• Richardson Garcia

Apenas Hoje - Queria me Desculpar

#Nícolas


- Mas que audácia, você viu como...

- Cala a boca Rebeca, você conseguiu. Ta satisfeita.

- Eu em.

Sai do quarto atrás de Luis, ele estava entrando no quarto puxei seu braço;

- Luis, Luis espera.

- Que foi? Vai me bater novamente?

- Desculpas, foi sem querer, me virei de mal jeito.

- Não precisa ficar inventando Nícolas, não pra mim!

- Escuta, foi mal.

- Me solta.

Ele se livrou e fechou a porta do quarto!

- Luis, me desculpa cara, não fiz por querer. Luis abra a porta!

Com o silencio do corredor eu ouvia ele chorar La dentro;

- Se fosse por alguma garota, não me surpreenderia. Que foi?

- Luis e Rebeca brigaram.

- Por você?

- Não sei, quando cheguei eles estavam grudados.

- E porque está batendo ai?

- Eu dei um tapa na cara dele sem querer Eduardo.

- Ta me dizendo que bateu nele?

- Não escutou a parte do sem querer?

- Vaza, vou tentar falar com ele!


#Eduardo


Nícolas foi sumindo no corredor, me aproximei da porta e bati duas vezes;

- Luis, sou eu , Eduardo. Abra a porta!

Ele demorou pra responder.

- Quero ficar sozinho, me deixa.

- Tem certeza? Está tudo bem?

-Sim.

Não quis pressionar, pedi para ele chamar caso precisasse de algo. Passando pelo quarto de Ayla recebi uma mensagem do meu avô, ele queria me ver;

- Eduardo?

- Ah. Oi. É... eu estava passando e resolvi...

- Para na porta do meu quarto?

- Não exatamente, kkkkk’ tudo bem?

- Sim, e você?

- Sim, vai fazer o que agora?

- Iria na Biblioteca, e você?

- Eu vou a casa do meu avô, vou jantar lá, e pensei em te convidar, está afim?

- Seria uma boa ideia.

- Tudo bem! Te vejo mais tarde.

Mais tarde naquela tarde mesmo, saímos do colégio juntos e fomos até a casa do meu avo, cara, assim, com Ayla era muito legal, mesmo ficando muito sem graça perto dela, tínhamos assuntos em comum era como ter uma amiga, claro uma amizade colorida. Assim que chegamos ele estava na cozinha;

- Hum que cheirinho bom, já sei até o que é.

- Haha’ você chegou. E vejo que trouxe visita.

- Sim, espero que não se importe.

- Claro que não.

- Boa noite Thiago.

- Boa noite linda.

- Onde está o Marcelo?

- Ele deve estar chegando, fiquem a vontade!

Sentamos na sala tirei meu tênis e liguei a TV, no momento eu beijei ela, que vergonhosamente olhou para trás, meu avo olhava de longe rindo;

- Podem continuar, não quero atrapalhar.

Ela sorriu e ficou com vergonha, eu então dei outro selinho e um abraço nela e o Marcelo entra, nos três começamos a rir e ele ficou meio que sem entender;

- O que foi? É comigo? A roupa?

Ele olhou pra ele de cima a baixo, foi bem engraçado. Durante o jantar, caramba tudo, foi especial,

- Deve estar se perguntando o porque eu lhe chamei aqui né Eduardo. Decidi me afastar da revista, desta vez de definitivo, e queria que você desse um apoio pro Cauã, ele vai precisar.

- Quer que eu...

- Ei, não quero você na revista, digo apoio em casa, porque não será fácil.

- Sim claro, pode ficar tranquilo.

Até ai tudo bem, a conversa se mudou de rumo, Ayla adorou tudo, foi muito bom o momento, ao fim do jantar, nos estávamos tirando a mesa, meu avo foi ao banheiro e eu lavava a louça e Ayla estava trazendo ela da mesa;

- Vou na adega pegar um outra garrafa de vinho.

- Ok Marcelo.

Dessa noite nunca vou me esquecer, quando me virei para Ayla, lembro de ver a louca com resto de salada cair no chão, passando dos dedos dela e sujando tudo por perto, a feição do rosto dela, Ayla deu um grito, não me assustei, só senti um calafrio por todo o corpo;

- Eduardo seu avô.

Foi a única coisa que ela disse, fui tranquilo secando a mão ao olhar no fim do corredor ele estava caído no chão,

- Vô? Vovô. Acorda. Ayla chama o Marcelo.

Ela correu ele estava subindo a escada da adega, veio correndo, com o celular na mão e depois apoiado no ombro, enquanto ele media o pulso e respiração do Thiago.

- Emergência? Unidade de remoção... isso Copacabana.

Eu tremia todo,em 2 minutos e meio o socorro chega, como se soubessem o que fazer, como se estivesse ensaiado, ele estava inconsciente;

- Vem comigo Eduardo?

- Sim, Ayla vou com eles na ambulância, pega e avisa meu pai por favor.

- Sim, claro.

Ela estava muito preocupada, eu então sem saber o que estava acontecendo, extremamente angustiado, o pior era que o Marcelo estava preocupado, isso me deixou perturbado.

