• @rgpatrickoficial

Apenas Hoje - Me solta por favor

#Nícolas


Acordei angustiado, com pouca claridade no quarto, estava em uma cama meu braço havia aquelas aparelhagens, olhei para os lados e não vi ninguém, eu estava fisicamente fraco, mas tudo bem.

Me levantei, e puxei todos aqueles soros e aparelhos do braço, o lençol que me cobria caiu no chão, apoiando cheguei até a porta, ao abrir a luz do corredor quase me deixou cego, uns três passos, no fim do corredor vejo Eduardo, ele veio correndo, eu tentei dar outro passo mas senti alguém me segurar, era uma enfermeira, antes de Eduardo chegar Marcelo sai de uma sala se aproximando;

- Nícolas, não pode sair assim. Venha vamos voltar para o quarto.

A esse ponto eu estava apoiado por Eduardo e Marcelo,

- Não vou, eu preciso...

Tentei voltar me debatendo com eles, Marcelo então falou firmemente;

- Se não voltar, eu vou ter que sedá-lo.

Tive que obrigatoriamente ouvir Marcelo, voltei, olhando para o braço que sangrava na altura onde estava o soro, me deitei naquela cama angustiado, olhando a enfermeira furar meu outro braço e colocando o soro novamente, virei o rosto e vejo Caio do outro lado do vidro, ao meu ver eles não poderiam entrar;

- Quero falar com meu pai, Marcelo, me deixa falar com meu pai? Meu pai Marcelo. Marcelo?

Falei sentando e com a mão no ombro de Marcelo, tentando novamente me levantar;

- Nícolas acalme. Deite. Nícolas você tem que ficar deitado. Pode aplicar.

Foi o que ouvi antes de cair em outro sono. Acordei acho que durante o dia, tentei mexer o braço e nada, o outro também não, fiquei desesperado, ao olhar estava amarrado na cama com varias cintas, respirei fundo olhando para o teto, caramba acho que a vontade de morrer nunca foi tão grande, logo sinto uma mão em minha perna, não deu para ver direito, mas ao se aproximar era o Luan;

- Que bom que acordou.

- Estou amarrado Pai?

- É pro seu bem Nícolas. Olha...

- Pai! Por favor me solta. Me solta.

- Não posso meu Nícolas.

- Então manda aplicar outro calmante que não vou ficar igual a um animal aqui. Me solta pai.

- Nícolas, se acalme, respira.

- O Luis? Pai, Luis, onde ele está. Preciso falar com o Luis.

- Nícolas não quero chamar o Marcelo, se acalma.

- Luis. Cadê ele?

Luan olhou para baixo, cara fechei os olhos, queria tampar os ouvidos, não queria ouvir que ele havia ido embora. Ou alguma noticia semelhante.

#Luis


Luan saiu de minha frente e me aproximei de Nícolas;

- Ei, Ei, se acalme eu estou aqui.

- Vou deixar vocês a sós.

Luan saiu fechando a porta, o olhar de Nicolas era tão fofo, ele estava meio pálido mas os olhos lacrimejando;

- Me solta, por favor.

- Não sei se devo.

- Por favor Luis, preciso te abraçar.

Soltei 3 dos cintas que segurava ele, até na altura da cintura. Ele me abraçou forte, eu fazia carinho nele;

- Por favor, não vai embora. Não. Não. Eu estou delirando com os remédios, mas preciso te dizer uma coisa.

- Nem se eu quisesse. Estou aqui tem uns dias.

Ele se afastou incrédulo;

- Quanto tempo estou aqui, nesse hospital?

- 3 Dias Nícolas, hoje é terça-feira.

Ele me beijou, segurando minha cintura, ele sorria, limpava as lagrimas, me abraçava;

- Lembra que me disse que éramos mais fortes do que sentíamos. Eu não. Luis eu não sou mais forte do que o sentimento que tenho por você.

- Espera, Nícolas, você está bem?

