• @richardsongaarcia

Apenas Hoje - Em busca da Felicidade

#Nícolas


Depois da aula,  queria ver Luis, estava com algo em mim que precisava falar com ele, fiz um tour pelo colégio,  e nada, bate no quarto das meninas;

- Ei alguém aí?

- Quem é?

- Sou eu Agatha, Nícolas, abre logo.

- Promete não olhar pra mim?

-Aí meu Deus, prometo, estou de olhos fechados.

Assim que ela abriu a porta elas estavam com alguma coisa azul no rosto todo e toalha no cabelo, Ayla deitava com as pernas para cima,  o quarto com pouca claridade;

- Aí você está olhando.

-Viu o Luis?

- Esta com o diretor,  preparando os documentos dele.

- Documentos? Que documentos?

- Para se mudar. Vem falar que não está sabendo que ele voltará para Suíça?

- Quem te falou isso?

- O próprio Luis.

- Ele não me contou isso.

- Viaja na segunda-feira,  hoje deve ser o último  dia dele aqui.

Me afastando, da porta.

- Nícolas? Nícolas?

- Isso é gel na cara de vocês.

-Aí da o fora daqui garoto.

Fui à direção, mas não havia ninguém,  ao olhar de longe um helicóptero  estava subindo voo,  só poderia ser ele, fui correndo e ao chegar ele estava longe só o diretor vindo;

- Ei diretor. Luis? foi ele que embarcou no helicóptero?

- Não a sua avó,  a embaixatriz! A própria da pra acreditar.

- Da. Da. Luis sabe onde está?

- No seu quarto, arrumando suas coisas, pobre rapaz.

Fui até seu quarto, ao chegar Cauê o ajudava a guardar algumas coisas;

- Nico?

- E ai carinha, Cauê pode deixar a gente a sós?  Queria falar com o Luis.

- Sim, claro. Não se esquece da gente em Luis.

- Pode deixar pequeno príncipe,  passo pra te dar um beijo.

Ele saiu, Luis pegando coisas na gaveta e colocando na bagagem, havia malas no chão,  eu sentei na cama dele, o Resus, veio e fazendo carinho nele eu disse;

- Suíça Luis? Porque  não  me disse nada?

- Pensei que não se importava.

- Como não. Claro que me importo, você é meu amigo, só que ninguém me falou nada.  Vai voltar a morar lá?

- Sim.

- Pensei que gostava de morar aqui, as meninas,  Fabrício, Eduardo,  o Resus.  E tem a gente.

- Não somos mais forte do que sentimos.

Disse ele sentado do meu lado, me deu um beijo na bochecha, eu entreguei o Resus pra ele que pegou no colo fazendo carinho.

- Leve ele, assim se lembra de nossas brigas. Rsrsrs’.

Me levantei e sai do quarto, ao fechar a porta, a vontade era de voltar e falar tudo que eu sentia. Mas fui covarde. Eu realmente estava gostando dele, ou não? Dentro de mim estava igual a sala de primário, uma verdadeira desordem. Estava confuso, estava sofrendo. Eu não sei nem o que estou dizendo.


#Cauê


Luis se despediu de todos,  o motorista colocou suas malas no carro e foram embora,  somente Nícolas não estava para despedir;

- Onde ele está?

- Acho que sei onde pode estar.

Fui até as quadras e ouvi seus gritos de longe,  ele estava na quadra de tênis,  havia umas 300 bolinhas no chão,  ele estava contra a máquina,  da mesma força que a máquina jogava a bola contra ele, Nícolas devolvia com muita raiva, ele soava tanto que faltou criar uma possa sobre ele.

Dei a volta e desliguei a máquina,  tirando da tomada, ele jogou a raquete para sua esquerda, com tanta força que quebrou Ela no muro, estranhamente  ele caiu no chão de joelhos chorando.

- Isso sim eu diria que é colocar a raiva pra fora. Vem aqui. Pega.

Ele me acompanhou sentamos em uns bancos no canto e dei água para ele, demorou até começar a falar.

- Já teve algo na vida que se arrepender de não ter dito?

- Sim, algumas vezes.

- O que fez?

- Aprendi com meus erros.

- E se você estiver vergonha? Do que os outros vão pensar, amigos, seus pais?

- Ei meu irmão,  se você tem vergonha de contar aos seus pais não faça.

- E se for medo?

- Só acredito se me disser que é um urso, e dos grandes.

Ele me abraçou forte, todo suado.

- Valeu Cauê você é o melhor caçula do mundo.

- Ah eu sei. Vai ser feliz Nícolas,  você merece.

Ele se levantou e saiu correndo, sumiu de minhas vistas.

Quando voltei para dentro vejo sair do estacionamento um carro, em alta velocidade, corri no quarto dos meninos, mega preocupado;

- Que foi Cauê.

- Por favor me diga que Nícolas está no banho?

- Não ele pegou as chaves do carro e saiu.

- Que ótimo conselho que eu fui dar.

Peguei o celular e liguei rápido para Luan.

- Luan, sou eu Cauê  me escuta.

- Calma devagar o que houve?

- É o Nícolas, ele saiu no carro, acho que vai fazer alguma besteira.

- Como sabe que vai fazer besteira?

- Porque ele me deu ouvidos?

- Cauê.

- Localiza ele pelo GPS.

- Por onde?

- Não precisa esconder de Mim Luan, sei que tem um navegador GPS,  no carro de Nícolas.



#Nícolas


A porra do celular do Luis não atendia, eu estava na BR indo para cidade, tudo bem estava correndo, muito mesmo,  no trevo onde havia um retorno pra cidade eu reduzi a velocidade deixei o celular cair do meu lado na porta, tentei pegar duas vezes, quando ouvi um;

- Alô?

- Luís?

Não vi o sinal vermelho, um carro entrou no cruzamento e para desviar eu virei o volante o máximo que consegui, o canteiro central eu passei por ele, havia algo tipo uma escultura que fez o carro decolar,  ele deu uma volta no ar e caiu de cabeça para baixo,  percorrendo mais uns 7 metros arrastando o teto no chão,  lembro de cacos de vidros por todos os lados e sangue nas minhas mãos,  soltei o cinto, e sai pela janela, eu não entendi o porque mas estava chorando, deitei nos asfalto, e gritei,  não sei se foi comigo mesmo, não sei se foi com o cara lá de cima, a única coisa que sei é que a dor era imensa, a dor interna;

- PORQUE? PORQUE? Nem pra morrer eu presto? Quer alguma coisa de mim? Me diz?

Não sei explicar como mas,  ao virar o olhar para o lado vejo Luan se aproximando, eu não queria mas os olhos se fecharam.


#Luan


Não havia vazamento de combustível, e Nícolas não havia quebrado nada, ele estava desacordado, possivelmente uma lesão na cabeça, eu estava ciente de tudo até a chegada dos paramédicos, eles imobilizaram ele e entramos na ambulância, me sentei ao lado dele,

- Luis! Cadê o Luis? Preciso.

Ele repetia isso a todo momento, estava delirando, os paramédicos direcionaram para o hospital onde Marcelo trabalhava.

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