• @rgpatrickoficial

Apenas Hoje - Cauê?

#Eduardo


- Vai aonde?

- Dar uma volta, preciso de ar fresco.

- Quer que eu vá com você?

- Não prefiro ir sozinho.

- De boa.

Nícolas entrou e eu sai pelos corredores já escuros,  depois de minutos me vejo em frente à placa de entrada do teatro,  entrei e me sentei de frente para o palco, não havia luzes acesas, somente a claridade da lua cheia entrando pelas gigantes janelas, então  ouvi a porta se abrir;

- Desculpe não queria te assustar.

- Ayla?

- Vi você vi do então pensei em te seguir, espero não ter problema.

- Vem aqui, sente comigo.

Ela se sentou do meu lado, estava  com os pés na poltrona da frente depois de um bom tempo em silêncio.

- Ele vai ficar bem! É o Thiago, já passou por coisas piores.

- Rsrs' Obrigado. O que me deixou apavorado foi Marcelo, eu percebi que ele estava preocupado.  Espero estar errado.

- Ei Eduardo, vai ficar tudo bem.

Beijei ela, cuidadosamente sentindo sua boca,

- Venha quero te mostrar uma coisa!

Subi no palco fui até o Backstage peguei um violão e voltei, sentado à beira do palco cantei uma música pra ela.

- Não conheço essa música.

- É minha, o que achou?

- É perfeita Eduardo,  você escreve?

- Sim, tenho uns rascunhos, tenho outra quer ouvir?

- Claro.

Cantei outra,  outra é por fim pegamos no sono os dois, sentados nas cadeiras do teatro, Ayla pegou no sono dormindo sobre mim.


#Fabrício


Saindo do banheiro o Nícolas se vestindo e Eduardo chega, pela manhã no quarto;

- Noite boa em?

- Nada cara. Ei Fabrício queria falar com você beleza?

- Não Eduardo, não vou fazer mais aquelas fotos, olha mano...

- Não é isso, fique tranqüilo.

- Bem, espero vocês no café.

Disse Nícolas pegando o caderno e saindo, eu fui me vestir e o Eduardo se explicando;

- Bem cara, sabe que gosto da Ayla, e estamos ficando, quero falar pessoalmente para ter certeza que não terá problemas, gostaria que soubesse por mim.

- De boa Eduardo, se está afim, vai em frente. Ainda bem que não temos regras de amigos não é mesmo?

- Regras?

- Sim, de não pegar a ex do outro, ou não ficar com irmã, ou mãe.

- Mãe Fabrício?

- Esquece.

- Vai tomar café conosco?

- Sim, vou tomar um banho.

- Vou indo nessa!

Assim que sai, encontro com Agatha;

- Indo para o café?

- Sim.

Fomos juntos, ao chegar depois que nos servimos o Nicolas estava sozinho na mesa, ele falava ao telefone, Ayla chegou em seguida, se sentando conosco, logo o Eduardo;

- Gato tem noticias do seu avô?

- Não Agatha, vou ligar logo mais pro Marcelo...

Nícolas entrega o celular para o Eduardo, e se levanta;

- Mano meu pai, pega aqui. Olhem aqui vou no banheiro.


#Luis


Acordei pouco atrasado, peguei um suco e me sentei com os meninos, ao lado do Eduardo;

- Ayla, estudou pra prova de Biologia?

- Sim, não estudou de novo Luis?

- Ai me poupe, vou sentar com você, qualquer coisa.

- Só mais dessa vez. “Estou precisando falar com a Heloísa isso sim.”

Ela disse em voz baixa fazendo os meninos rirem, menos Eduardo que estava ao celular;

- Engraçadinha, minha mãe tem mais em que preocupar, tipo a orientação sexual de seu filho.

- Ele acordou, vou tomar café e ir ao hospital. Fabrício me cobre no treino hoje?

- Sim, claro.

Bem mesmo com minha piada o clima ficou tenso, por Eduardo estar abatido, mas o clima só ficou pesado quando Nícolas chegou, se sentou eu me levantei e sai, sem palavras, sai para o jardim e ascendi um cigarro antes da aula, foi a primeira tragada ao me virar vejo Nícolas atrás de mim, confesso que assustei um pouco;

- Até quando?

Ele quando queria ser agressivo conseguia, mas tinha um ar de charme que era meu fraco, e claro não deixaria a oportunidade de deixar ele uma fera passar;

- Até quando, o que?

- Não se faça de idiota Luis, vai ficar me ignorando na frente dos nossos amigos ate quando? Um deles perceber, e vir perguntar o que tem entre a gente?

- Não se preocupe, é fácil de resolver, você me deu um tapa na cara. Não tem dificuldade nisso.

Caramba ele chegou a dar meia volta, a mão deslizou no cabelo, e ele se aproxima;

- Quer que eu me humilhe mais a que ponto? Ou é só pra aparecer? Se liga Luis não quero nada com você!

- Pode se desfazer, vai põe pra fora, extravasa. Eu não ligo mais para sua opinião.

- Ótimo, só espero que fique de bico fechado.

- Que foi tem medo que descubram que ficou com outro cara? É ? isso mesmo vai embora.

