• Richardson Garcia

Apenas Hoje - Pecado do Interior

Ele olhou para a roupa eu desci o olhar no garoto, não sabia o nome dele, mas o reconheci do colégio. Com tudo explicado eu já estava na cozinha enquanto eles tomavam café;

- Esta explicado o Porque Nícolas encara todo mundo, o pai dele parece o Rambo.

- Hahah’ desculpe novamente, é costume. Então está pronto, sabe que preciso avisar seus pais.

- Eu não vou voltar a morar com meu pai Luan, pode chamar não me importo.

- Eu poderia te algemar e colocar na viatura, mas vou fazer pior, irei avisar seu avô.

Ele não respondeu somente abaixou o semblante;

- Thiago bom dia é...

- Onde ele está?

- Mas eu não disse nada.

- Fala logo Luan.

- Venha sozinho, não avise o Cauã, deixe falar com seu motorista vou explicar a ele.

Adivinhem? Thiago desceu de helicóptero a duas quadras da casa do Fabrício em um campo de futebol, assim que chegou ele e Eduardo ficaram dentro de um quarto por um bom tempo, mas por fim;

- Ele vai ficar na minha casa até consertarmos isso tudo.

#Gabriel


- Poderíamos viver aqui pai!

- Gostou?

- Sim, eles são lindos.

- Então vamos pro estábulo que esses garanhões precisam descansar.

Deixamos os cavalos no estábulo, ajudei a Cauê descer do cavalo, e voltamos pra casa sede, onde Adrian estava assinando a documentação de compra e venda. Havia vendido a propriedade pois seu irmão Wesley já não dava sossego a ele. Entramos e o advogado estava entregando os papeis para os dois e se despedindo, logo Wesley se levanta e questiona;

- Então Adrian, vai para Milão quando?

- Vamos para o Rio, Gabriel ver os pais e Cauê passar um tempo com os avôs e depois voltamos pra casa.

- Bem, boa viagem para vocês!


#Agatha


- Não me contou que tem um quarto na casa do seu avô.

- Sim, eu vinha muito pra cá quando mais novo, mesmo sendo na mesma cidade casa de avô é casa de avô.

- Os dois, quando ela estiver aqui é de porta aberta!

Disse Thiago abrindo a porta, e apontando o dedo pra gente logo o Marcelo vem ao lado dele rindo e diz;

- Depois da suspeita de Ayla, ele ficou paranoico.

Eles saíram rindo, e Eduardo até vermelho;

- Desculpa, eles são sempre assim.

- Saudade dos meus pais!

- Fala com eles frequentemente?

- Sim, dia sim dia não.

- Deixa eu guardo isso.

Estava ajudando ele com as malas e quando abri a parte de cuecas ele pegou com vergonha, eu puxei uma branca;

- O que tem, são até bonitinhas.

- Haha’ engraçadinha!

Ele me abraçou dando uma pegada e caímos na cama, me beijando;

- Não é porque eu defendi que precisam fazer de porta aberta.

- Marcelo!

Ouvimos a porta abrir e Thiago gritando com Cauã, me assustei muito, Marcelo saiu e Eduardo foi correndo;

- Onde ele está?

- No quarto Cauã.

- Pai, entraram e pegaram as coisas de Eduardo sem minha permissão?

Eduardo desceu as escadas falando;

- Prefiro morar na rua a voltar para casa.

- Você é meu filho, e menor de idade, deve respeito a mim.

- Não, você não me respeita e não me ouvi, sou tratado como um funcionário seu, sou seu filho, e estou cansado.

Eduardo demorou, mas conseguiu falar, ele gaguejou e falou como se estivesse com medo;

- Eu e seu pai conversamos, ele irá ficar fora da revista até esfriar a cabeça, com isso tudo acontecendo, você fica aqui em casa.

- Pai e Eduardo, com uma condição!

- Sim Cauã!

- Eduardo você terá que honrar com o contrato assinado, é sua responsabilidade.

Eu não fiquei durante toda a conversa, foi isso que ouvi, em um momento saímos e deixamos o Cauã  e Eduardo conversando, demorou um pouco quando voltamos ele já havia ido embora, e Eduardo estava enxugando lagrimas,

- Vou comprar as coisas para o jantar, irá jantar conosco Agatha?

- Não Marcelo, obrigada, me deixa em casa?

- Sim, claro.

Despedi de Eduardo, e depois Thiago e peguei carona com o Marcelo.


#Nícolas


Quando me toquei de mim, a cabeça não saia do travesseiro, eu lembrava de pouca coisa do bar, meu olho foi se abrindo e sentindo no meu rosto algo macio, uma respiração forte e sinto um cheiro agradável, movimento rápido e percebo que estou pelado, quando o consciente veio. LUIS. Foi um pulo da cama, peguei o lençol no chão me protegendo, ele se assustou mas não como eu;

- Não, não, não.

- Que foi garoto?

- Luis a gente transou.

Seus olhos cresceram, mesmo tudo que aconteceu, ele não queria nada comigo;

- Seu tarado.

- Você que me beijou.

Ele protegeu a cabeça com o travesseiro, eu fui pegando minha roupa rápido e vestindo, quase caindo;

- Isto fica aqui! Esta me entendendo?

- Sai daqui Nícolas.

Disse ele jogando o travesseiro;

- Ei, pelo menos sua chupada me surpreendeu.

- Nícolas...

Falou ele correndo pro meu lado, abri a porta correndo e saindo do quarto.

