• @richardsongaarcia

Apenas Hoje - A Culpa Foi Minha

Meu avô se abaixou sentou no chão comigo me abraçando;

- Sabe quando eu tinha a idade do seu pai eu estava do mesmo jeito, estressado e preocupado, o meu erro foi descontar a raiva do trabalho em minha mulher, a sua avô, foi isso que acabou com meu casamento, seu pai esta fazendo isso com você e o mesmo com ele. Perdoa ele vai ser sua saída Eduardo, tente entender a situação e pressão que ele está passando.

- Eu entendo vô, mas e eu? Até quando vou ter que esperar? Quem vai me entender?

- Primeiro me explique, tudo, e por favor me diga que é mentira, você não está enganando Agatha? Não está fazendo ninguém sofrer! Digo isso porque a pior coisa é ser traído pela pessoa que ama Eduardo.

- Sim.

- Sim, o que?

- É mentira, Nícolas entendeu errado, eu estava ensaiando o teatro com o Luis, somente ele sabia aqui no colégio.

- Eduardo, você está escondendo isso dos seus amigos, do seu pai, até onde acha que isso iria chegar?

- Não sei, só não queria ser mais...

- Não me desculpe, Eduardo olha onde chegou, pode não admitir, mas está errado. Deixa eu adivinhar, Nícolas pegou vocês dois?

- Sim, ele ficou bravo porque pensou que eu estava traindo Agatha.

- Só por isso vocês brigaram.

- Eu que comecei, foi culpa minha!

- Aii! Adolescentes, adolescentes. Eu posso chamar o Nícolas, Luis e Agatha e resolver tudo, mas Você errou Eduardo não irei te ajudar, percebe que tem um problema pouco maior ali do lado de fora.

- Tudo bem, acho que já estou acostumado.

- Não fala assim Eduardo.

- Desculpe.

- Vou embora e resolver isso com seu pai, escute faça o que for possível, essa atitude sua e de Nícolas afetou todo mundo, e tem pessoas sofrendo por isso, é responsabilidade de vocês!


#Nícolas


Bate duas vezes na porta do quarto de Agatha, demorou um pouco mais Ayla abriu, ela estava ao lado da cama na escada chorando, nossa me senti culpado neste momento;

- Posso?

- Vai lá, vou pegar uma água pra ela.

Me aproximei, ajoelhei na frente dela,

- Ei. Me desculpe.

- Porque não me disse antes.

- Não tinha certeza, queria me desculpar pela forma que soube na frente de todos.

- Tudo bem, mais cedo ou mais tarde teria que saber não é mesmo.


#Fabrício


Estava comendo algo, quando vejo Ayla passar, levantei a mão e ela veio até a mesa;

- Oi!

- Senta aqui.

- Não posso. Vim pegar água para a Agatha.

- É rápido.

Ela se sentou, eu puxei a cadeira trazendo ela para meu lado, beijei a bochecha dela;

- Como está?

- Assustada com tudo isso Fabrício.

- Eu também, bastante.

- Sabe eles sempre se envolveram em encrencas sozinhos, mas dessa vez, passaram dos limites.

- Agatha ficará bem?

- Não sei, espero que sim. E Eduardo como está?

- No quarto com o pai e o avô, mas Nícolas levou uma dura dos pais, que saíram soltando fogo da sala, me espera que vou com você até lá.


#Nícolas


Como eu estava sob supervisão tive que participar de uma peça de teatro, bem tive que marcar presença.

Na tarde daquele dia estava na academia, e chovia bastante, aproveitei para dar uma corrida ao redor do campus, em um momento parei e apoiado nos joelhos recuperando fôlego, subi o olhar e vejo Luis me olhando de longe, quando percebeu ele se virou saindo.

Mais duas voltas e voltei para o quarto, estava tomando banho;

- Cara estou muito apertado não da pra segurar.

- De boa.

Fabrício entrou no banheiro para mijar. Eu estava no banho, já terminando;

- Vai no teatro?

- Sim, fiquei sabendo que você vai estar lá.

- Vai se foder, vou ficar fazendo hora lá mesmo.

- Vou sim Nícolas, Ayla e Agatha vão, e me chamaram.

- Está gostando muito dela não e mesmo?

- Ah, cara! Sim, ela é uma mina de boa, espero que role saka, mas depois que você falou não sei.

- Sobre o Eduardo gostar dela, não é mesmo! Relaxa Fabrício, ele sempre gostou dela, desde que éramos pequenos, isso é normal.

- Beleza.

Troquei de roupas e fui para o teatro;

- Que bom que chegou, Nícolas coloca essas reservas na primeira fileira.

- Ok.

Reservei as cadeiras, enquanto as pessoas entravam no auditório, fiquei um pouco com as meninas e depois fui para trás do palco, bem eu teria que ficar auxiliando, mas fiquei falando com meu pai no Whatsapp. Caio disse que Luan estava voltando essa semana para o quartel, fiquei bastante feliz que ele voltaria a ser o rabugento de sempre.

A peça havia começado minha atenção ficou em uma garota que estava se trocando próximo a mim, quando Eduardo passou caracterizado e entrou no palco, olhei até assustado pra ele, que entrou em cena, ele estava contracenando, foi ai que me dei conta, o que ele falava era a mesma coisa que disse a Luis, os toques, tudo, imaginam como me senti.