No hospital enquanto ele era encaminhado para uma sala, uma enfermeira entrega a Marcelo um jaleco, ele antes de entrar, se vira pra mim;

- Preciso que fique calmo, seu pai logo irá chegar, e...

- Marcelo oque vão fazer?

- Exames, precisamos saber o que aconteceu primeiro, se acalme, vai ficar tudo bem?

- Cara me promete.

Ele não respondeu, somente me abraçou e um beijo na cabeça mesmo falando abafado, “Seja Forte”.


#Fabrício


- O que esta ouvindo?

- Rebelde.

- O que?

- Uma banda mexicana, fez muito sucesso em 2005, 2007.

- Hum, não pensei em te encontrar aqui.

- Porque?

- Não está sabendo né Agatha!

- Fala Fabrício.

- Nícolas e Ayla foram paro hospital, e o avô de Eduardo não está muito bem, eles foram dar um ombro amigo.

- Não, estava na biblioteca, passei horas lá. Liguei para Ayla por isso não atendeu. Tem mais noticias?

- Não espero que dê tudo certo.

- E Luis?

- Não sei dele.

- Estou aqui.

Chegou ele se sentando na mesa conosco, ele pediu um suco, e eu e Agatha ficamos pouco calados, a cara dele era a de quem chorou o dia inteiro.

- Luis... Aconteceu alguma coisa? Você estava chorando?

- Sim, aconteceu, e eu estava chorando.

- É podemos ajudar?

- Não, desculpem. Gato tem um cigarro ai?

- Eu não fumo.


#Luis


- Tenho que terminar a redação de literatura, depois nos falamos, Agatha se tiver noticias me fala por favor, até mai Luis.

- Tchau gatinho.

Ele pegou na minha mão, e quando foi dar um beijo em Agatha, beijou o canto de sua boca, eles ficaram sem graça com a situação.

- Opa, rolou um climão aqui.

- Cala a boca.

- Agatha, noticias de que? Onde está Ayla e Eduardo?

- No hospital, o avo de Eduardo não passa bem, o pior é que não temos noticia alguma.

- Nem sei o que dizer.


#Nícolas


Estávamos na sala de espera, quando o Marcelo chega e diz que esta tudo bem, ele leva o Eduardo e o Cauã para dentro, ficamos, eu Ayla, Caio e Amanda, meu pai Luan estava em uma viagem não pode vir, eles ficaram muito tempo lá dentro, depois o Marcelo retornou sem eles e chamou a gente;

- Venham, vocês podem entrar.

- Mas todos nós?

- Tranquilo Caio, eles estão na capela.

Assim que entramos, o Thiago estava tomando algum tipo de medicamento, já acordado, ele não desce da arvore e disse;

- O Luan veio?

- Não, esta viajando a trabalho.

- Ai que ótimo.

- Porque? O que tem meu pai?

- Garoto, acha que ele me ver assim vai me encher por muito tempo ainda.

- Vocês dois, sei.

- Nícolas! O que houve Thiago, nos deu um baita susto.

- Acha que vou morrer assim Caio, tenho muito que te dar trabalho ainda.

- É com mais cuidado agora (...) Disse Marcelo ao lado dele pegando em sua mão (...) O tumor voltou, pelo menos foi o que mostrou nos primeiros exames, vamos amanhã efetuar a bateria de exames e ele será transferido...

- Caso confirmado?

- Começara o tratamento, quimio e acompanhamento.

- Por favor, não façam essas caras, é só mais um desafio.

- Isso mesmo meu amigo.

- Bem vamos deixar ele em paz.

- Paz Marcelo?

- Rsrsrs’ Descansar, assim ta melhor?

Despedimos e saímos, fui no banheiro, lavar o rosto, sim estava meio emocionado, ao sair todos estavam conversando e despedindo de Marcelo, o Eduardo queria ficar, mas seu pai pediu para voltar ao colégio.

Caio nos levou, no caminho ele foi calado, meio que olhando para o nada, Ayla dormiu, quando chegamos entrei no quarto e Rebeca estava na minha cama:

- Rebeca, o que faz aqui essas horas?

- Te esperando é claro.

- Por favor, vá embora depois conversamos.

- Mas Nícolas...

Coloquei ela pra fora a força, tudo bem não queria machucar ela, mas a expulsei se não, não daria sossego para o Eduardo.

Ela saiu no corredor e do outro lado vem, Agatha e Luis,

- Como ele está?

- Pouco abatido, precisa descansar.

- E o Thiago Nícolas?

- Não sei se sou a pessoa certa pra explicar.

Despedi dela e Luis só virou as costas e saiu;

- Luis, posso falar com você?

Ele olhou para Trás e Agatha nos olhou entrando;

- Não temos mais nada pra falar Nícolas.

- Espera.

Falei colocando a mão e segurando a porta do seu quarto;

- Queria me desculpar. Já disse que foi sem querer.

- Ta desculpado, posso dormir agora?

- Eu gosto de você, mas não do mesmo jeito que você.

- Não estou implorando por pena ou clemência. É você.

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