- Sim, estou apaixonado por você. (...) ele gaguejou, respirou dizendo isso, olhava para nossas mãos, para mim. (...) Não sei como, só quero que fique comigo, aqui no Brasil ou na Suíça, você escolhe, contando que estejamos juntos.

- Sim. Sim. Sim Nícolas.

Outro abraço, caramba, como era bom ouvir aquilo, dentro de mim parecia um mar calmo, e ao mesmo tempo em ressaca, não sei como, mas ele estava apaixonado por mim, o Nícolas.

- Luis Caio está ai fora?

- Eles não saíram daqui Nico!

- Pede que entrem. Por favor.

-Sim, claro.


#Nícolas


Um dia antes de  receber alta. Estavam, Ayla e Agatha,  Eduardo,  Luis, Fabrício  e Cauê todos no quarto;

- Como pode desconfiar de mim e o Luis? Eduardo?

-Ah Fabrício  você sempre teve um jeitinho!

- Jeitinho?

Ele olhou para as meninas que ficaram rindo, Luis estava do meu lado e rebateu sua declaração;

- Fabrício não faz meu tipo.

- Engraçado você não é mesmo. Hahaha', fala isso só porque está do lado do Nícolas.

- Então como foi o acampamento?

Perguntei, mas eles olharam uns para os outros e Luis respondeu;

- Não acampamos Nico! Com você no hospital, não tinha clima para acampar,  achamos melhor não.

- Temos  que marcar então,  o que acham? Fabrício está afim de Agatha  mesmo, bom que eles resolvem a vida.

Ele ficou vermelho, Eduardo rachou de rir;

- Eita Fabrício o  Nícolas já ajudou, agora é com você.

- Ai meninos vocês são tão desagradáveis, Vem Ayla.

Falou Agatha que sairão, logo o Marcelo entra no quarto.

- Ouvi três reclamações dessa reunião aqui.

- É  Resenha Marcelo.

- O quê, que é isso Nícolas?

- Explica pra ele Eduardo.

- Resenha Marcelo é quando amigos estão juntos e não estão bebendo, uma gíria.

Ele olhou pra mim,

- Resenha é a caixa de calmantes  que dei para o Luan.  Hahaha', vamos deixar ele descansar,  não vejo a hora de velo  longe  daqui.

Se despediram e saíram,  somente o Luis ficou;

- Ei me dá um beijo.

Me afastei e ele deitou do meu lado;

- Ficaria bravo se eu pedisse pra me chupar?

- Nícolas, estamos em um hospital.

- Te pedi pra chupar eu e não o hospital  inteiro.

- Cala a boca.

- Aí,  esqueceu que sofri um acidente.

- Aí foi mal.

- Zoando.

Ficamos em silencio por uns segundos, os dois deitados olhando para o teto;

- Luís.

- Oi.

- Será que eu nasci gay?

- Olha não sei você, mas eu sim.

- Sabe que terá que ter paciência comigo não é mesmo.

- Como assim paciência?

- Não sei muito bem como funciona,  isso de namorar.

- Ah que susto, eu estava pensando que seria a questão  da  homossexualidade.

- Luís cresci  com Luan e Caio, acha que isso será problema?

- Sei, lá só pensei.

- Ainda não me contou o porque queria ir embora do Brasil.

- Não sei se quero falar sobre isso.

- Me fala e para de frescura.

- Contei aos meus pais que sou gay, minha mãe agiu normal, porem meu pai Gustavo, meio que me colocou pra fora de casa.

- É... Ai... Desculpe não sei o que dizer.

Ele estava sentado, e voltou a deitar;

- Sabe isso nem doeu quanto o que ele me disse.

- Não fica pensando nisto. Se quiser pode morar comigo, Cauê está dormindo no meu quarto, mas...

- Já resolvi isso.

- Está morando com Ayla?

- Não, depois do acidente eu não viajei. E depois que acordou falei que ficaria no Brasil para minha avo. Ela deixou eu ficar no apartamento que ela tem aqui.

