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Apenas Hoje - Fabrício Gay?

#Beto


Eu estava mais traumatizado que Luis, meu irmão falar umas coisas daquelas, era como negar o próprio sangue! No caminho pra minha casa ele foi no banco de trás,  eu estava com muito medo de ele cometer alguma besteira.  Meu peito estava apertado aquele nó na garganta de pena, ao chegar em casa,  Ayla estava na sala cochichando e Agatha na poltrona na sacada;

- Vai pro meu quarto, deite na cama, vou levar uma água com açúcar pra você.

Me sentei no sofá Ayla se levantou extremamente  apavorada.

- Pai o que houve?

Peguei o celular e liguei pra minha mãe.

- O que a vovó disse?

- Esta embarcando para o Rio, quero que prestem atenção as duas, ele precisa mais de vocês agora do que nunca.

Elas ouviram o que eu disse para minha mãe,  ao desligar o celular,  peguei um calmante e fui para o quarto, ele estava no chão sentado chorando,

-Tome vai te fazer acalmar.

- Eu quero morrer tio, morrer.

- Não fala assim Luis, vem aqui.

Deitei abraçando ele na cama, Ayla e Agatha  estavam na porta do quarto olhando e entraram, deitando junto, aí pronto todos chorando.

Ficamos muito tempo assim, elas saíram foram tomar banho e preparar o jantar o Henrique chegou, eu estava deitado com Luis que havia pegado no sono, meus olhos estavam inchados de chorar, estava realmente muito triste;

- O que ele tomou?

- Seu calmante.

- Bom ele irá dormir até amanhã,  tranquilamente.

No dia seguinte acordei cedo junto com Henrique,  estava na cozinha preparando o café  ainda nem havia colocado uma roupa descente, estava sem camisa de short,  quando Luis aponta no fim do corredor;

- Dorme por quanto tempo? Estou com uma fome.

- Umas 12 horas.

A campainha tocou, Henrique abriu era minha mãe. Entrou e nem nos cumprimentou, foi direto em Luis,  eles ficaram abraçados por um tempo, Luis  não chorou dessa vez;

- Vovó me leva de volta pra Suíça,  por favor, não quero  ficar aqui.

- Sim meu filho, claro, te disse que não seria uma boa idéia vir.

- Eu só quero ir e acabar com esse pesadelo.



#Eduardo


- Assim? Aí.  Aí.  Aí Caio assim vai quebrar meu braço.

- Você defende assim, volta e cruza.

- Tá chega. Nossa você pega pesado em.

- Para de ser mole Eduardo,  e esses músculos, servem para que mesmo?

- É pra nova namoradinha.

- Haha' engraçado vovô. Faço academia para me sentir seguro com meu corpo.

- Que gay.

- Da um tempo vocês, ei Marcelo já chegou?

- Sim, está tomando banho, vai conosco?

- Não sei se vão conseguir me acompanhar nessa trilha.

- Haha', o garoto acha que vai humilhar a gente Thiago.

- Rsrs', ei Caio cadê Nícolas?

- Cauê  levou ele em uma fera de nerd ou algo do tipo, "Comíc con". Acho que é  assim que se diz. Então para de mudar de assunto, vamos logo.

Sai para trilha com Meu avô e Caio, era manhã de domingo iríamos almoçar na casa dele, Marcelo havia trabalhado e chegou agora, Luan estava a caminho, eu estava aprendendo uns golpes com Caio, mas logo parei ele não pega leve, Meu avô bem melhor graças a Deus.Saímos para uma caminhada no meio do caminho eu estava morto e os dois falando da vida dos outros como duas vizinhas fofoqueiras, na frente, acho que tomei umas 3 garrafas de água no percurso, isso que eu contei,  eles chegaram muito na minha  frente.📷

Ao chegar eles estavam na piscina, Ayla estava na sacada com Marcelo e Luan,  todos me olhando;

- Já iríamos atrás de você Eduardo.

-Eu não conhecia essa trilha, muito bonita vovó,  estava tirando umas fotos.

- Aham sei.

Tomei uma ducha e beijei Ayla que não estava com uma cara muito boa, cai na piscina e chamei ela, que entrou, mas não ficou muito;

- Que foi em? Está com uma cara.

- É o Luis.

- O que foi com ele?

- Contou para os pais que é gay. E o Gustavo o colocou pra fora de casa.

- É sério isso?

Perguntou meu avô.

- Hoje em dia ainda tem pessoas que pensam assim. E o garoto como está?

- Péssimo! Minha avó chegou essa manhã,  eles vão voltar para Suíça na próxima semana.


#Nícolas


- "I'm your father".

- Da pra parar de repetir isso Nícolas, tá ficando chato.

- Cara, mas uns 300 me disseram isso, é como o Galvão gritando, "É tetra!  É tetra! ".

- Cara tem gente olhando.

- Rsrsrs.

Paramos em uma fast food chamado “DNA Saudável”( Lugar de comida fresca, foi escolha do Cauê). Pedimos os pratos e eu não parava de encarar o Cauê enquanto esperávamos o prato.

- Que foi?

- Que?