Aaaaaaaaaaaah’ que raiva, ele me deu as costas, mas pelo menos havia deixado Nícolas uma fera, e outra, pode ser que seja somente minha auto estima, mas deu pra perceber que ele se importa comigo. Do mesmo jeito que doeu no coração dizer isso, mas não sou um idiota, não iria deixar ele fazer o que quiser e sair ileso.


#Nícolas


Filho de uma puta! Luis me tirou do sério, já pedi desculpas e nada, já tentei me aproximar e nada, não sei mais o que fazer para ele baixar a guarda.

Foram 3 semanas de estresse, se não fosse semanas de provas e Eduardo apreensivo com o Thiago, já descobririam o que aconteceu entre a gente, depois de semanas seguidas no colégio, estudando e passando raiva. Sexta-feira estava esperando meu pai vir me pegar, para surpresa o Caio veio desta vez.

- Benção!

- Deus te abençoe, saudades meu filho.

- Também pai, bastante! E Luan?

- Ele está em treinando uma turma em balística, ou algo do tipo.

- Hum, entendo, é pro curso de Pericia, ele está indo em casa?

- Sim, vai almoçar conosco.

Depois de minutos falando de assuntos, chegamos em casa, nossa só queria tirar a roupa e ficar de short.

Coloquei a mesa e o Luan chegou bem furioso;

- Filho! Tudo bem.

- Sim. E com o senhor?

- Não. Caio não vou almoçar, somente um banho e voltar.

- Luan, não vai comer nada...

Disse ele indo em direção do quarto, eles meio que discutindo e eu sentei almoçando, Caio veio e se sentou;

- Vai trabalhar essa tarde?

- Sim, aquela revista sem o Thiago é um caos.

- E ele como está?

- Aguardando diagnósticos de exames, para prosseguir com tratamento.

- Vou indo nessa. Até mais tarde para vocês.

Disse o Luan, indo na cozinha pegando alguma coisa e saindo;

- Pai, posso ir com você?

- Para o campo? Não.

- Não quero ficar aqui, Caio vai trabalhar... e...

- Nada de armas e nada de se intrometer.

- Certo.

Me troquei e fui com ele, o treinamento acontecia no QG aqui no Rio mesmo, bem acompanhei uns passos do treinamento e dei umas voltas, até meio receoso, eles estavam em um galpão eu me distanciei ficando a beira de um riacho que passava a frente, acabei pegando no sono, acabei sonhando, que...

“Estava transando com a Rebeca, ela estava em pé debaixo do chuveiro, eu enfiava fundo nela de costas, mordendo sua nuca e pegando em seus peitos, ela gemia gostoso e estava bem apertadinha, porem a minha surpresa ao puxar seu cabelo para beijá-la. Era o Luis, eu estava traçando o Luis, nada estranho quanto sentir um chute.”

- Acorda! Está achando que isso aqui é colônia de férias? Levante e se apresente.

O primeiro tenente do QG estava acompanhado de um Cabo, ele me deu dois chutes, me levantei e coloquei meu boné, ele gritou comigo novamente;

- Onde está seu respeito soldado? E porque esta vestido assim?

- Não está aparente que não sou soldado?

- Está aparente que esta violando regras do QG, e será...

Ele disse segurando meu braço, ele pegou com muita força me forçando a ficar de costas, com as aulas que tive com Luan, me virei rapidamente protegendo e imobilizando ele, acho que Luan sabia quando eu estava entrando numa fria, ele se aproximou rapidamente quando soltei o tenente que bateu continência pra Luan;

- Você não diz nada, entra naquele carro.

Sai encarando o tenente, muito mesmo, acho que não foi uma boa, pois Luan demorou muito tempo em uma sala com eles, quando veio estava com uma cara, que eu não via a muito tempo.

- Desce.

- Não mandou eu entrar?

- Sai Nícolas... Soldado Cardoso, sabe onde deixá-lo.

- Não vou de...

- Não me faça te dar uma surra aqui Nícolas, não aqui. Agora entra dentro desse carro e vá embora.

Só fiquei na minha porque havia muita gente olhando, e Luan já estava fora de si. No caminho pra casa o rapaz diz em rápidas palavras;

- Você imobilizou o primeiro tenente como se ele fosse uma garotinha.

- Não sei se é, mas que age como uma isso sim.

Cheguei em casa, entrei olhei para um lado, voltei o olha para o outro, peguei minhas coisas e voltei pro colégio, com meu carro. Todos estavam fora, somente Fabrício e o Luis estavam dos nossos amigos, passei a tarde no quarto só esperando o Luan ou Caio vir me matar;

- Que cara é essa mano?

- Cara de quem está cansado de tudo!

- Já me senti assim, calma, vai passar.

- Rsrsr’ Falou igual a Ayla agora.

- kkkk’ Mas eu não fumei uma cartela de cigarros em tão pouco tempo.

- Senta e rebola.

Falei apontando o dedo quando bateram na porta, tão forte que sabia que era o Luan, nossa apaguei aquele cigarro, o Fabrício chegou a sentar na cama, assim pelo susto, bateu outra vez, pensei que iria derrubá-la.

Confesso que fui com medo abri-la;

- Cauê?

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