- Então temos uma casa pra morar?

Assim que perguntei, Luan e Caio entrou no quarto;

- Você tem 17 anos, acha que vou deixar morar sozinho?

- Estavam ouvindo a nossa conversa?

- O Caio.

- Luan, não ouvimos nada, ao abrir a porta.

- Pai e o carro?

- Nícolas, o Caio veio para lhe falar isso.

- Meu filho, o seguro fez a pericia, e você ultrapassou um sinal vermelho, estava de cinto e tudo certo, mas você infringiu o contrato, eles não irão cobrir o prejuízo.

- Estou sem carro?

- Sim.

- Ah! Que ótimo.

#Cauê


Aula de Frances, eu estava trocando mensagens com o Nícolas no celular, por ser o segundo da fila, logo o professor, pede meu celular;

- Graças ao senhor Borges, quero todos os celulares na minha mesa, talvez assim vocês prestem atenção na aula.

#MancadaTotal.

- Valeu Mané.

- Idiota.

Esses foram uns dos xingamentos, outros tacaram bolinhas de papel. Ao fim da aula, o professor anuncia um trabalho em dupla, depois de irem formado as duplas;

- Ei, Cauê, quer fazer comigo?

- Ah, sim, beleza. Pode-ser.

Fui convidado pela Sofia, uma garota loira, que pode se dizer a “popular” da sala, ao fim o professor questiona;

- Alguém está sem dupla?

Kelly discretamente levanta sua mão, olhando ao redor para ver se alguém mais, porem até Alex estava fazendo com alguém;

- Como não tem mais ninguém sobrando, Alguém deixa Kelly fazer parte do grupo?

- Aqui professor.

Disse eu erguendo o braço, ela sorriu timidamente, e Sofia relutou;

- Não, não faço trabalho com ela.

- Então faz sozinha. Professor eu faço com a Kelly.

- Muito bem. Peguem seus celulares e estão liberados, a senhorita Sofia creio que encontrará um grupo.

Sai da sala ela me agradeceu, e estava deixando meus materiais no quarto, para ir almoçar quando dois caras da minha sala passa por mim;

- Só você mesmo Nerd. Dispensar a gata da Sofia pela, Porpeta da Kelly.

- Ele não é nerd mano, pois se fosse saberia que a Sofia está afim dele. Agora jogou sua chance no lixo, excluído.

Não falei nada, continuei até o refeitório, estava acostumado com os xingamentos desde Milão. Me sentei para almoçar, em uma mesa mais separada, na minha frente a turma da Sofia e os idiotas do corredor;

- Posso me sentar?

- Claro.

- Estão te enchendo muito?

- Pelo que?

- Não precisava fazer o que fez na turma.

- Tudo bem Kelly, ei ela está mesmo afim de mim?

- Sim, ouvi dizer que até seu numero ela andou perguntando pros meninos.

- Mais uma que posso tirar da lista de futuras mães dos meus filhos.

Mal começamos a comer e entra no refeitório meu irmão, abraçado com o Luis, como em filmes americanos, muitos alunos pararam para ver se aquilo era verdade, eles trocaram carinhos, até de mãos dadas, Eduardo entrou em seguida com o Fabrício, e depois de se servirem vieram sentar conosco;

- Então estão oficializados?

- Não cunhado, porque seu irmão não me pediu em namoro e não estou usando aliança.

Demos algumas risadas, logo Nícolas deu uma olhada muito engraçada para Luis;

- Perdi meu carro, fiquei 4 dias no hospital amarrado, me declarei pra você e ainda quer aliança?

- Mas é claro...

Luis rindo olhou a Kelly e questionou;

- Hum não conheço você?

- Kelly, prazer.

- Prazer todo meu, seu sorriso é muito lindo viu.

- Obrigada.

Depois do almoço, os meninos haviam saído, só ficou eu Kelly, Luis, Ayla e Agatha que chegaram, eu estava no celular e as meninas conversando, paralelamente.


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