• @rgpatrickoficial

Apenas Hoje - Capítulo 26

#Nicolas

Ao chegar no batalhão estavam de partida, mas de forma diferente, não para uma ação especial e sim para o cotidiano, fui pra a apresentação ao meu coronel, ao chegar na sala ele estava de saída;

- Senhor.

- Está atrasado capitão, sua equipe já está preparada e saindo.

- Vou me preparar, tem mais informações sobre o Pezão?

- Estamos indo para o Alemão Nicolas, houve um ataque a uma das UPPs.

- Mas senhor temos a oportunidade de capturar o Pezão não pode direcionar a força tarefa toda para um lugar.

- Explodiram uma das UPPs, o próprio governador me ligou, e... Nicolas você andou bebendo?

- Foi essa madrugada, já estou bem.

- Fique aqui, é melhor.

- Mas senhor.

- Fique Capitão.

Peguei meu celular que estava descarregando enquanto eles saiam, me sentei em um banco e liguei para casa de Ayla, liguei duas vezes até conseguir falar;

- Alô.

- Oi Luiza é o tio Nico tudo bem?

- Sim, tio.

- Sua mãe está princesa?

- Não, ela foi buscar o Thiago na casa do amigo dele.

Rezei para não ser o Guilherme;

- Que amigo Luiza?

- O Guilherme tio, da sua turma.

Afastei o celular do rosto respirei e despedi, imediatamente liguei para Ayla, assim que ela atendeu, havia muita conversa atrapalhando a ligação;

- Ayla é o Nicolas, está com o Thiago?

- Sim, Nicolas estamos na festa da avo de um amiguinho.

- Ayla me escuta, pegue o Thiago e saia dai imediatamente, por favor estou te pedindo.

- Mas porque Nicolas, o que está.

- Ayla me escuta, sei onde você está, estou a caminho, Vocês estão correndo perigo.

Enquanto falava com ela, procurei um carro, mas só havia uma viatura disponível e nada discreta, como havia o endereço da tal mãe do cara no registro joguei no GPS e fui o mais rápido que consegui, demorei alguns minutos.

Virei a esquina com cuidado e percebi que Ayla estava com Thiago na frente do prédio, não entendi o porquê estavam parados, me aproximei olhando para os lados e bem de frente a eles parei o carro, mas ela estava com lagrimas nos olhos, pálida e Thiago com as mãos na boca, a porta do meu carro se abriu e o tal Pezão entra;

- Estaciona ali.

Ao olhar novamente havia um marginal com uma arma na cintura da Ayla, segurando no braço dela.

Parei o carro em cinco metros, o cara pegou a arma que estava no meu colo e tirou as balas calmamente dizendo;

- Nunca achei que iria entrar em uma viatura sentando no banco da frente.

- Não se preocupe, seu estilo será um de madeira, cabe ai atrás também.

Eu estava com as mãos no volante, as duas, olhando no retrovisor o cara se aproximar com eles, e também dentro do carro.

Ayla e Thiago entraram no banco de trás junto com o cara armado e o Pezão comigo;

- Tio.

Disse Thiago pegando em meu braço, puta merda que incapacidade que tive;

- Calma garotão vai ficar tudo bem.

- É campeão, vai ficar tudo bem... Não pro seu tio.

Disse ele me olhando;

- Acha mesmo que iria pegar o meu parceiro e não iria fazer nada, você e aquele juiz tentando fazer o papel de super-heróis, e achando que não iria cobrar. Sabia que ontem você matou um cara que me rendia milhões por ano.

- Que pena que você não sabe onde investir.

- Rsrsrs’ relaxe, foi surpresa encontrar o garoto aqui, mas muita sorte ser no mesmo dia em que acontece um ataque inusitado no alemão não acha.

- Sabia que foi você.

- Sim, mas só não sabia que iria morrer hoje.

- Está esperando o que?

- Por mais que eu queira, estou esperando um amigo, vamos fazer isso em grande estilo, vou fazer você pagar pelo que fez.

O cara de trás deu uma risada, e prestei atenção que o Pezão não armou a arma, ele somente a desarmou;

- Falando neles, vamos saiam do carro.

