi, é que estou com um problema e...

- Problema? Olha a hora Cabo, espero que tenha uma guerra para me acordar...

- É o Nícolas Coronel, estamos com ele na Praia da Barra, o pegamos em uma corrida ilegal. Luan respira fundo e diz;

- Estou indo!

- Sim senhor!


#Luan Borges


Desliguei o telefone me levantando e ligando a luz do abajur próxima, o Caio acorda já me questionando;

- Amor, o que foi?

- Nícolas novamente, dessa vez eu mato ele Caio, ah eu mato!

- O que ele fez agora?

- Está na "Barra" apostando racha, foi pego pela PM.

Ele respirou e se sentou na cama, como se estivesse acordando;

- Pode deixar Caio, eu vou.

- Luan vou com você, me espera!

Ele foi para o banheiro, peguei uma camisa preta e um boné por causa do cabelo, e estava procurando meu distintivo enquanto Caio se vestia.


#Eduardo


- Nicolas seu pai vai matar a gente cara.

- Fica tranquilo.

- Fala isso por você! Meu Deus, estamos fodidos.

Estávamos sentados no paralelepípedo enquanto os policiais foram se dispersando ficou somente o policial que nos abordou e seu colega, nos observando, o carro dos pais de Nícolas havia chegado, Luan passou por nós somente olhando, ele estava muito bravo aparentemente, quando se aproximou os policiais bateram continência, Caio desceu do carro e veio em nossa  direção;

- Entrem no carro os dois.

Entramos calados no banco de trás e ele foi falar com o Luan, Caio entrou no carro de Nícolas e saiu, logo vem Luan  entrou em nosso carro e saímos, até Nícolas quebrar o silencio;

- Pai foi mal, a gente estava só se.

- Nenhuma palavra Nícolas. - Ele repreende mostrando a palma da mão.  Entramos no condomínio onde eu morava, as luzes já estavam acesas e eu estaria morto!

Desci e me despedi deles é meu pai só me olhando de braços cruzados na grande porta;

- Valeu Luan, depois conversamos, boa noite Nícolas.

- Até mais Cauã, boa noite.

Ele se virou pra mim;

- Ainda está ai Eduardo, entra logo, vamos ter uma conversa.

Assim que entrei na sala, meu pai falou.

- Sua carteira e celular.

Nossa meus olhos arregalaram para ele, entreguei ele desligou o celular e tirou meus cartões  de crédito da carteira.

- Mas pai.

- Dessa vez será um mês, a próxima ficará sem até completar 18 anos, está me ouvindo?

- Sim, senhor.

- Sobe pro seu quarto e tente não acordar sua mãe.


#Caio


Luan não iria deixar barato mais esse deslize de Nícolas, era como se ele queria nossa atenção aprontando, eu cheguei primeiro que eles, esperava na sala quando Nícolas entra e atrás o Luan;  Eles entram pisando firme; - Senta aqui. - Fala Luan apontando a poltrona a minha frente. - Não estávamos apostando um racha estava só rápido e... - E mais nada Nícolas, tem ideia do que poderia ter acontecido se os policiais não parassem vocês dois? - Pai eu... - Me escuta garoto! Caio me passa as chaves do carro dele, vamos começar a colocar limites aqui. - Pai. - Ele exclama me olhando. - Meu filho, decepcionou muito dessa vez. - Falo olhando para baixo. - Para o seu quarto! - Luan diz com as mãos na cintura. - Sim, senhor capitão! - Nícolas fala batendo continência pro seu pai. Nícolas sai batendo a porta do carro, e Luan para a cozinha, ele pega um calmante, estava até vermelho.

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