• Richardson Garcia

Apenas Hoje - Coitadinho do Orfanato

#Fabrício


Depois do almoço eu iria arrumar minhas coisas pois o Nícolas iria vir me pegar para o colégio, mas ouvi alguém bater na porta tempo antes, minha mãe abriu a porta era ele;

- Olá boa tarde!

- Chegou cedo cara, ainda estou arrumando as coisas.

- Tranquilo, vim pedir desculpas a sua mãe e explicar de vez o que aconteceu.

Ela chamou ele pra cozinha e eu me aproximei deles, ouvindo a conversa, ele contou o que houve e que foi combinado. Depois veio para o quarto;

- Você é louco mano!

- E eu havia pensado que já tinha feito coisa pior, rsrsrsrs’.

- Nícolas, é... ontem quando estava com Ayla ela me contou que vocês já namoraram.

- Sim é verdade.

- Posso perguntar o por que terminaram?

Ele se sentou na cama empurrando minha mala, onde eu estava colocando os perfumes e desodorante;

- Fabrício eu não sei ser romântico,  nunca amei ninguém,  não sou carinhoso, e não tenho paciência, eu não sirvo pra namorar cara.

- Você descrever a maioria dos homens Nícolas, não vejo o porque terminar.

- Eu gosto muito de sexo? Tipo o dia inteiro.

- Continua normal. Hahah’.

- Sei o quer saber, não me ofendo vendo você com ela, só saiba que se fizer Ayla sofrer, vou ter uma cama de sobra no quarto.

- É.... Vamos logo está tarde.

Colocamos as coisas e partimos, o estranho foi que ele não passou para pegar o Eduardo, eu não questionei afinal de contas Eduardo sempre iria na segunda de manhã,  quando chegamos, desfazendo as malas;

- Vou ver se Ayla já chegou.

- Falou vai lá.

Passando pelo quarto de Luis, a luz debaixo da porta estava ligada, e ouvi ele dizer repetidamente, “Eu te amo. Te amo. Não.  Não.  Eu amo você”. Como em um ensaio, ensaiando para falar com alguém.

Bate e entrei no quarto das meninas, mas quase que voltei para trás, seus pais estavam lá dentro, Henrique sentado na cama e Beto próximo a porta, tanto é que quase o acertei;

- Amor não me disse que os garotos eram proibidos de adentrar nos quartos das garotas?

Disse Beto para Henrique;

- Beto, se acalme é só Fabrício.

- Desculpem, boa noite, Nícolas queria saber se já haviam chegado e quando forem jantar nos chame por favor. Com licença.

Aí caramba! Sai todo vermelho de vergonha, quase apanhei pela segunda vez, voltei para o meu quarto e Luis estava matando a saudade de Resus, Nícolas iria saindo do quarto;

- Fala Luis.

- Oi Fabrício tudo bem?

- Não igual a você, mas gostaria.

- Oi?

- Apaixonado como você Luis, passei pelo seu quarto ouvi você treinar seu “Eu te amo”.

- Ah, é para o teatro.

- Com certeza é.

Falou Nícolas saindo com cigarros na mão.


#Nícolas


Estava cansado de tantas máscaras que estavam se formando ao meu redor, estou falando de Luis e Eduardo, acho que cheguei ao meu limite, não conseguiria mais disfarçar.

Quando voltei o Eduardo já estava de volta, sem nenhuma palavra fui deitar, na manhã seguinte ele não tomou café conosco, participei das aulas tranquilamente, a tarde ele saiu do colégio retornando somente à noite.

Estava no meu quarto ouvindo música, e na troca de uma música para outra ouço o Eduardo saindo do quarto e falando com Fabrício.

- Vou ver Agatha.

Eu já tinha sacado a dele, pensei comigo “Isso acaba hoje”. Sai em seguida e fui seguindo até a área das piscinas onde ele encontrou com Luis, “Bingo”.


#Luis


Havia um local ao lado das piscinas bem reservado, com um estilo de camas e um piso liso, muito aconchegante, eu e Eduardo estávamos ensaiando o fim da peça para ajudar ele,

- É isso.

- Mas não acabou, me deixa ver a outra página... Olha falta... O beijo. Claro se não quiser tranquilo.

-É que a peça será depois de amanhã, eu até quero mas você leu.

- Deixa eu ver “Lisandro abraça calorosamente Hérmia que se derrete em seus braços,  em um eu te amo sem nexo, um beijo bla bla  bla ....” Bem terá que querer.

- Ok, vamos lá. Eu te amo...

Ele me beijou, uma mão na cintura outra entrelaçando no meu cabelo atrás da cabeça,  dedos fortes, não houve língua e sim foi sentido o beijo, uma virada de rosto e um carinho com sua mão.

- Eu a amo.

- Faltou você cuspir.

Disse Nícolas entrando e sentando em um sofá alto, Eduardo ficou branco, eu retruquei rapidamente;

- Eu não tenho nojo dele.

- Claro que não, deveria ter nojo de você, cara mesquinho e sem caráter.

Ele falou isso se levantando pro meu lado, sua voz alterada junto, eu o encarei a altura, mas ele continuou falando por cima de mim.

- Pessoas baixas como você,  não deveriam existir, vire homem e assume que não presta seu hipócrita, ainda tem coragem de falar que tem nojo de mim, olhe pra você Luis.

- Não admito que fale assim de mim, te odeio. Te odeio.

Falei cuspindo nele, Nícolas veio pra cima de mim mas Eduardo empurrou ele e Fabrício chegou rapidamente segurando-o;

- Fique longe dele cara.

Disse Eduardo na minha frente, ele já estava alterado, mas o Nícolas chegou a seu ápice.

- Ah, mas é claro, você!  Idiota, canalha, vagabundo e trairá (...) Nícolas apontava o dedo na cara de Eduardo falando enquanto Fabrício segurava ele muito assustado (...) Como pode enganar ela assim esse tempo todo, ficando com o Luis pelos cantos do colégio,  achou que iria durar quanto tempo essa sua fantasia,  acorda Alice,  o país das maravilhas é só no castelo Monteleoni, isso aqui é vida real, tenha coragem de enfrentar seus problemas.

- Cala essa sua boca Nícolas.

- Eu sempre te defendi, de tudo e de todos, mas não,  aproveitava e se esbaldava por aí com o Luis, e bancando o hetero, iludindo a Agatha, e fingindo  que ama a Ayla. Sabe de uma coisa ela não falou seu nome quando estava na minha cama semana passada.

Eu já estava com tanta raiva e ele nem disse isso pra mim, Eduardo então o encarou, Nícolas meio que abriu os olhos, Eduardo chegou próximo a ele;

- Não sabe o que é amor. Você não ama nem os próprios pais garoto, faz a linha rebelde pra aparecer, o cara adotado e mimado, CRESÇA VOCÊ,  para de dar birra pra aparecer “Nícolas Barreto” o coitadinho do orfanato.

Nícolas empurrou Eduardo nesse momento, mandando ele calar a boca, e por incrível que pareça Eduardo deu um murro de esquerda em Nícolas que virou e Eduardo pulou em cima dele, os dois caíram no chão. Nesse movimento Fabrício caiu longe, Nícolas deu dois murros em Eduardo que revidou com outro na barriga eles ficaram menos de segundos no chão, eu e Fabrício tentamos separar até a chagada da segurança que foi bem rápida;

- Eu vou matar você.

- Vem! Vem então, estou aqui! Está desarmado é? Aprendiz de soldado.

Nícolas parecia um touro tentando pegar o Eduardo, foram preciso três seguranças para segurar ele.

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