Ao abrir a porta, Pezão dá a volta no carro e vem próximo a mim que estava de mãos para cima, na calçada Ayla e Thiago com o outro cara. Era agora ou nunca.

Pezão tirou uma arma de dentro da roupa e apontou para mim, mas ele estava perto demais. Com o punho fechado bati fortemente forçando ele a jogar ela para cima e soltar, a arma caiu no chão, o movimento foi tão rápido que o cara apontou a arma para mim, mas eu já apontava a arma para a cabeça do patrão dele.

Um carro parou e três caras saíram apontando a arma para mim;

- Olhe em sua volta.

- Olhe para sua cabeça.

Falei puxando o “Martilho” engatando a arma;

- Deixe eles irem.

- Não estamos negociando Nicolas, você está em desvantagem.

- Então vamos acabar logo com isso.

Falei dando um passo e abraçando ele com a arma apontada para sua cabeça;

- Solte eles. RAPIDO.

Estávamos debaixo de um poste de luz, e na minha frente o carro parado no meio da rua os três caras protegidos pelas portas, Ayla e Thiago libertados então eu questionei;

- Saiam daqui.

- Mas tio.

- Sai daqui.

Eles correram, como eu estava próximo ao carro vi quando Ayla se protegeu atrás de um contêiner de lixo, ela se abaixou, era meu aval.

Atirei no cara que estava na calçada empurrei fortemente Pezão no meio da rua e me abaixei me protegendo e pegando a arma do cara que matei. Foi o começo de um show de disparos, no poste de luz a frente havia um gerador de energia dei dois tiros nele que explodiu, deixando tudo escuro, com isso consegui abrir a porta do carro e pegar um fuzil que estava dentro.

Os carros da rua todos começaram a disparar o alarme, pois estavam sendo atingidos de todos os jeitos, com isso a luz voltara por momentos, eu estava sendo alvejado por dois lados, eles protegeram o traficante que entrou dentro do carro enquanto os caras atiravam em mim. Eu consegui alvejar outro que caiu no meio da rua, pois ele se levantou e veio para cima sem retaguarda.

Tirei rapidamente um pedaço da minha camisa e coloquei no tanque do carro, e segurei o isqueiro com a outra mão, caramba não sei se o carro iria me proteger mais, eu tinha que sair dali urgente, tinha mais 3 balas no pente, parei de atirar e em um cessar de disparos eles vieram para ver se eu estava morto;

- Rápido idiota.

Disse o traficante para o mais novo, ele veio se aproximando o outro estava protegido e saiu de trás da arvore, ascendi o fogo, que apagou, ascendi de novo e a merda apagou...

Ouvi um pisar de vidros ele estava perto, ascendi o fogo e me levantei atirei o cara, mas só de raspão acho que dei três ou quatro passos e eles atiraram em mim, o carro explodiu me atirando para quatro metros, cai vendo o fogo levantar.

Sabe quando está sonhando e sente algo como se estivesse caindo em um buraco? Ou morre no sonho, levar um tiro é da mesma forma.

Queima muito, a dor é insuportável, mas nada pior que a dor do coração, sim, ao olhar para trás Ayla estava caída no chão, havia sangue nas mãos de Thiago, ele estava chorando e ela com a mão em seu rosto. Isso doeu em mim como mil balas.

Tentei me levantar mas cai duas vezes, me apoiei em um veiculo e levantei no chão os dois marginais caídos, a explosão foi próxima ao carro de Pezão onde ele estava no banco do passageiro, ele estava desacordado.

Fui andando mancando com muita dor, o sangue escorria pelo meu corpo, passei perto de um dos corpos peguei uma arma e me aproximei do carro, quando olhei para ele, o cara pulou em cima de mim, e pegou a arma, tentei lutar e revidar, e ouvi um tiro. Nós olhamos, bem no fundo dos olhos e o sangue escorreu de sua boca, empurrei ele caindo do meu lado, me ajoelhei e atirei mais três vezes no coração e em seu rosto. Ao ver carros de polícia virar a esquina, meus olhos se fecharam.

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