- Esta me olhando assim com esse sorriso?

- É bom ter um irmão,  sei lá,  acho que nunca estive tão feliz.

- Esta apaixonado?

- Não.

- Hum sei, pois parece.

- Ah agora eu vi, estou apaixonado por você,  vem aqui.

Dei uns 3 beijos nele que ficou bravo logo após o almoço,  fomos para a praia e ficamos a tarde por lá, surfamos,  e até afogar com as ondas do mar, já anoitecendo nós estávamos esperando o por do sol pra tirar umas fotos,  sentados um ao lado do outro na areia.

- Vai no acampamento?

- Acho  que não.

- Porque?

- Não sou muito dessas coisas de Mato saca.

- Esta com medo de acampar Nícolas?

-Pode ter cobra tabom.

- Ah você acabou com dois alvos ontem, umas 50 balas e está com medo de acampar no mato cercado de amigos.

- Eu Vou! Se parar de falar isso.

- Não precisa ter medo, só se aparecer um urso.

- Tem ursos no Brasil?

- Hahahaha'.

-Há vai se foder Cauê.

A noite assistimos um filme com meus pais, ligamos via Skype para os país de Cauê e ficamos quase uma hora todos conversando e ele falou do meu medo de “natureza”. Até Luan me zoou, Caio não aguentou o tanto que sorria.

- Espero que está feliz Cauê, vou ser zoado dentro da minha casa o resto da vida.

- É  pra isso que serve irmão mais novo.

Segunda-feira de volta ao colégio os preparativos  para as primeiras provas já iniciaram,  a semana estava um saco e nem vi o Luis em 3 dias de aula, na quinta feira da mesma semana eu estava no quarto a noite,  e ele bate na porta.

- Entra! Ei onde esteve todo esse tempo?

Sim estava tratando ele diferente, peguei em sua mão segurando a porta dei um selinho nele, enquanto a outra mão passou pela sua cintura;

- Preciso falar com você Nícolas.

- Sim claro, vem na cama do Fabrício  é mais de boa.

Sentamos na cama dele que fica atrás de uma estante,  Luis até começou a  falar só que não consegui me segurar dei um beijo atrás do outro, quando vi estava deitado com ele;

- Ah, mas estão muito folgados, na minha cama.

- Quer matar a gente de susto Fabrício.

- Ah desculpa atrapalhar o casal, escutem aqui, Levanta Nícolas.

Ele pegou no meu braço puxando, eu fui me levantar mas o lençol prendeu no meu pé, alguém colocou a chave na porta, como eu estava no chão rolei pra debaixo da cama.

Foi instinto,  Fabrício até tentou mas empurrei ele, que rapidamente sentou na cama, seu tornozelo ficou enrolado no lençol perto de mim. Era o Eduardo,  não teve como disfarçar,  a cama estava desarrumada e os dois sentados nela;

- Ahn' estou atrapalhando?

Disse Eduardo extremamente sem graça.

- Não Eduardo que isso, eles só estavam. Aíii.

Gritou o Fabrício, eu tive que morder nele, se não iria me entregar;

- Nos dois só estávamos...

Ele falou tão sem graça o Luis queria rir, eu segurando o pé dele, e Eduardo ficou incomodado.

- Não,  não precisa explicar, só vim pegar minha jaqueta, está frio lá fora.

Ele rapidamente saiu, Fabrício me puxou pelo pé, arrastando para fora da cama;

- Te mato cara, ele deve estar pensando que eu estou ficando com o Luis, pronto tô ferrado.

- Ei.

- Nada contra Luis, mas sabe que minha praia é outra.

- Meninos, eu vou embora, depois conversamos Nícolas.

-Tudo bem, ei nem um beijo?

- Vai ver o beijo cara. Vai beijar minha mão. Está me devendo Nícolas, me devendo muito caro.


#Agatha


Manhã de sexta-feira estava tomando café com Ayla,  quando chegaram Nícolas e Eduardo;

- Bom dia meninos, preparados para o acampamento?

- Ah não sei se vou não galera.

- Vai sim Nícolas, vai ficar na barraca comigo.

- Rsrs', porque Eduardo?

Ele relutou em dizer, mas nós fazemos pressão nele;

- Ai tudo bem, mas não podem contar para ninguém.  Ontem peguei Fabrício e Luis no quarto.

Nícolas  se engasgou com o suco, Ayla começou a rir, eu sem entender nada;

- O que tem demais gente?

- Eles estavam na cama dele, estava toda desarrumada,  os dois pálidos e não falavam coisa com coisa.

- Esta falando que eles estão ficando?

- Sim,  caso não,  eu não sei o que estavam aprontando, coisa boa não era.

- Aí Eduardo,  não acredito nisso, Fabrício gay? Ele outro dia estava me cantando.

- É Eduardo, outro dia olhando pros meus peitos.

- O que acha Nícolas?

Perguntamos, pois ele estava calado só observando, mas estranhamente ele saiu dessa.

-Ei Cauê me chama, depois conversamos galera, o papo está ótimo.

Ele saiu correndo.

-Espero que isso o anime afinal ser colocado para fora pelo pai não deve ser fácil.

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