Logo o professor me chamou, acabei indo para o outro lado do teatro, ajudar um carinho a Nero,  ao fim do evento todos foram embora,  e eu já estava de saída quando topo com o Eduardo e Luis, uma troca de olhares e Luis indaga;

- Acho que alguém deve desculpas, a alguém?

Olhei firmemente nos olhos dele e passei esbarrando no ombro dos dois;


#Fabrício


Estava com Ayla no quarto quando Luis, Eduardo entram com a Agatha, pedindo para ficarem a sós, nos dois saímos estávamos andando nos corredores de mãos dadas;

- Acha que vão se entender Fabrício?

- Olha Agatha viu a peça, espero que possam se explicar, a questão é Nícolas!

- Sim, aquele é bem complicado mesmo.

- Olha que casalzinho lindo, a Princesa e o vagabundo.

Disse  Diogo se aproximando com o Fabio;

- Cara não queremos encrenca, da licença.

- Ai espera, calma, que foi o aprendiz de policial não está por perto. Relaxa.

- Não preciso do Nícolas para me defender, vamos Ayla.

- Não, não, não.

- Escuta aqui garoto...

Disse Ayla quase gritando, até eu me assustei, ela iria encarar os dois, mas Nícolas chega, calmamente tragando um cigarro;

- Qual parte do vou quebrar sua cara você não entendeu? Cara na real, acho que esta precisando lavar esses ouvidos. Vaza.

Nícolas falou muito bravo, encarando o Diogo que saiu com Fabio;

- Eles não dão uma dentro. Porra.

Falou andando de costas saindo soltando a fumaça, somente olhei para Ayla com a sobrancelha alta.


#Luan


Depois da confusão no colégio, eu acabei me distanciando de Thiago, e Cauã, também estava voltando ao trabalho e cabeça estava a mil.

Sai mais cedo do trabalho e passei na revista, para ir com o Caio para casa;

- Estou no estacionamento;

- Luan vou demorar uns minutos, suba aqui.

- Tudo bem.

Cheguei na secretária dele que apontou para a sala de reuniões, estava Cauã, Thiago e Caio, sentados. Thiago fez sinal com a mão para eu entrar, peguei um café na maquina e entrei;

- Boa tarde a todos.

- Boa tarde! Pega um café pra mim também amor.

- Alguém mais aceita?

Perguntei;

- Sim, por favor.

Estava pegando o café enquanto ouvia a conversa de Cauã com Thiago, Caio estava digitando algo;

- Confesse meu filho, Eduardo deu um show no teatro, é incontestável.

- Já falei pai, não é isso que eu quero pra ele, como vai ganhar a vida sendo ator.

- Mas não é dessa forma que vai conseguir trazê-lo pra revista.

Entregando o café para eles, não aguentei tive que dar minha opinião. Thiago estava em pé próximo a mesa, Cauã sentado de frente para Caio e eu próximo a Thiago;

- Olha me desculpem, mas vocês também tem que ouvir opiniões alheias.

- Luan não começa.

Indagou Caio;

- Acham que eu queria o Nícolas se envolvendo com armas, bandidos, do jeito que ele gosta. Não. Eu forcei por anos ele a acompanhar o Caio no escritório chato deles, e acha que ele quis?

- É verdade, Nícolas sempre preferiu estar junto a Luan, entre a vida e a morte, nós nunca concordamos com isso, mas força-lo nunca deu algum resultado.

- Isso mesmo Caio. Estão me entendendo? Cauã forçar ele a estar aqui não vai adiantar em nada, porque não convida ele pra te acompanhar, sei lá viajar a negocio, quem sabe ele não se apaixona pela profissão de vocês. Agora caso a resposta de Eduardo for não. Já perceberam a sorte que vocês tem de Leonardo amar isto aqui e ser companheiro de Heitor?

- Luan olha acho que você não entendeu, a questão aqui.

- Thiago entendi muito bem, o que vocês tem com “Monteleoni” ah pelo amor de Deus, perceberam que nem Heitor e nem Eduardo querem essas vidas, eles são jovens, são outros tempos e vocês tem que perceber isso. Cara são garotos de ouro, “como eu queria que Nícolas fosse como Eduardo”, e você Cauã tem um anjo dentro de casa, tratado com uma cólera no pescoço. Por favor pensem nisso, Thiago?

- Você bem que poderia trabalhar aqui na revista não é mesmo?

- Rsrsrs’ Bem depois do que aconteceu, acho que ficou um clima entre a gente, algo inconveniente, Thiago,Cauã, queria me desculpar pela atitude de Nícolas, ele passou dos limites desta vez.

- São adolescentes Luan eles vivem fora dos limites, até você já fez idiotices a tal ponto.

- Caio vou viajar pegue aquele contrato por favor.

Disse Cauã saindo junto a Caio, me sentei e Thiago na minha frente, eu olhava para a xícara branca a espuma que o café formava;

- Como aconteceu com você e Caio?

- Haha’ Ai Thiago, tinha 19 anos, nós dois éramos amigos ah pouco tempo, ele era mais próximo ao meu irmão, e me chamou para fazermos uma festa de aniversario, eu concordei, bem no segundo dia de festa...

- Segundo dia?

- Sim, estávamos na piscina todos nos, minha namorada foi dormir, e acabou ficando nos dois na piscina, em uma brincadeira que não me lembro muito bem, ele me beijou. Fiquei furioso na hora, com vontade de esmurra-lo. Foi nosso primeiro contato.

- Você sempre se fingindo de forte não é mesmo.

- Sim, é minha defesa.

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