- Ultima chamada para o voo 139 com destino para o Brasil.

- É o nosso voo Luis.

- Sim, vamos.

- O que aconteceu aqui fica aqui.

- Ai arranhou seu CD, repetiu isso umas 90 vezes. Já entendi, vamos.


DIAS DEPOIS...


#Gabriel


- Vou a uma entrevista agora de manhã e depois ir no lançamento com o Cauê daquele autor.

- Assim, ele passou ontem o dia inteiro falando nisso, não larga aquele exemplar.

Fui ao quarto de Cauê, chama-lo;

- Meu filho, vamos.

- Sim, pai!

Pegamos um táxi, e em pouco tempo estávamos na “Baldin”, assim que entramos e me identifiquei na recepção;

- Bom dia, tenho uma entrevista com Jade Monteleoni.

- Nome por favor?

- Gabriel Borges.

- Ou sim senhor, vou acompanha-lo.

Bem chegamos em um andar e ficamos esperando em uns sofás engraçados, a recepcionista foi chama-la, logo Jade se aproxima;

- Bom dia, Gabriel, é um prazer tê-lo aqui na Baldin, e esse garotão que é?

- Cauê?

- Desculpe senhora, sou Cauê, prazer.

- Ai que fofo, vai acompanhar a gente?

- Não, te espero aqui pai.

- Tudo bem.

Chegamos em uma sala, havia um homem falando ao telefone próximo a janela, a equipe de produção, tomei um pouco de água e o homem se aproxima e Jade nos apresenta;

- Gabriel este é meu irmão, Thiago Monteleoni, CEO da Baldin.

- Prazer conhecê-lo.

- O prazer é todo meu, ter alguém tão importante conosco, bem Jade tenho uma reunião com o Caio agora, se precisar de mim estarei na minha sala. Gabriel obrigado.

- Disponha.

- Podemos começar?

Coloquei o microfone e começamos.


#Nícolas


- Pai assim que falar com o Thiago me chama, já que será uma reunião, vou esperar por aqui mesmo.

- Tudo bem meu filho.

Caio foi para a sala do Thiago eu peguei um café na maquina e sentei, próximo a um garoto loiro, de óculos com um livro até grosso em mãos, na frente dele do outro lado das cadeiras havia umas garotinhas sussurrando, eu falei com o Fabrício por mensagens e ouvi cochichos das garota olhando pra ele, percebi que ele nem as viu, então cutuquei ele;

- Ei cara, estão de olho em você! Acho que gostaram do seu jeito intelectual.

Ele me olhou por cima do óculos e percebi seu olho azul, muito top, eita inveja. Sua mão desceu o óculos e ele voltou o olhar pra elas, abriu um sorriso e piscou, achei demais, caralho, colocou os óculos e voltou a ler, foi instantâneo elas saíram e voltaram com um papel com os telefones, ele sorriu como agradecimento e elas saíram;

- A ta me zoando?  Como fez isso.

- Eu não fiz nada, só...


**No mesmo Momento**


#Caio


- Que cara é essa Caio?

- Nícolas não encontrou seu irmão em Milão.

- Mas onde estão?

- Aqui no Brasil, estão passando uma temporada aqui... Aceita?

Perguntei preparando um café.

- Sim, mas fica mais fácil achar alguém aqui, o Luan encontra até agulha em palheiro, não se preocupem, com isso. Mas.

- Mas o que?

- Ele e um garoto certo? A aproximação terá que ser muito cuidadosa, Nícolas não é fácil, e me perdoem, são gays, é difícil me entende.

- Não isso não me preocupa, os pais deles por incrível que pareça também, são, Graças a Deus, é aquele jogador que deu polemica, o Gabriel do Milan, da Itália.

Ele parou com a xícara no rosto, começou a tremer enquanto afastava a xícara do rosto e colocando na mesa;

- Sabe onde estão não é mesmo? Fala Thiago?

- Ele esta aqui no prédio. Venha comigo.

Confesso que deu um frio na barriga, acompanhei Thiago até a sala de Jade, onde estavam retirando o equipamento de microfone do Gabriel, um garoto muito lindo mesmo, extremamente aparente e presença;

- Gabriel tem alguém que gostaria de falar com você. Este é Caio Barreto, advogado da revista.

- Prazer Gabriel.

- Olá.

- Por favor, toda equipe se retire, agora.

Todo mundo saiu, ficamos em pé um de frente pro outro, tirei o paletó, Abri a gravata e sentei em uma cadeira;

- O que irei te falar irá te chocar primeiramente, mas peço calma. Sou pai de um garoto que foi adotado a 17 anos, e depois de 2 anos ficamos sabendo do orfanato que seu irmão acabara de chegar. Porem não conseguimos retornar ao local, que houve um acidente e perda de registros, um deles é desse...

- Cauê, esta falando do meu filho.

- Sim.

Ele se sentou passou a mão na testa que soava, e continuei;

- Nícolas o irmão dele, sempre me perguntou de seu irmão e nunca consegui responder, era um golpe todas as vezes que a pergunta vinha a tona, ele gostaria muito de ter a oportunidade de conhecer seu irmão de sangue.

- Olha é muito complexo, Caio NE? Bem, Cauê está aqui...

- Então...

- Não, não antes de eu falar com ele, é um garoto, e também sofreu por muito tempo com essa questão, me entenda.

- Agradeço, Gabriel pense na historias deles, por favor.

- Tudo bem.

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